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domingo, 10 de maio de 2015

Como é visto o Seu Comercial

Sou hoteleiro de nascimento, praticamente nasci dentro de hotel tenho isso no sangue desde os meus 14 anos, sim nas terras onde nasci não se cultiva a inatividade, é necessário que se dê valor ao que se tem senão não se fazem homens de bem, nada que nada custe tem valor. Por incrível que pareça isso nunca me atrapalhou a não ser por ter me viciado em Hotelaria, na arte de servir, melhor, de “Bem Servir” e isso nunca me desmereceu.

Hoje, é inevitável falarmos de crise, mas claro devemos e no nosso caso assim é, passar por cima dela, ou pelo menos o mínimo que se espera é que esta se atravesse sem que deixemos de ganhar, mas isso em tempos difíceis se faz com competência ou não se faz.

Cheguei até aqui para mais uma vez deixar alguns alertas; hoje conversando com um grande operador ele me disse textualmente as seguintes frases:

“Hoje estou do outro lado e trabalho com hotéis do Brasil e do Mundo, aqui os (hotelários) estão cada vez mais perdidos comercialmente rsrsr” (hotelários foi a palavra usada, mas quem me conhece sabe que é uma criação minha é que esta pessoa fez alguns de nossos cursos).

Em nossa conversa sobre vários assuntos que envolviam hotelaria e turismo saiu novamente o ataque aos hoteleiros e eu tenho que admitir que o Operador está certo: “Hoje o corporativo ou mesmo o individual não quer enviar e-mail para o hotel e ficar 48 horas à espera da resposta”, e isso é mais que óbvio eu também não fico e sei que isso é uma realidade cada vez maior, considero esses erros homéricos de comunicação como FALTA DE RESPEITO, e isso não teria importância se fosse só eu, mas a maioria dos possíveis futuros clientes também.

Quando abro cursos em cidades que não conheço, inicio pelos orçamentos para poder me situar às vezes coloco nota de URGENTE e estipulo prazo máximo para retorno em cada 100 – 2 cumprem ou pior retornam. Isso é negligência.

Não me venham com a história da mudança de tempos, os tempos estão mais ágeis e as pessoas menos educadas e mais preguiçosas essa é a realidade, mas o dia transcorre eu recebo minhas correspondências faço minhas divulgações e eis que – recebo uma resposta a um e-mail com a seguinte frase: “Recebemos sua mensagem, retornaremos em breve seu contato”. Estupidez e mentira tudo junto, este e-mail chegou por volta das 14 Horas escrevo este texto às 19:00, ou seja, não precisa mais responder já resolvi.  Primeiro é uma resposta pronta, ou seja, o Hotel me disse que quando não tiver nada melhor a fazer vai me responder, segundo não respondeu a esta hora um departamento que deveria ser atuante não tem mais ninguém. Não, não é crise, ou melhor, é sim, mas vem de longe de formação ou será deformação, porque a crise destas pessoas é de incompetência e inanição. Assim não se vence uma crise, assim se vai com os outros quando eles deixam sobras. Mas fazer o quê tem crise e temos um culpado, mas quantas pessoas vão perder os empregos? Não sei, mas muitas e a maioria porque estavam trabalhando para isso.

Atrelado a isso têm custos exorbitantes, absolutamente extorsivos provenientes de sites de investidores a que chamam de OTAs, e de Operadores que como fazem tudo cobram o que querem e como e quando querem e 80% dos “Hotelários” pagam, não têm como sair disso e nem sequer procuram se capacitar, temos a satisfação de saber que qualificamos nos últimos anos algumas centenas de pessoas para sobressaírem na crise que nós já informávamos existiria, porém quantos deles usam os ensinamentos? Cerca de 24% segundo o que consegui apurar, pare e pergunte para qualquer deles como está à crise e ele lhe dirá, está complicada, mas não tanto quanto querem que eu pense. As pessoas não fazem nada para mudar o quadro, protelam e a maioria das vezes protelam até fechar.

Quem quer apostar que há pelo menos duas grandes administradoras que vão sair destes dois anos e meio de crise pelo menos 35% maiores? Que crise é essa? É crise de conhecimento, os empresários e mesmo os gestores não estão interessados em se capacitar pagam caro para quem vem aqui ganhar o dinheiro que deveria ser deles, e culpam o governo pelo próprio fracasso.
Há redes tradicionais fechando Unidades históricas, só que eu avisei pessoalmente um dos diretores da rede que isso ia acontecer, só levou dois anos para o processo começar, fechou em Abril o primeiro.

Quando chegamos para um dirigente ou mesmo um gestor e perguntamos quanto custa abrir a porta todos os dias e ouvimos a pessoa começar a gaguejar, é certo que o número que vem é chutado, e em tempos de maiores dificuldades estas pessoas ou têm um grande caixa e seguram o empreendimento por teimosia ou fecham, porque literalmente não entendem o que se passa, e não sabem dirigir hotéis, são os “hotelários”.

É um absurdo o valor que hoje se paga pela distribuição e não parece que os hoteleiros queiram fazer algo para mudar o quadro, há sim, se perguntar eles querem, mas se na prática não á ação nada muda; decidiu – ok muito bem e daí qual foi o próximo passo? Há!! Sabe o que é que é? Sei quem não sabe é você porque se o próximo passo não for dado e já nada mudará, e se vier o passo e for mais do que já vinha fazendo terá o mesmo que está tendo.

O Grupo Águia Ventura está lançando um portal de distribuição uma OTA ou operadora online chamem como quiserem, porém trata-se de um portal de Hoteleiros para Hoteleiros e a nossa forma de comissionamento será regressiva, ou seja, quanto mais determinada cidade ou região nos der de retorno, menor será o comissionamento que os hotéis da região nos pagarão, e esta taxa vai variar entre 12 e 7 %.  Vamos ver quem está interessado em acabar com os altos custos de distribuição?

É possível? É, e precisa muito pouco – só conhecimento. Ajudei a mostrar o caminho a dois jovens com menos de 30 anos, operam num dos mercados mais complicados do Brasil um pequeno hotel com uma diária média beirando os R$: - 400,00 e operam o empreendimento com menos de 35% de custo. É possível é sim, e não é uma rede é uma unidade sozinha. Capacite-se.


O Grupo Águia Ventura está lançando um portal de distribuição uma OTA ou operadora online chamem como quiserem, porém trata-se de um portal de Hoteleiros para Hoteleiros e a nossa forma de comissionamento será regressiva, ou seja, quanto mais determinada cidade ou região nos der de retorno, menor será o comissionamento que os hotéis da região nos pagarão, e esta taxa vai variar entre 12 e 7 %.  Vamos ver quem está interessado em acabar com os altos custos de distribuição?

É possível? É, e precisa muito pouco – só conhecimento. Ajudei a mostrar o caminho a dois jovens com menos de 30 anos, operam num dos mercados mais complicados do Brasil um pequeno hotel com uma diária média beirando os R$: - 400,00 e operam o empreendimento com menos de 35% de custo. É possível é sim, e não é uma rede é uma unidade sozinha. Capacite-se.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luz, câmera e ficção

Mesmo eu tratando este site como pessoal, e para informações sobre minha vida, resolvi transcrever artigos que considero de interesse Nacional, para que possamos entender melhor tudo o que nos cerca.



por Rodrigo Corrêa de Barros - rodrigo@equipecross.com.br




A profissão de marqueteiro - ou marquetólogo para aqueles que escrevem com a Mont Blanc - é muito citada neste momento de corrida eleitoral como responsável por transformar aquela gordinha chata e feia, de sotaque carregado, fala confusa e olhar cansado, em uma mulher fluente, uma usina de ideias revolucionárias e positivas, de visão segura e fixada no futuro, rosto confiável, sorriso branco da cor da neve das estepes e levemente acima do peso.

Pois é. O marketing faz isso pelas pessoas que desejam ou precisam de um novo layout e alguns de nós, de fato, se submetem ao papel de manipuladores dos bonecos no circo de mendacidades que é a política, claro, em troca de alguns mensalões. E o brasileiro, um dos mais sugestionáveis povos do mundo - sensível e carente de ídolos - acaba por se entregar de corpo, alma e cartão de crédito à magia sedutora e aos artifícios que o marketing cria com táticas detalhadamente estudadas para transformar pessoas em mitos, atletas em heróis, atores em modelos de comportamento e, claro, políticos em seres quase humanos.

Mas a magia da profissão termina por aí. O marqueteiro, pelo menos o bom, nada mais é do que um vendedor metido à besta, que tem à sua disposição recursos e ferramentas elaboradas para criar e propagar conceitos inovadores para produtos e serviços. E só, sem fantasia, sem ficção.

Quando em 1996 defini assim nossa profissão em uma escola paulistana de marketing, fui fuzilado por um pelotão de jovens como eu, mas que ao contrário de mim, ainda alimentavam ilusões sobre a nobre carreira, enganados mais pelos louros do rótulo profissional do que seduzidos pelos dividendos que a influência nos pode conferir no destino da economia do país, o que não é pouco.

Às vésperas de um novo tempo, o Brasil vive um cenário marcado pela imaturidade de consumo e assume-se promíscuo na relação do homem comum com o mercado. Nosso modelo ignora a qualidade fabril, o equilíbrio da produção e o conceito agregado que deve haver nos bons produtos. Para piorar, já se começa a aferir em sondagens confiáveis que o brasileiro não apenas está engordando - o que é sinal comprovado do descontrole no consumo - como está comprando mais, e comprando aquilo de que não precisa.

O consumo faz pulsar o coração da economia moderna, é obvio, mas não se conta ao consumidor que ele é o glóbulo deste processo e que a voracidade na compra de tudo, a toda hora, leva à especulação - que é o câncer em metástase para um mercado sadio - e também à saturação, que causa o enfarte do miocárdio ou do cardio mio, dependendo do lado do balcão que você está.

Ainda nos confundimos entre o luxo e o requinte, achamos que tudo que é dourado tem mais valor e isso ocorre justamente quando o mundo lá fora já se prepara para sair da crise diretamente para um novo momento da história econômica moderna, criando, planejando e inovando no uso de materiais, desenhos, instrumentação construtiva e conceitos de mercado.

O que vale mais neste universo de consumo é o conceito que se dá aos produtos contemporâneos. Por exemplo: uma caneta em alumínio limpo é hoje mais valorizada que as antiquadas feitas em resina negra, pois é mais barata, mais bonita e atual, dura mais e é mais prática, combinando tanto com o terno quanto com a bermuda, escreve com empunhadura mais leve e grifa com tinta reciclada.
Nos Estados Unidos e na Europa os incorporadores imobiliários já incluíram em seu plano de negócios os cemitérios ecológicos, os prédios construídos a partir de contêineres, pedaços de carros e geladeiras sucateadas e as pousadas de luxo encravadas no fundo do mar cristalino do Caribe, decoradas com móveis do século passado, recolhidos do lixo e devidamente restaurados.

O marqueteiro está no centro desta revolução, avaliando como deverá ser esse imprevisível novo mundo e revendo os conceitos que são a expressão desta que é a maior mudança da história humana moderna.

Os homens que virão, desejarão a novidade mais do que tudo e viverão por ela. Nascerão para explorar o mundo inteiro e sair dele se possível... Para essa nova geração, ganhar dinheiro será algo natural e gastá-lo bem será, possivelmente, uma equilibrada combinação de bom senso, tecnologia, design e do uso de recursos industriais disponíveis.

Os planejadores de mercado devem abdicar da luz, fugir das câmeras e transformar a ficção em ação, revendo suas expressões viciadas para enxergar que nossa profissão está chegando em um tempo no qual passaremos a tratar os consumidores, esses sim, como seres verdadeiramente humanos.

* Rodrigo Corrêa de Barros é publicitário e planejador do mercado imobiliário, diretor da Cross Marketing.