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domingo, 13 de agosto de 2017

A Mão–de–Obra de salão em restaurantes

Há alguns elementos indispensáveis para o bom funcionamento de restaurante com certa categoria, no nosso livro assim como no nosso curso sobre gestão de A & B a grade está perfeitamente explicada e completa, mas vamos simplifica-la aqui:

Maitre – A rigor o maitre é o sujeito que já foi cumins e bom, depois foi garçom, e depois chefe de fila, só então pode almejar a maitria. Em seguida nas discrições dos respetivos cargos descrevemos por alto a função de cada um.

O MAITRE – Este além de conhecer e saber coordenar Chefes de fila, garçons e cumins conhece a fundo por ter executado o serviço de cada um precisa passar por um treinamento de vendas, tirador de pedido que precisa ser aprimorado é o Chefe de fila, Maitre é um Anfitrião Vendedor. Ou não é maitre.

Chefe de fila: - É ou devia ser o resultado de um Ótimo garçom, que teve noções de venda e de liderança, por isso é que ele ainda não há um Maitre, o Maitre é um Vendedor que conhece o serviço o Chefe de Fila um Garçom melhorado com aspirações que tem, ou a quem temos que passar noções de venda e de liderança já que ele comanda alguns Garçons e Cumins.

O Garçom – quando iniciei na profissão contratávamos garçom sentados numa cadeira no salão. Normalmente jogávamos para ele um bandeja e pedíamos para caminhar pelo salão (O garçom tem andar característico) se ele passasse no teste de caminhada, e conhecesse o 5 tipos de serviço de qualquer restaurante com aspirações então pedia-se a ele para comandar dois ovos fritos mal passados e servi-los à francesa, sei que para a maioria dos leitores isto é chinês, mas servir ovo frito à francesa é a operação mais complicada para o garçom, se ele fizesse isso bem, ele conhecia a operação referente ao cargo.

O Cumins – A maioria das nomenclaturas da gastronomia são francesas e esta significa (ajudante) ele é exatamente o auxiliar do garçom, levanta as mesas e faz pequenas tarefas para agilizar o serviço do garçom.

Estes profissionais precisam, como a maioria de gostar de pessoas, gostar do que fazem, a terem um horizonte, sim ele pode sair de cumins e chegar a gerencia ou mesmo direção de Alimentos e Bebidas, há na Marriott e na Hilton diretores de A & B que iniciaram sua vida profissional nessas redes como cumins, isso com sorte, porque o natural é que tivessem iniciado com stwarts.

Estes profissionais como qualquer ser humano precisam de incentivo e ter certeza de que sua vida tem pela frente uma carreira promissora.

Um dos poucos chefes executivos que tivemos no Brasil se formou na França, montou vários Marriott em quase todos os continentes do Mundo e depois de 4 Anos de faculdade e 6 de cozinha e claro ainda não era chefe, perdeu uma promoção por errar a entrega de um prato por 1 minuto. Ou seja, a profissão é séria e precisa que se lhe dedique seriedade.

Precisamos então valorizar o profissional que se mostre interessado de fato em seguir carreira. Treiná-lo e mantê-lo motivado há inúmeras maneiras de fazer isso com eficiência.

•. Usem-se as reuniões periódicas que com a eficiência atingida podem ir se espaçando, mas devem ser pelo menos semanais e este é o maior espaço admitido entre elas de abertura e fechamento, para aprimorar cada operação.
Essas reuniões têm como objetivo, passar todas as informações pré e pós abertura; na abertura: Os pratos que estão para serem vendidos e aqueles que mudaram. A venda do dia, em que pese ser competência do maitre é articulada entre o maitre e o chefe de cozinha. No fechamento: Passar mensagens de otimismo e trabalho em equipe, ou seja, sanar com os problemas que ficaram da operação do dia ou semana anterior e reforçar a necessidade de boas práticas.

• Treinamentos e degustações, isso é para ser diário já que ninguém vende o que não conhece ou o que não gosta a menos que saiba como contornar essa situação. É necessário diferenciar treinamento de “bronca” da cobrança por algo que você nunca explicou partiu do princípio que a pessoas devia saber – desculpe o erro é de quem acha! e não leva tanta sorte assim para achar. – Treinamento em momento algum é substituído pelas reuniões periódicas, estas são para correções estratégicas e necessidades do dia.

Parece estarmos pensando muito no dia a dia, mas não na conquista desse profissional a longo prazo. E não é somente dinheiro que importa e sim valorização, não se esqueça – elogio é ao vivo e a cores para todos entenderem, bronca é reservada pessoal e intransmissível, deu a bronca, aceitou a continuidade do profissional – Nunca mais volte ao assunto.

Entendam se algo vem dando errado você jamais consertará fazendo o que vinha fazendo.

Costumo recomendar, você tem uma empresa que no início deu certo e teve anos em que esse quadro se manteve, um dia as coisas começaram a mudar. Ok. Pare, pense o que você fez para começar e o que continuou fazendo que deu tão certo, 80% dos casos essa é a sua solução.

Aos iniciantes deixe eu lembrar algo de extrema importância: quer montar um restaurante, contrate um consultor que realmente conheça do assunto e se o início não for pela elaboração do cardápio, esqueça e duvide desse profissional.
Restaurante se inicia sempre pela elaboração do Cardápio. E os Lucros...


Sucesso, o ramo gastronômico é lucrativo e muito interessante, mas não aceita amadorismos.

domingo, 25 de setembro de 2016

Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil: Equilíbrio das contas ou corda bamba?

Muitos falam do RM, no Brasil têm ligado ligado ele à origem, Hotelaria e Companhias aéreas - isso é um tremendo erro posto que Revenue Management é uma ciência econômica de gestão que deve mudar a forma como você vê a empresa e a gerencia eles passam a ser entendidos do ponto de vista do consumidor - Cliente - Hospede e ou Passageiro, quero com isso deixar claro que é uma ciência que deve ser aplicada a 100% de todas as empresa em funcionamento. Marcelo é nosso colaborador nas áreas técnicas que domina e já participou de alguns cursos. Pessoalmente iniciei esse estudo no início da década de 70. Nunca usei outras técnicas e já implantamos RM até em frigoríficos de grande porte.



Forno, Fogão e Cia Consultoria Gastronômica Chiarini Culinary Consultants Brasil: Equilíbrio das contas ou corda bamba?: Desde o início das crises econômica e política o setor de alimentação fora do lar vem se mostrando em boa parte dos negócios de modo sólido,...

domingo, 24 de maio de 2015

As Dificuldades da Administração hoteleira identificadas...

O meu artigo é uma resposta a este, http://goo.gl/pWHi1C  e alguém vai ler e dizer há mas os tempos! que tempos que nada é questão de profissionalismo ou incompetência ou mesmo falta de conhecimentos básicos.

Com o tipo de profissional a que o artigo se refere, os hotéis não fecham as portas e as crises nos fortaleciam, nelas nós criávamos processos que nos permitiam atravessar tempos difíceis sem perder porque dos nomes citados todos têm entre 10 e 20 anos mais que eu, e tenho 60.

A moçada não está preparada para gestão, nem menos para operação, e maioria dos gerentes de A & B não sabe a quantidade de produto cru consumido por pessoas num Buffet que sirva 500 a 1000 refeições diárias. Não sabe portanto o custo da refeição, e ainda que saiba, digamos que é R$: 18,00 de custo. Ele quer ganhar 30% e vai vender por – R$: 23,40 e eu digo ao sujeito, amigo se você quer ganhar 30% o valor de venda para esse custo tem que ser de R$: - 25,72 – e o que ele vai dizer? Como assim! Mas você que está lendo faça a conta tire 30% de 25,72 e veja onde chega. Mas o mesmo fenômeno se passa com 98% dos diretores e Gerentes Gerais essa infelizmente é uma estatística que me é dado ter em função dos cursos que ministro.

Dos nomes citados, ícones da Hotelaria Nacional eu aumentaria dois ou três ativos, não o faço porque não pedi autorização e acrescentaria um que embora seja um dos maiores Ícones da Hotelaria Mundial, atuou muito no Brasil, que é Manoel Fernandes Hierro, o próprio Guilherme Repanas citado no artigo deixou de atuar há cerca de dois anos, há poucos como ele no País infelizmente.

Leram o texto que originou este comentário? A diretora que queria um “gerente que corresse” ela como 90% dos empresários e CEOs do Brasil não sabe qual a função de um gerente geral, há pouco tempo perguntei em um curso fechado onde havia gerentes de uma só rede e que se queixavam dos baixos salários o que eles faziam no dia a dia, e ficaram indignados quando eu disse a triste verdade – “Vocês ganham muito mais do que eu pagaria”. Então surge aquela frase imbecil “como assim”!! Nunca paguei mais da metade do que vocês ganham a uma tesoureira e sempre tive esse cargo em minhas gestões, e as funções que vocês desempenham segundo o que me contaram é de Tesoureiro (a). Claro que numa dificuldade, a que para imitar a maioria chamo de crise esses meninos deslumbrados com o cargo que não exercem perdem o emprego isso quando a unidade que deveria ter uma Gerência não fecha. Mas é natural, afinal não tem gestão. 

Há menos de três anos dei um curso num Hotel no Sul do País, por tudo o que aconteceu desde o minuto que eu cheguei até ao meu check-out eu disse à gerente, se não mudar esse quadro vai fechar. Não, não era uma praga era a constatação de fatos por um profissional com experiência internacional e que já uma vez eu havia tirado a maior atração daquele mesmo hotel, eu gerenciava um em frente e criei uma feijoada, eles tinham a mais famosa da cidade, após 5 semanas ele pararam de fazer feijoada. Isso é falta de profissionalismo são bons quando não aparece alguém melhor ou apenas um profissional quando têm que enfrentar um de nós, desistem. Mas hoje o Hotel está fechado.

Faz-se necessário colocar os Jovens ao lado de Grandes e tarimbados Gestores para que eles sejam os gestores de amanhã. Às vezes a gente escuta dessa molecada, eu não passei 4 anos em uma faculdade para ser Recepcionista. Amigo eu era e já tinha 3 só que eu não estudei 4 anos e sim 14 e não passei 4 numa faculdade e sim cinco, foi quando alguém me disse, você vai dirigir uma rede, vamos aprender como isso se faz, então o ano que vem você volta, e me trancaram 1 ano dentro de uma sala. Aprendi, o então no inicio Revenue Management a filosofia de gestão que me permite dizer e provar: “não há hotel que não dê lucro, há hotéis mal Administrados.”

E quando trabalhamos para empresas com empreendedores ou Gestores de Verdade não precisamos provar nada a ninguém deixe que os números falem por si e eles não falam, Gritam. Meu recorde está em levar um custo de 5 e uma receita de 5,5 em um ano eu SUBI os custos para 11,5 e faturei 33,4 – para fazer isso você precisa conhecimento, e não se faz isso ao fim de 5 anos de Faculdade, precisa muito mais e ter trabalhado ao lado de alguns dos melhores do Mundo como o citado Hierro.

De onde eu vim e onde aprendi não há GG – há Diretores Gerais é para isso que somos treinados, para Dirigir uma ou mais empresas e dar RESULTADOS. e nunca ninguém chega num cargo desses sem saber fazer tudo absolutamente tudo o que os seus subordinados precisam  fazer. Como você vai julgar algo que não sabe fazer? Como vai dizer que está errado se não sabe como se faz o certo? É Incoerente.

Vamos repetir o texto original – “Hotelaria não é só dar lucro mensal ao quotista, acabando com o patrimônio físico e humano, o nome do hotel, a clientela (que eu sempre preferi e prefiro chamar de Senhor Hóspede). É seduzir, encantar, surpreender o (SENHOR HÓSPEDE) cliente. Mantê-lo a vida toda feliz, conosco”. – Eu costumo recomendar, faça o quanto antes ele dar uma grande exclamação pelo que você ofereceu e  nunca o perderá.

Quando a sabedoria fala por si – “.Dizia Mr. Percival Ghion e sua esposa Mrs. Tracy Ghion, consultores/gerentes anglo-canadenses, nos anos 70, no Guarujá, que hotel se compara a uma gaiola. Mas quem canta é o passarinho. Quanto mais horas de gaiola e de canto, melhor a melodia”.


Querem nitidamente acabar com a hotelaria, em nome de novos tempos que precisamos traduzir por incompetência e despreparo. Mas na minha carreira tenho muitas vezes belas surpresas e louváveis, estive à poucos dias em um Hotel no Rio de Janeiro onde “As dirigentes” duas meninas com menos de 30 anos, apresentam belos resultados e dão belos exemplos de gestão, e não se cansam de procurar informações. Elas merecem o Hotel é delas, e se elas quiserem pelo caminho que trilham o primeiro de muitos. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

O Novo Livro

http://goo.gl/bf9RvR

A INTRODUÇÃO - Calendários preliminar 2015
Desde os meus tempos de aluno de Escola Hoteleira, ou seja, meados dos anos setenta, que venho sentindo um enorme vazio no universo das obras publicadas em português relacionadas com Gestão Hoteleira.
Aqui e ali se encontram algumas publicações, mas insuficientes para as efetivas carências do mercado.
Sendo o Brasil um país cuja atividade em franco crescimento é a do Turismo, seria desejável que as Escolas e as Universidades Hoteleiras promovessem a investigação e a consequente produção de obras de referência, como sinal de desenvolvimento e de progresso, assumindo assim a vanguarda do conhecimento e da inovação.
Neste particular é, de fato, desoladora a comparação com as excelentes publicações existentes por esse mundo fora.
Não pretendendo preencher esta lamentável lacuna, este pequeno trabalho resulta, na sua essência, de conhecimentos adquiridos no quotidiano do apaixonante e intenso mundo da atividade hoteleira em que a vivência diária no terreno das operações ensina-nos as leis do bom relacionamento humano, das técnicas mais adequadas e das decisões sensatas.
No plano profissional tenho tido o privilégio de colaborar na direção de empresas de naturezas diversas, desde simples unidades de negócio até complexas operações hoteleiras e na área do ensino tenho colaborado ao longo da última década para o aprimoramento Hoteleiro profissionalizante e maior divulgação de Norte a Sul do país.
Nossa primeira obra foi a apostila sobre Revenue Management, um termo de moda muito pronunciado e após travar conhecimento com o que o mercado ensina sobre o assunto percebemos que o Revenue Management no Brasil tem tudo para acontecer. Na sequência nasceu a primeira obra sobre o assunto uma publicação que teve a coautoria do Amigo e sócio Cezar Nogales. Foi ele ainda quem me disse um dia: “Rui faz algo sobre gestão de restaurantes ver se essa turma lê estuda e passa a gerenciar e dirigir em vez de terceirizar". Nascia então “Gestão de restaurantes fundamentada no Revenue Management, uma Filosofia de gestão crítica analítica e complexa que vai muito além da distribuição com sistemas “bonitinhos”, sofisticados e Obsoletos além do seu preço exorbitante.
A mistura destas experiências a par da leitura de algumas conceituadas obras de Gestão Hoteleira foram fatores determinantes no desenvolvimento e na concepção desta pequena obra.
Trata-se de um livro eminentemente técnico que visa, através de uma linguagem simples, ilustrada com exemplos práticos, apoiar os estudantes na caminhada da sua formação e os profissionais de hotelaria na consolidação ou na reciclagem dos seus conhecimentos.

E como costumo dizer, aproveite esta obra e pare de terceirizar restaurantes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Estudo de Viabilidade Econômica de Hotel

 Estudo de Viabilidade


Estudo de Viabilidade Econômica de Hotel: Cezar Nogales SN Hotelaria contato@snhotelaria.com.br Com a aposta do crescimento do turismo no Brasil, tanto com o turista nacional qu...

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Revenue Management para Todos/ Desde que bem fundamentado


Como eu digo sempre - Conhecimento e uma boa planilha de Excel, Mas precisamos do Conhecimento. Eu falar disso é quase intuitivo pois há 42 anos nunca usei outro sistema, não havia computadores pessoais, não havia Excel, não havia smatfones. Mas fazia-se necessário o CONHECIMENTO
e sem este, desculpem mas não há sistema que rentabilize nem com nem sem RM Precisamos conhecer COMO FAZER NA MÃO e É SIM POSSÍVEL. -

Exemplo: Há 30 anos uma bic cristal e algumas folhas de papel quadriculado, conhecimento e muito trabalho. http://goo.gl/jBRJn2

Um outro grande detalhe. Em que pese seja quem for que diga o contrário eu vou fundamentar o desmentido. Não há no mercado pelo menos entre os sistemas de gestão conhecidos NENHUM que possa desenvolver o Revenue Management, isso porque esta Filosofia de gestão que na ponta final trabalha sempre e só com preços de venda,  tem 10 passos fundamentais para sua implementação e os três primeiros não envolvem números, melhor envolvem informações que em alguns casos se transformam em números.

e estas informações não constam totalmente dos sistemas de gerenciamento embora possam constar. Depois temos os outros passos até ao 8 e estes envolvel centros de Custos e muitas análises financeiras, são estas que depois nos dão o preços de venda. E é por isso também que em Hotéis grandes e aqui começo de 300 UHS para cima há casos em que o "BAR" muda 200 vezes por dia e isso quando é feito com consciência não leva com todas as alterações somadas mais de 30 Minutos. Quando comecei precisava fazer 2 operações mas usava uma calculadora comum, hoje preciso alterar o dado de uma planilha de Excel - mas dos sistemas de gestão que há no mercado MEMHUM que eu tenha visto até hoje faz isso.


SN Hotelaria Consultoria Especializada: Revenue Management para Todos: Grande parte dos gestores e proprietários acredita que o Revenue Management seja para poucos ou que seja uma modinha atual, depois deste ar...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REVENUE MANAGEMENT e Operacionalização

Revenue Management e suas influências na RENTABILIDADE, não só no faturamento.

É muito mais importante conhecer o "porquê" do que o "como".
Em virtude das constantes postagens sobre Revenue Management (gestão de receita) e os comentários por elas originados, resolvi que estava na hora de aproveitar a oportunidade e trazer o assunto à tona principalmente até por respeito às pessoas que já adquiriram nossa apostila sobre o assunto, assim vamos ampliar um pouco os pensamentos sobre todo o sistema. Além de que, embora atualmente em Curitiba, tive oportunidade de ser contatado por hoteleiros do País inteiro talvez graças até às publicações que a “Revista Hotéis” tem feito de alguns de meus artigos sobre o assunto.
Esta seqüência de procedimentos tem me dado a entender o cada vez mais crescente interesse pelo RM. Filosofia de Gestão, altamente profissionalizante e com uma infinidade de possibilidades ainda não totalmente exploradas na maioria dos casos por falta de conhecimento, que é a nossa Gestão de Receitas ou (RM).


Eu realmente não só acredito como disso tenho experiência, que a Gestão de Receitas (RM) pode beneficiar hotéis de qualquer tamanho, desde o menor e porque não a pousada familiar, ao enorme 5 estrelas com milhares de UH e toda a gama de serviço que lhe é inerente, em qualquer lugar do Mundo, e disto não tenho a menor dúvida. Pois trata-se não só de um estado de espírito, mas uma técnica baseada nas ciências exatas. E sim, como exatas, vamos dominá-la já que ela não falha quem falha somos nós e na maioria das vezes por falta de informação e ou boa prática.

A importância de conhecer "Porque".
Há alguns anos, um de meus mentores e até acredito que mais que um não quero ser injusto disse-me que o saber o “porque” (o entendimento) sobre como alguma coisa se faz é muito mais importante do que saber “como” é feito.

Quando sabemos o “porque” dá às pessoas a capacidade de resolver futuros problemas e inovar nas soluções, nos dá a criatividade necessária para criarmos as soluções já que, como gestores, quem nos traga problemas não nos falta. Os que se satisfazem com o simples “como” estão fadados a parar frente a uma dificuldade que apenas se apresentou por um prisma diferente. Então procure sempre que possível os “por quês”.

Os Anos e altas taxas de Ocupação:
Para entender porque a indústria hoteleira Nacional inicia agora o entendimento sobre gestão de receitas, precisamos voltar aos bons tempos, e entender porque um sistema de gestão de receitas não só pode como VAI AJUDAR.

Já se foi o tempo em que a indústria hoteleira era composta de grandes hotéis bem localizados e de empreendimentos menores em periferias de cidades ou ainda que nelas não tivessem a facilidade de concorrer com os Grandes, no meu caso eu tenho que dizer: achavam que não tinham. Não tardou muito que aparecessem novos empreendimentos e até grandes redes trazendo o seu now how e os franchising.


Aconteceu então essa expansão e os “hoteleiros” pouco acostumados com a concorrência à altura passaram a sentir diretamente nos resultados do “bum” hoteleiro do momento, já que ao usuário foram dadas muitas outras opções entre qualidade e preço, levando assim a uma queda rápida nas taxas de ocupação.


Os hotéis, e seus dirigentes viram-se na necessidade de fazer algo, fazer o algo mais e como eu já disse outras vezes partiram para o que parecia se a receita certa. (MAS NÃO É) a diminuição drástica de tarifas, trata-se da conhecida “lei do menor esforço” e não de um ato administrativo positivo.
Com uma maior opção de leitos, era de se esperar que a taxa de ocupação fosse sentir esse efeito, e como reduzir preços não é de forma nenhuma um ato administrativo positivo isso logo foi entendido pelos empresários. Só que, muitos deles nem sequer entendiam o “por que”, já que quando reduzimos preços a taxa de ocupação deveria subir proporcionalmente, o que em regra não acontece. Então temos a diminuição não só de faturamento, mas principalmente, e nisto é que mora o perigo, de rentabilidade.


Nos meses em que os empresários cometeram o “pecado capital” de reduzir enormemente suas tarifas os que tiveram sorte e conseguiram vender um pouco mais de UH com estas novas tarifas, conseguiam na melhor das hipóteses empatar em receitas o que eles não tinham ainda entendido é que esta receita igual ou quase igual à anterior tinha um menor rendimento, ás vezes muito menor. Se precisar eu explico o porquê.
No entanto, é meu dever deixar claro que apenas em casos extraordinariamente excepcionais a redução de tarifas, não é muito desastrosa porque mesmo nos casos em que aparentemente a baixa de tarifa foi compensada pelo aumento de ocupação, no resultado final há com certeza uma drástica redução nos lucros.


Faz-se necessário então Gerenciar estoques e receitas de preferência os dois. Temos então aqui o uso de duas ferramentas que, quando conjugadas são a chave do sucesso incontestável. O Revenue Management (gerenciamento de receitas) é extraordinário se o conjugarmos com o Yield, torna-se um conjunto imbatível administrativamente falando.
Este processo vai criar lucro com um “tripé”: Yield (gerenciamento de stocks, E Revenue Management (Gerenciamento Receitas) Tarifas e Receitas.)  

Vamos sair na Frente e realmente sermos ESPECIALISTAS nesta Ferramenta

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luz, câmera e ficção

Mesmo eu tratando este site como pessoal, e para informações sobre minha vida, resolvi transcrever artigos que considero de interesse Nacional, para que possamos entender melhor tudo o que nos cerca.



por Rodrigo Corrêa de Barros - rodrigo@equipecross.com.br




A profissão de marqueteiro - ou marquetólogo para aqueles que escrevem com a Mont Blanc - é muito citada neste momento de corrida eleitoral como responsável por transformar aquela gordinha chata e feia, de sotaque carregado, fala confusa e olhar cansado, em uma mulher fluente, uma usina de ideias revolucionárias e positivas, de visão segura e fixada no futuro, rosto confiável, sorriso branco da cor da neve das estepes e levemente acima do peso.

Pois é. O marketing faz isso pelas pessoas que desejam ou precisam de um novo layout e alguns de nós, de fato, se submetem ao papel de manipuladores dos bonecos no circo de mendacidades que é a política, claro, em troca de alguns mensalões. E o brasileiro, um dos mais sugestionáveis povos do mundo - sensível e carente de ídolos - acaba por se entregar de corpo, alma e cartão de crédito à magia sedutora e aos artifícios que o marketing cria com táticas detalhadamente estudadas para transformar pessoas em mitos, atletas em heróis, atores em modelos de comportamento e, claro, políticos em seres quase humanos.

Mas a magia da profissão termina por aí. O marqueteiro, pelo menos o bom, nada mais é do que um vendedor metido à besta, que tem à sua disposição recursos e ferramentas elaboradas para criar e propagar conceitos inovadores para produtos e serviços. E só, sem fantasia, sem ficção.

Quando em 1996 defini assim nossa profissão em uma escola paulistana de marketing, fui fuzilado por um pelotão de jovens como eu, mas que ao contrário de mim, ainda alimentavam ilusões sobre a nobre carreira, enganados mais pelos louros do rótulo profissional do que seduzidos pelos dividendos que a influência nos pode conferir no destino da economia do país, o que não é pouco.

Às vésperas de um novo tempo, o Brasil vive um cenário marcado pela imaturidade de consumo e assume-se promíscuo na relação do homem comum com o mercado. Nosso modelo ignora a qualidade fabril, o equilíbrio da produção e o conceito agregado que deve haver nos bons produtos. Para piorar, já se começa a aferir em sondagens confiáveis que o brasileiro não apenas está engordando - o que é sinal comprovado do descontrole no consumo - como está comprando mais, e comprando aquilo de que não precisa.

O consumo faz pulsar o coração da economia moderna, é obvio, mas não se conta ao consumidor que ele é o glóbulo deste processo e que a voracidade na compra de tudo, a toda hora, leva à especulação - que é o câncer em metástase para um mercado sadio - e também à saturação, que causa o enfarte do miocárdio ou do cardio mio, dependendo do lado do balcão que você está.

Ainda nos confundimos entre o luxo e o requinte, achamos que tudo que é dourado tem mais valor e isso ocorre justamente quando o mundo lá fora já se prepara para sair da crise diretamente para um novo momento da história econômica moderna, criando, planejando e inovando no uso de materiais, desenhos, instrumentação construtiva e conceitos de mercado.

O que vale mais neste universo de consumo é o conceito que se dá aos produtos contemporâneos. Por exemplo: uma caneta em alumínio limpo é hoje mais valorizada que as antiquadas feitas em resina negra, pois é mais barata, mais bonita e atual, dura mais e é mais prática, combinando tanto com o terno quanto com a bermuda, escreve com empunhadura mais leve e grifa com tinta reciclada.
Nos Estados Unidos e na Europa os incorporadores imobiliários já incluíram em seu plano de negócios os cemitérios ecológicos, os prédios construídos a partir de contêineres, pedaços de carros e geladeiras sucateadas e as pousadas de luxo encravadas no fundo do mar cristalino do Caribe, decoradas com móveis do século passado, recolhidos do lixo e devidamente restaurados.

O marqueteiro está no centro desta revolução, avaliando como deverá ser esse imprevisível novo mundo e revendo os conceitos que são a expressão desta que é a maior mudança da história humana moderna.

Os homens que virão, desejarão a novidade mais do que tudo e viverão por ela. Nascerão para explorar o mundo inteiro e sair dele se possível... Para essa nova geração, ganhar dinheiro será algo natural e gastá-lo bem será, possivelmente, uma equilibrada combinação de bom senso, tecnologia, design e do uso de recursos industriais disponíveis.

Os planejadores de mercado devem abdicar da luz, fugir das câmeras e transformar a ficção em ação, revendo suas expressões viciadas para enxergar que nossa profissão está chegando em um tempo no qual passaremos a tratar os consumidores, esses sim, como seres verdadeiramente humanos.

* Rodrigo Corrêa de Barros é publicitário e planejador do mercado imobiliário, diretor da Cross Marketing.