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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Porque você investe e nunca vê seus dividendos?


Há no Brasil Administradoras que não distribuem dividendos há mais de dois anos, sabemos que: “não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”. Então porque não há dividendos por má gestão ou por contratos que só beneficiam um dos lados?

Jamais afirmaria que as duas, pelos menos as duas maiores administradoras do Brasil são incompetentes, eu conheço um pouco da história delas, e sei que o que não lhes falta é competência, mas então porque não distribuem dividendos? Simples, não sobra, mas isso é altamente questionável, se não sobra porque eles continuam pedindo aportes de capital quando na verdade vão continuar não distribuindo? Pior, porque vc dá em vez de trocar por uma Bandeira que só atua no sistema GANHA/GANHA.

Porque eles não fazem contratos como o da Áquia Hotéis, onde só recebemos se distribuímos dividendos se não há GOP a Áquia Administradora não recebe não achamos honesto receber usando a estrutura dos investidores e em troca apresentar relatórios cheios de números bonitos, mas que são altamente contestáveis e não suportariam uma auditoria feita por um Administrador da Áquia hotéis, ou por qualquer outro que conheça gestão e finanças hoteleiras.

A Áquia Hotéis administra seu empreendimento sem malabarismos numéricos, sem comissões sobre compras e outros serviços otimizando assim todos os resultados já que no final vai repartir dividendos com os seus investidores.

Conhecemos casos de administradoras que para completar o pool, ofereceram 1% ao mês a alguns dos investidores, e pasmem cumpriram, mas como o contrato prevê ao final de um ano apareceram “despesas necessárias” que levaram dos incautos tudo o que receberam e os recebimentos dos anos seguintes. Porque isso não acontece com a Áquia Hotéis? Simples, nosso contrato é vinculado a um planejamento anual onde consta tudo o que precisamos onde vão ser efetuados investimentos como e porquê e os valores previamente estimados. Sim isso é possível nós não somos mágicos somos administradores Hoteleiros, é diferente.

Pense bem onde está colocando seu investimento e se o resultado é satisfatório por favor continue, caso necessite mais esclarecimentos nossos profissionais estão ao vosso inteiro dispor. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Quem manda é o vizinho?

Este é o resultado esperado dos falsos “profissionais” de RM. – Mas o mais engraçado é que tem empresário que não consegue entender e paga por isso, depois vem a crise, não, não é a crise é o desconhecimento aliado aos oportunistas de plantão esta liga promove a crise de quem paga para isso.

Há anos combato a tal RevPAR, é um índice, é levado em conta, mas não se trata de um número para gestores hoteleiros e sim para investidores. Em resposta hoje tenho conhecimento de algumas dezenas de empreendimentos que entenderam e não usam mais esse indexador, mas aprendi mais uma incoerência vinda dos especialistas de plantão.

Há no mercado uma prática de troca de dados na qual nunca vi mal algum, em BH chamam de cesta competitiva, na maioria dos lugares de “comp-set” porém há empresas que a usam para “pegar os amadores” mas cabe a cada um fazer o dever de casa em vez de depender do vizinho, pois quando faz isso admite que este sabe tudo da sua vida do seu empreendimento de quanto custa operá-lo e de quanto quer ganhar.

No “comp-set” os hotéis trocam entre si dados sobre ocupação diária média e RevPAR, há porém hotéis de rede que nesta prática eles passam o RevPOR no lugar do RevPAR, não há muito tempo fui chamado por um grupo que tinha feito o curso comigo numa determinada cidade e me pediram para descobrir o que havia com os dados do “comp-set” já que estes se afiguram estranhos, não levei muito tempo para descobrir o que acontecia e porque – alguns Hotéis de algumas Administradoras passavam durante o mês o valor da RevPOR e no último dia do Mês acertavam, colocando então o valor da RevPAR, foi fácil descobrir não só o que faziam mas o porquê isso era feito, o “Colegas” (vistos como concorrentes) eram levados a acreditar que a diária deles estava baixa, então subiam-na. Para uns “esperteza” para outros “CANALHICE”. Eu sugiro que não compartilhe essas informações ou faça isso com dignidade, diga a verdade. Como disse anteriormente não tenho nada contra.

Usando estes dados os “especialistas” em RM – Porque Revenue Management ou em português (Gestão de Receitas é outra coisa) usam este quadro de Cesta competitiva ou comp-set como quiserem lhe chamar, para sugerir os preços para o hotel onde dão consultoria, bem isso Brada aos céus é de uma estupidez e desconhecimento a toda a prova, senão vejamos:

Se eu vou determinar meus preços em cima de um número com pouca ou nenhuma credibilidade o passo seguinte é a falência, já que estou admitindo que o concorrente sabe tudo de minha vida e de meus custos.

Revenue Management é uma ciência econômica de gestão, ela não serve nem para lotar o hotel nem para perder tempo com bisbilhotices Revenue Management comtempla o aumento de RENTABILIDADE, a diferença entre Custo e Receita. Este é o motivo pelo qual não há em nenhuma empresa séria e que queira resultados um “Revenue Manager” o (Gasparzinho da hotelaria) ou de qualquer outra empresa. O que existe em Hotelaria é: Um Gerente Geral que Gere sob a orientação da filosofia de Revenue Management – quando se trata de um grupo hoteleiro entre 3 e 30 Hoteis ou entre 600 e 6.000 Uhs é um diretor de Operações e este é responsável por esta gestão, fundamentada no RM – acima disso o responsável corretamente deve ser um CRO – Cheffe Revenue Office – o porquê disso é simples – Este elemento precisa ter livre transito e ascendência sobre Vendas – Marketing – Custos – controladorias e Administração.

É sabido e isso em Hotelaria – Locadoras de Automóveis – Frigoríficos – empresas de transporte e logística e Clubes de Golf – Para falar apenas daquelas em que já dei consultoria na área de Revenue Management que o pessoal do Marketing, sabe o valor de tudo, mas não sabe o preço (custo) de nada – O pessoal de vendas sabe o preço de tudo, mas não sabe o valor de nada – Logo alguém precisa colocar ordem nessa bagunça senão, usando jargão popular literalmente a “Vaca vai para o brejo. ” Em Hotelaria dependendo do tamanho do grupo o CRO não se faz necessário, mas então precisamos de um superintendente. Será que me fiz entender?

Quando eu saí para o mercado há 42 anos, já me obrigaram a “aguentar” mais 8 meses onde aprendi sobre o Revenue Management, mas só em 1978 essa prática começou para valer e no que ela consiste: Antigamente a gente tinha um Apartamento de Hotel ou um quilo de filé mignon ou um carro para vender ou alugar e sabia quanto isso tinha custado, sabíamos quanto se queria ganhar e estava resolvido a soma dos dois valores era o preço de venda e o produto ia para o mercado.

Porque surgiu o Gerenciamento de Receitas? As exigências de mercado alteraram a forma como se determina o preço de venda, ou seja, o mercado determinava o valor de aquisição de cada produto e este ou se enquadrava ou não tinha vez. Como podem perceber tudo o que aconteceu foi deixar as coisas ligeiramente mais complicadas, mas nunca inviáveis, foi nessa época que eu passei a praticar – Custos não se reduzem, se diluem – como podem ver neste artigo com mais de 4 mil leituras em menos de 3 meses.

Entendem agora porque eu pergunto se é o vizinho quem manda? Todas as informações são necessárias e o comp-set que faz mais sentido não é o de meia dúzia de hotéis, imagina o centro velho de São Paulo, a maioria dos hotéis ali, para ter um comp-set razoável tem pelo menos 38 hotéis envolvidos e isso seria inviável para qualquer pessoa, então a informação é sempre necessária, desde que séria, mas não é o mais importante ela vai compor junto com meia centena de outros fatores o preço de venda. Mas as informações até mesmo pela velocidade proporcionada pela informática muitas vezes para não dizer sempre trazem o trigo e o Joio – é preciso muito cuidado nessa separação.

Vejamos agora uma segunda aberração precisa do preço médio dos concorrentes para determinar o seu, pois bem isso pode levar anos e enquanto isso o empresário está pagando para ser enrolado. Nós podemos determinar o “BAR” best available rate para um grupo com 10.000 UHS em 8 horas desde que a empresa tenha, e deve ter, todos os dados de que precisamos, claro que demora cerca de metade desse tempo para fazer o mesmo procedimento com cada hotel, mas pode ser feito por cada gestor se assim se desejar. A implementação de um sistema de RM não depende de fatores externos, depende de nós, e nada para nem ninguém é sobrecarregado por isso. E não existe (Revenue manager) e sim, na melhor das hipóteses o Gerente de um departamento de Revenue. Isso sim já é correto.
Por favor não deturpem as coisas e nem tirem partido do pouco conhecimento alheio quando na verdade estão oferecendo produtos que realmente desconhecem.



“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados” – e oportunistas piorando tudo – CUIDADO.

domingo, 24 de maio de 2015

As Dificuldades da Administração hoteleira identificadas...

O meu artigo é uma resposta a este, http://goo.gl/pWHi1C  e alguém vai ler e dizer há mas os tempos! que tempos que nada é questão de profissionalismo ou incompetência ou mesmo falta de conhecimentos básicos.

Com o tipo de profissional a que o artigo se refere, os hotéis não fecham as portas e as crises nos fortaleciam, nelas nós criávamos processos que nos permitiam atravessar tempos difíceis sem perder porque dos nomes citados todos têm entre 10 e 20 anos mais que eu, e tenho 60.

A moçada não está preparada para gestão, nem menos para operação, e maioria dos gerentes de A & B não sabe a quantidade de produto cru consumido por pessoas num Buffet que sirva 500 a 1000 refeições diárias. Não sabe portanto o custo da refeição, e ainda que saiba, digamos que é R$: 18,00 de custo. Ele quer ganhar 30% e vai vender por – R$: 23,40 e eu digo ao sujeito, amigo se você quer ganhar 30% o valor de venda para esse custo tem que ser de R$: - 25,72 – e o que ele vai dizer? Como assim! Mas você que está lendo faça a conta tire 30% de 25,72 e veja onde chega. Mas o mesmo fenômeno se passa com 98% dos diretores e Gerentes Gerais essa infelizmente é uma estatística que me é dado ter em função dos cursos que ministro.

Dos nomes citados, ícones da Hotelaria Nacional eu aumentaria dois ou três ativos, não o faço porque não pedi autorização e acrescentaria um que embora seja um dos maiores Ícones da Hotelaria Mundial, atuou muito no Brasil, que é Manoel Fernandes Hierro, o próprio Guilherme Repanas citado no artigo deixou de atuar há cerca de dois anos, há poucos como ele no País infelizmente.

Leram o texto que originou este comentário? A diretora que queria um “gerente que corresse” ela como 90% dos empresários e CEOs do Brasil não sabe qual a função de um gerente geral, há pouco tempo perguntei em um curso fechado onde havia gerentes de uma só rede e que se queixavam dos baixos salários o que eles faziam no dia a dia, e ficaram indignados quando eu disse a triste verdade – “Vocês ganham muito mais do que eu pagaria”. Então surge aquela frase imbecil “como assim”!! Nunca paguei mais da metade do que vocês ganham a uma tesoureira e sempre tive esse cargo em minhas gestões, e as funções que vocês desempenham segundo o que me contaram é de Tesoureiro (a). Claro que numa dificuldade, a que para imitar a maioria chamo de crise esses meninos deslumbrados com o cargo que não exercem perdem o emprego isso quando a unidade que deveria ter uma Gerência não fecha. Mas é natural, afinal não tem gestão. 

Há menos de três anos dei um curso num Hotel no Sul do País, por tudo o que aconteceu desde o minuto que eu cheguei até ao meu check-out eu disse à gerente, se não mudar esse quadro vai fechar. Não, não era uma praga era a constatação de fatos por um profissional com experiência internacional e que já uma vez eu havia tirado a maior atração daquele mesmo hotel, eu gerenciava um em frente e criei uma feijoada, eles tinham a mais famosa da cidade, após 5 semanas ele pararam de fazer feijoada. Isso é falta de profissionalismo são bons quando não aparece alguém melhor ou apenas um profissional quando têm que enfrentar um de nós, desistem. Mas hoje o Hotel está fechado.

Faz-se necessário colocar os Jovens ao lado de Grandes e tarimbados Gestores para que eles sejam os gestores de amanhã. Às vezes a gente escuta dessa molecada, eu não passei 4 anos em uma faculdade para ser Recepcionista. Amigo eu era e já tinha 3 só que eu não estudei 4 anos e sim 14 e não passei 4 numa faculdade e sim cinco, foi quando alguém me disse, você vai dirigir uma rede, vamos aprender como isso se faz, então o ano que vem você volta, e me trancaram 1 ano dentro de uma sala. Aprendi, o então no inicio Revenue Management a filosofia de gestão que me permite dizer e provar: “não há hotel que não dê lucro, há hotéis mal Administrados.”

E quando trabalhamos para empresas com empreendedores ou Gestores de Verdade não precisamos provar nada a ninguém deixe que os números falem por si e eles não falam, Gritam. Meu recorde está em levar um custo de 5 e uma receita de 5,5 em um ano eu SUBI os custos para 11,5 e faturei 33,4 – para fazer isso você precisa conhecimento, e não se faz isso ao fim de 5 anos de Faculdade, precisa muito mais e ter trabalhado ao lado de alguns dos melhores do Mundo como o citado Hierro.

De onde eu vim e onde aprendi não há GG – há Diretores Gerais é para isso que somos treinados, para Dirigir uma ou mais empresas e dar RESULTADOS. e nunca ninguém chega num cargo desses sem saber fazer tudo absolutamente tudo o que os seus subordinados precisam  fazer. Como você vai julgar algo que não sabe fazer? Como vai dizer que está errado se não sabe como se faz o certo? É Incoerente.

Vamos repetir o texto original – “Hotelaria não é só dar lucro mensal ao quotista, acabando com o patrimônio físico e humano, o nome do hotel, a clientela (que eu sempre preferi e prefiro chamar de Senhor Hóspede). É seduzir, encantar, surpreender o (SENHOR HÓSPEDE) cliente. Mantê-lo a vida toda feliz, conosco”. – Eu costumo recomendar, faça o quanto antes ele dar uma grande exclamação pelo que você ofereceu e  nunca o perderá.

Quando a sabedoria fala por si – “.Dizia Mr. Percival Ghion e sua esposa Mrs. Tracy Ghion, consultores/gerentes anglo-canadenses, nos anos 70, no Guarujá, que hotel se compara a uma gaiola. Mas quem canta é o passarinho. Quanto mais horas de gaiola e de canto, melhor a melodia”.


Querem nitidamente acabar com a hotelaria, em nome de novos tempos que precisamos traduzir por incompetência e despreparo. Mas na minha carreira tenho muitas vezes belas surpresas e louváveis, estive à poucos dias em um Hotel no Rio de Janeiro onde “As dirigentes” duas meninas com menos de 30 anos, apresentam belos resultados e dão belos exemplos de gestão, e não se cansam de procurar informações. Elas merecem o Hotel é delas, e se elas quiserem pelo caminho que trilham o primeiro de muitos. 

domingo, 26 de abril de 2015

A OTA dependência é só Opção, ou não


Em Novembro passado, usando números que compilamos da internet escrevemos sobre os perigos da OTA dependência, é um assunto de interesse Mundial colocamos o artigo em Português http://goo.gl/kZn4Qh e devido a inúmeras solicitações o mesmo foi escrito em Inglês http://goo.gl/qgICwU  e amplamente divulgado no Linkedin, pois dali veio a solicitação. 
Em meados de Fevereiro comecei a receber dezenas de comentários onde os interessados diziam que muita gente tinha lido a matéria mas até ao momento ninguém tinha tomado nenhuma atitude positiva ou que levasse a resultados desejados.
Como hoteleiros, achamos inconcebível que alguém pague mais de 12% pela distribuição, e como não parece haver por parte do mercado força para fazer isso, resolvemos ajudar e lançamos então o portal de reservas do Hoteleiro para o Hoteleiro realmente preocupado com custos, nasce assim o viageagora.com.br com características especiais a saber:




Neste portal, como explicado acima nenhum participante pagará mais de 12% em hipótese nenhuma e nem menos de 7%, exceto os usuários do nosso motor de reservas, gratuito que pagarão apenas 6% de comissão pelas suas reservas efetuadas e transformadas em diárias.
O portal irá contar muito em breve, esperamos que ainda no 1º Semestre com um gerenciador de OTAs, também será uma ferramenta gratuita para os usuários ativos do portal.

Enfim, vamos colaborar no sentido real de reduzir os custos para os Hoteleiros do Brasil que quiserem, afinal porque pagar de 12 a 29% de comissões se podem pagar entre 6 e 7%. A escolha é sua, e agora ninguém mais pode dizer que nada foi feito. Temos a certeza de fazer a nossa parte em prol de toda uma comunidade.  


quinta-feira, 20 de março de 2014

REVENUE MANAGEMENT - Tour Brasil


A SUA ADMINISTRADORA
O que é Revenue Management: e deparamo-nos com aquela “lenga lenga” – é a arte de Vender:
O produto certo
Ao cliente certo
Na hora certa
Pelo preço certo
Pelo canal certo

Então já que eu sou o cliente, e a hotelaria tem um enfoque tridimensional quero pagar pelo hotel escolhido R$: 100,00 na diária. Na maioria dos casos vão me dizer que isso não paga os custos, claro que eu vou perguntar e qual é o seu custo e essa conversa vai se estender até a pessoa entender que tudo o que ela acha que sabe, é pouco e tem uma validade muito relativa. E normalmente não leva aos lucros desejados quando leva a algum.

Vamos então entender Revenue Management é: 
A arte do posicionamento estratégico, maximizando lucros com base nas previsões de demanda otimizando resultados fundamentados em cálculos econômicos e financeiros e de disponibilidade que deve ser adotado por inteiro em todo e qualquer Hotel, ou empresa onde a implantação do Revenue Management possa ser implementado.

Para a implementação do sistema há algumas características que as empresas precisam ter e são estas:
Capacidade Finita – Estoques perecíveis – Micro segmentos de mercado – Procura variável e inserta – Produtos que podem ser vendidos ou reservados antes do consumo – e Baixas razões custos fixos X custos variáveis.
Fica então fácil perceber que é tudo um pouco mais complexo que uma simples formula comercial.

A quem interessa uma especialização e aperfeiçoamento em RM – Investidores, Diretores e proprietários, gerentes gerais, e todos aqueles cuja palavra final é decisiva, ou seja, as pessoas com poder de decisão.

A quem o RM não interessa: - As pessoas que não tomam decisões.

Como Revenue Management é uma filosofia de gestão, que não deixa margens para enganos ou prejuízos, não comtempla surpresas, é uma Filosofia que engloba todo o staff da empresa onde foi ou está sendo implementado. É por isso que é primordial a presença de Diretores em nossos cursos quando estes participam diretamente da gestão e Gerentes Gerais, ultimamente tenho ouvido cada vez mais nos cursos que ministramos: “mas quem devia estar aqui era o meu diretor”, eu diria (eles também).

Outra das grandes vantagens da filosofia de Revenue Management é que ela não só cria como retém talentos. E por fim, quando a Filosofia é bem implementada, o gestores não precisam se preocupar com concorrentes ou com o que o mercado vai fazer pois o Gestor baseado em Revenue Management não reage aos mercados, são os mercados que nos servem. Ou seja, nós somos os Senhores da situação.

Aprimore-se saiba onde nossos próximos cursos acontecem e faça sua inscrição.

Estaremos em Uberlândia nos dias 14 e 15 de Abril e em Fortaleza nos dias 16 e 17
O Nosso Último Curso

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Administração seus Meandros e Fundamentos

Há em Administração, e Hotéis como milhares de outros empreendimentos têm que ser Administrados, de preferência Muito bem, quatro fundamentos, e quando falhamos em algum destes quatro o fracasso é o caminho, não tem essa de dizer, bem este deixamos um pouquinho depois retomamos, agora temos outras prioridades. Qual é a sua prioridade como Administrador? 

A minha é foi e será RENTABILIZAR até porque como profissional quem sabe meu preço sou eu e vou atrás dele se rentabilizo ganho se não rentabilizo não ganho, simples assim. Isso me faz rentabilizar muito sempre.
Temos em nossas vidas quadro áreas básicas que vão definir nossa carreira, são elas:

Física
(área Econômica da empresa)
Mental e ou Psicológica
Reconhecimento
Desenvolvimento
E Uso do Talento
Sócio Econômica
Relações Humanas
Espiritual
Descoberta do proposito através do objetivo e contribuição da organização bem como sua Integridade.

Não importa qual, mas se uma destas áreas falha todas as outras vão seguir o mesmo caminho, resultado da equação = FRACASSO.

O Hotel não é diferente O Senhor Cliente/ (possível futuro hospede) entra pela recepção e esta é sua primeira impressão. É conduzido aos seus aposentos pelo mensageiro, em alguns casos também, camareira (o) e aqui falamos da hotelaria de Luxo em que o serviço de governadoria é acionado na chega do Senhor Hospede e a camareira (o) está do lado de fora da porta do apartamento com esta fechada esperando a chegada do Senhor hospede, com a única finalidade de e dispor a desfazer a sua mala, e caso necessário passar ou mesmo lavar peças que o Senhor Hospede queira destinar a tal serviço. Falamos em Hospitalidade/Hotelaria – muito diferente de hospedaria.

O Senhor Hospede depois de devidamente orientado fica no aconchego de seus aposentos e resolve pedir vários serviços de que o Hotel diz dispor. Quando algum destes serviços falha o Senhor Hóspede esquece imediatamente tudo o que de bom lhe aconteceu e liga indignado para a recepção diz: Nada funciona nesta porcaria de Hotel. Para ele toda a sofisticação até o momento de nada valeu porque o misto quente que ele pediu em pão sem casca veio frio e em pão com casca.

Isto não é novidade para hoteleiros, é desconhecido para muitos dos “gerentes” de hoje e infelizmente para a maioria das direções, senão vejamos: Porque você vai incrementar seu departamento comercial usando sistemas modernos e caros por vezes até grandes profissionais de mercado quando cada 10 clientes que foram ganhos cinco você vai perder, não se consertam coisas pela metade, e quando precisamos consertar há que priorizar, e a prioridade ao contrário do que querem fazer entender não é o que vai dar maior movimento, mas a sustentação correta a todo esse fluxo.

Primeira conclusão Pague por um diagnóstico profissional e não acredite em milagres o diagnóstico profissional pode levar entre 10 e 30 dias, mas além de lhe dar uma radiografia clara do empreendimento lhe sugere os caminhos a seguir devidamente fundamentados, não é exatamente um trabalho acadêmico e não confundamos com o famoso hospede oculto que nada mais é que uma pontinha do todo.


O quadro acima eu poderia fazer um verdadeiro Jornal para traze-lo para a hotelaria com cases conhecidos, mas acho que não é necessário até porque promovemos treinamentos em que todas as quatro áreas são abrangidas e explicamos exatamente como conduzir ao sucesso seu Empreendimento. Ou não, ou seja, a diferença principal está em o que vc vai ou não colocar em prática do que lhe ensinamos. Decisão sem ação. É NADA.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Da Hospedaria à Hotelaria

Nós Também temos história e tudo é uma questão de evolução, ou não...


Para chegarmos aos dias atuais com grandes redes hoteleiras no Brasil e no Mundo, tivemos que passar pelas idades antigas, como tudo tivemos um começo. A descrição abaixo demonstra qual foi o caminho de nascimento do que é hoje chamado “a profissão do futuro”.


Jogos Olímpicos
Marco inicial da hospedagem, para a maioria dos autores, os Jogos Olímpicos foram de imensurável importância ao desenvolvimento do Turismo Mundial. Na Grécia Antigas, visitantes de várias localidades iam à Olímpia assistir aos jogos Olímpicos, competições essas que duravam dias. A dimensão dessa competição é descrita com exatidão pelo Almanaque Abril (1997):
O evento era tão importante que interrompia até mesmo as guerras em andamento e deslocava milhares de pessoas. Os nomes dos vencedores das competições só começam, no entanto, a ser registrados a partir de 776 A.C. As Olimpíadas perdem prestígio com o domínio romano da Grécia.
Para esses eventos, foram construídos o estádio e o pódio, onde se homenageavam os vencedores e ficava a chama olímpica. Mais tarde foram acrescentados os balneários e uma hospedaria, com cerca de 10 mil metros quadrados, com o objetivo de abrigar os visitantes. Essa hospedaria teria sido o primeiro “hotel” que se tem notícia.
As estradas romanas
Para que haja uma hospedagem é necessário que haja primeiro um deslocamento. Baseando-se nesse conceito, muitos autores identificam os grandes deslocamentos do povo Romano como outro marco de extrema importância para o desenvolvimento dos meios de hospedagem.
Povo esse sempre adiante de seu tempo, os Romanos, no início da expansão de seu Império, iniciaram a construção de estradas entre as cidades conquistadas. Essas eram basicamente utilizadas como meio de comunicação, onde um funcionário do correio romano sempre levava consigo correspondências de uma cidade a outra através destas vias. Essas não eram muito utilizadas para transporte de mercadorias por suas precárias construções, o que transformava o transporte fluvial e marítimo Essas vias com o passar dos anos foram se expandindo, fazendo a ligação mais eficientes.
Entre cidades cada vez mais distantes. Isso gerou a necessidade de hospedagem desses funcionários que levavam as correspondências. Essa hospedagem era, a princípio, realizada em lugares particulares ou abandonados, como descreve LA TORRE (1982, p. 9):
No século IV A.C. Roma governava a Itália Central, o que trouxe a necessidade de construir caminhos para que os homens transitassem, e para tanto o imperador romano Apio Claudio construiu nesse século a Via Appia, que se constituiu no primeiro caminho romano.
Posteriormente, a rede de caminhos estendeu-se até o sul da Itália, de onde advém a frase “Todos os caminhos levam a Roma”.
Esses deslocamentos humanos de seu ambiente de vida a outras terras implicavam na necessidade de alojar-se em algum lugar, e os Romanos geralmente se alojavam em casas particulares, em templos pagãos das cidades ou em acampamentos fora desta.
As redes foram com o tempo se alastrando por toda a península Itálica, ao final do século I a.C. já existiam 19 estradas que interligavam toda a península.
As estradas romanas foram, sem dúvida, o princípio da hospedagem com fins lucrativos ou de benefícios. Diferentemente das hospedagens das Olimpíadas, as pousadas romanas faziam parte do sistema econômico das cidades, gerando um comércio entre os viajantes e os moradores e até mesmo a troca de mercadorias entre cidades. Essa transformação ocorreu, principalmente, após o grande “boom” de meios de hospedagem nessas estradas. Como MASO (1974, p. 112) descreve:
Conforme GONÇALVES; CAMPOS (1999), a organização era tanta nas estradas romanas que para se transitar por elas as pessoas deveriam possuir um documento, muito parecido com o passaporte, como já citado também por MASO (1974, p. 112):
Como naquela época os meios de transportes não percorriam mais do que 60 quilômetros diários, as viagens quase sempre duravam alguns dias. Disso resultou à criação das hospedarias que, em Roma, obedeciam a regras muito rígidas; por exemplo, um hoteleiro não poderia receber um hóspede que não tivesse uma carta assinada por uma autoridade, estivesse ele viajando a negócios ou a serviço do imperador. A famosa Via Appia, por exemplo, era um local repleto de pequenas pousadas, ao tempo do Império Romano e naqueles estabelecimentos ocorria toda a sorte de orgias, crimes e desordens.
As Olimpíadas podem ter marcado o início da Hotelaria, (naquela época apenas hospedaria como veremos a seguir) mas com certeza foi a expansão do Império Romano que criou o hábito nas pessoas de se hospedarem em locais que não os de moradia. Foi também essa expansão do Império que alavancou a construção de várias pousadas ao longo das vias. Mas essa expansão sofreu, a princípio, resistência dos moradores locais, uma vez que na maior parte das vezes, os viajantes que passavam pelas cidades eram “invasores” romanos que estavam levando ordens do Imperador ou estavam recolhendo informações para levar a ele. Como descreve GONÇALVES; CAMPO (1999, p. 37) descreve:
Isso levava as autoridades a colocarem os donos de pousadas em sua folha de pagamento, para que eles relatassem tudo que ouvissem de seus hóspedes. A lei obrigava a manter vigília à noite, visando a segurança dos hóspedes, de quem era obrigatório anotar os nomes, a procedência e a nacionalidade. Esse panorama continuou mais ou menos inalterado até o final da Idade Antiga.
Com a queda do Império Romano, as estradas vieram a ser menos usadas, em razão da falta de segurança. Esse fato diminuiu o número de hóspedes, prejudicando seriamente as pousadas.
Essa resistência existiu até o advento do Cristianismo, religião essa que prega o “amor ao próximo”. Criou-se assim uma certa segurança nos moradores quanto aos viajantes e também gerou nos próprios viajantes segurança quanto ao lugar onde se hospedavam, pois esses agora estavam protegidos por Deus.
O Cristianismo
Por volta de 324 D.C o imperador Constantino, após várias guerras civis, unifica mais uma vez o Império Romano, que estava dividido entre dois governantes: Galério, Imperador do Oriente e Constâncio, Imperador do Ocidente.
Foi a conversão de Constantino ao cristianismo que tornou essa a religião da unificação do Império como coloca CORNELL (1982, p. 190):
Tanto na época de Constantino como ao longo de todo o século IV a corte imperial deu impulso decisivo ao processo de cristianização do Império, a conversão de Constantino, embora fosse em si mesma um acontecimento inesperado, não exerceu a sua influência no vazio, mas sim por meio do que viria a ser uma das mais importantes instituições sociais de finais do Império.
Após uma divergência com o Senado e com a sociedade Romana, Constantino coloca a cidade de Constantinopla, cidade localizava-se no oriente, como capital do Império Romano. Levando a religião cristã ao Oriente.
Os preceitos de amor ao próximo do Cristianismo é que influenciaram as visões das pessoas quanto aos peregrinos, como expõem LA TORRE (1982, p. 10):
O Cristianismo trouxe consigo os novos preceitos de amor ao próximo, fazendo com que os moradores de muitos lugares do mundo oferecessem melhor tratamento aos peregrinos, tornando-os hóspedes especiais ao dar-lhes pousada. Devido à sociedade cristã haver nascido onde convergiam dois mundos, o oriental e ocidental, isso proporcionou sua rápida expansão.
Para a “Hotelaria”, esse episódio da história é de extrema importância, pois gerou uma proximidade entre hóspedes e donos de hospedarias. A qualidade no atendimento começou a ser considerada de extrema importância. Diferentemente da qualidade que empregamos hoje no mercado hoteleiro, onde a qualidade no atendimento é tratada como um aspecto mercadológico, nesse período esse diferencial estava mais ligado à religião e suas pregações. Mesmo com essa diferença conceitual, a qualidade pode-se dizer passou a ser estudada e empregada. Como BENI (1998, p. 187) coloca, esse diferencial é de extrema importância no mercado de hoje:
O produto hoteleiro é estático. O consumidor deve ir até ele. Já nas empresas industriais ou comerciais fazem chegar o produto até o cliente (…) A empresa hoteleira, quando comparada a outros tipos de empresa, é menos propensa à automação, pois o tratamento pessoal e o calor humano fazem parte essencial da prestação dos serviços hoteleiros.
As Cruzadas
Outros fatos históricos que influenciaram muito no desenvolvimento da Hotelaria e da hospedagem foram as cruzadas, guerras essas que ocorreram entre territórios dominados pela Igreja Católica e territórios dominados pela religião Islâmica. Depois de séculos de guerras, as religiões começaram a recuperar os lugares santos com objetivo de proteção de peregrinos. Esses locais eram chamados de hospitais, como escreve LA TORRE (1982, p.10): “Esse fato propiciou a fundação de hospitais (cuja raiz latina é hospes, que significa hóspede), que se multiplicaram posteriormente entre os povos ocidentais da Europa.” .
Inicialmente esses Hospitais, que abrigavam velhos, enfermeiros e peregrinos, não possuíam fins lucrativos. Mas com o passar dos anos os hospitais (que eram, muitas vezes mosteiros) passaram a cobrar para estadia dessas pessoas. Muitos desses mosteiros até os dias de hoje são meios de hospedagem muito utilizados e visitados, principalmente na Europa Ocidental.
Primeiros estabelecimentos de hospedagem
Como visto nos tópicos anteriores, os meios de hospedagem possuem sua origem nos balneários e na hospedaria de atletas durante os jogos Olímpicos e seu desenvolvimento durante a expansão do Império Romano e do Cristianismo. Esses meios de hospedagem até agora descritos, não possuíam como função principal a hospedagem, por isso as hospedarias. Muitos deles eram casas particulares onde os viajantes se acomodavam em pequenos quartos, estábulos, ou alguns meios eram somente utilizados esporadicamente, em datas comemorativas ou durante guerras. Então a funcionalidade principal destes estabelecimentos seria a moradia e não a hospedagem. O mesmo acontecia com os mosteiros aonde as funções religiosas vinham em primeiro âmbito.
Os primeiros estabelecimentos de hospedagem com o propósito exclusivamente comercial surgiram no final da Idade Média na Europa. Eram as tabernas e as pousadas. Como coloca LA TORRE (1982, p. 12):
As pousadas eram públicas com fins lucrativos, localizadas em povoados onde se ofereciam alimentos, bebidas e albergues a viajantes, cavaleiros e carruagens. As tabernas tinham o mesmo objetivo das pousadas, mas geralmente estavam localizadas nas estradas ou fora dos povoados, a uma distância que poderia ser percorrida a cavalo durante o dia.
Nesses abrigos, os hóspedes eram obrigados a cuidar da própria alimentação, da iluminação (velas, lampiões, etc.) e das roupas de dormir. De acordo com GONÇALVES; CAMPOS (1999), o desenvolvimento das estradas por toda Europa e o crescimento do comércio entre os países, fez com que a hospedagem começasse a possuir parte significativa da economia local:
No século XII, as viagens na Europa voltavam a se tornar mais seguras, e rapidamente as hospedarias se estabeleceram ao longo das estradas. Aos poucos, diversos países implantavam leis e normas para regulamentar a atividade hoteleira, especialmente a França e a Inglaterra. A França, por exemplo, já dispunha de leis reguladoras dos estabelecimentos e serviços hoteleiros no ano de 1254 (século XIII), enquanto na Inglaterra isso aconteceu em 1446 (século XV). No ano de 1514 (século XVI), os hoteleiros de Londres foram reconhecidos legalmente, passando de hostelers (hospedeiros) para innholders (hoteleiros).
O Desenvolvimento da Hotelaria na Europa
Como já exposto, o desenvolvimento da Hotelaria está intimamente ligado ao desenvolvimento dos meios de transportes. Até o surgimento das ferrovias, em torno de 1840, por 200 anos os meios de hospedagem foram se desenvolvendo no que diz respeito à quantidade, mas não a qualidade e tampouco a modernização.
As diligências de carruagens eram hóspedes garantidos para as pousadas e hotéis. Tamanha era a importância destes, que os meios de hospedagem mais preparados possuíam até cocheiras e estábulos para acomodar os cavalos que puxavam essas carruagens.
Essas pousadas mais preparadas já trabalhavam como agenciadores de diligências, uma vez que se tornavam ponto de saída e de chegada dos viajantes e ofereciam passagens para essas viagens. Como diz GONÇALVES; CAMPOS (1999, p. 41):
Algumas das maiores pousadas daquele período foram projetadas especificamente para se integrar com esse meio de transporte (carruagem) (…) Dispunham de escritório de reservas e salas de espera; além disso, muitas “estações” possibilitavam ao viajante fazer reservas e comprar passagem de diligências, de várias rotas, a partir da pousada – o Hotel Royal, na Inglaterra, por exemplo, tinha um total de 23 linhas.
Mas o mundo se modernizava rapidamente. No começo do século XIX surgem as primeiras ferrovias na Europa. Como RONÁ (1999, p. 38) descreve:
Em 1802, Richard Trevinthick construiu uma carruagem a vapor que não desenvolveu grande velocidade devido as péssimas condições das estradas inglesas então, em 1825, George Stephenson inaugurou a primeira ferrovia do mundo, ligando Darlington a Stockton. O primeiro comboio (trem) era misto: transportava 60 toneladas de carga e 600 passageiros, em 34 carros e vagões.
A chegada das ferrovias foi um duro golpe para os meios de hospedagem existentes na época. Como não se modernizaram e não se adaptaram as novas tecnologias, muitos estabelecimentos fecharam as portas. Os meios de transportes estavam ficando mais rápidos e eficientes e não mais criavam a necessidade de grandes períodos de hospedagem ao longo dos caminhos.
Mais uma vez os meios de hospedagem se adaptaram aos novos meios de transporte. Hotéis e pousadas foram construídos nas redondezas das estações de trens e não mais ao longo das vias por onde passavam as diligências, pois nessas muitas hospedarias já estavam estabelecidas e muitas outras estavam fechando suas portas.
Não ignorando o fato de que as estradas de rodagem também demonstravam grande desenvolvimento na época. Como descreve o autor RONÁ (1999, p. 33):
Em 1775, o engenheiro da généralité de Limonges, Tresaguet, inventou um novo processo de consolidação do piso das estradas, substituindo as várias camadas de pedra pela utilização de cascalho com um leve arqueamento do piso. Quase que concomitantemente, o engenheiro escocês John Loudon Mc Adam desenvolveu um sistema bastante semelhante, que recebeu o nome de macadame, que barateou a construção de rodovias na Grã-Bretanha.
Enquanto a hotelaria que se desenvolvia nas beiras das estradas sofriam com o desenvolvimento do transporte, nas regiões portuárias a quantidade de hotéis e pousadas que surgiam era assustador. Isso porque nesse momento da história os viajantes a negócios passavam mais tempo nas cidades desenvolvendo projetos ou fechando negócios do que viajando, propriamente dito. Como expõe DUARTE (1996, p. 10):
Na medida em que foram construídas estradas de rodagem e ferrovias que ligavam os grandes centros às cidades portuárias, houve um grande aumento na quantidade de hotéis, principalmente nessas cidades portuárias.
Para se ter uma ideia, podemos citar como o marco inicial do desenvolvimento do Turismo Ferroviário a venda antecipada, em 1841, de 570 passagens para o percurso entre Leicestere e Loughborough, pela agência Cook de Londres.
O Turismo já se desenvolvia, assim como havia na Europa um desenvolvimento, pelo menos nas questões quantitativas, dos meios de hospedagem.
Outro meio de transporte que influenciou muito no desenvolvimento do turismo, consequentemente da Hotelaria, foi o barco a vapor. Como descrito por RONÁ (1999, p. 43):
Os primeiros barcos construídos para o transporte de passageiros através do Atlântico foram ingleses e norte-americanos. Ficou para trás o tempo em que esses passageiros eram mais considerados intrusos a bordo do que como clientes pagantes. Em 1858, foi lançado ao mar o Great Eastern, construído inteiramente de ferro e podendo levar até 10.000 passageiros nos seus 210 metros de comprimento e 25 de largura.
As distâncias ficavam menores, o turismo agora não existia somente regionalmente, as deslocações eram feitas agora a nível mundial, atravessando fronteiras, rios, mares e Oceanos. A grande pioneira no desenvolvimento da Hotelaria, a Europa (destacando a Inglaterra e a França), começou a ficar estagnada, ultrapassada no que se diz respeito a qualidade e modernização. Começou a perder sua supremacia para a nova potência que surgia no final do século XIX e início do XX, os Estados Unidos.
Um dos últimos marcos da história da hotelaria no século XIX foi a construção, em 1870, o primeiro estabelecimento hoteleiro em Paris, considerado o início da hotelaria planejada. As inovações foram o banheiro privativo em cada quarto e a uniformização dos empregados. O pioneiro foi o suíço César Ritz.
Essa estagnação Europeia e esse desenvolvimento norte-americano são citados por DUARTE (1996, p. 10): “(…) sem dúvida, enquanto os hoteleiros ingleses se acomodaram e permaneceram em estado de apatia, seus equivalentes norte-americanos mostraram não ter inibições. Estes eram radicais, aventureiros e expansionistas.”
Com estudos mercadológicos e de aperfeiçoamento no atendimento, os Estados Unidos passaram a ser a nova referência da Hotelaria Mundial.
Aguardem semana que vem vamos para os EUA.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A copa e os empreendimentos em Minas Gerais


É louvável a notícia dada numa reportagem de uma revista especializada, que vou passar a comentar, diz a reportagem: (ABIH-MG), aponta que para o período da Copa do Mundo de 2014, novos 30 meios de hospedagem devem ser construídos no Estado”. Nesta reportagem podemos entender o otimismo de dona Silvana Capanema, presidente da ABIH local quanto ao crescimento para a hotelaria no Estado.
Em seu otimismo A presidente da ABIH apresenta argumentos que a deixam otimista e isso é sempre bom de ver. O Otimismo vindo das lideranças.
Evidencia ainda e creio que muito bem um foco voltado para o turismo de negócios o que queiram ou não é o mais rentável eu diria até fiel.
Mas na continuidade da reportagem, por exemplo, neste pequeno trecho: Hoje já temos um gargalo muito maior que a alta ocupação dos hotéis no meio da semana, que é a falta de locais para eventos de médio e grande porte. O Expominas e o Minascentro têm poucas datas disponíveis até 2012. “Desde que se construa a segunda parte do Expominas e o centro de convenções prometido pela prefeitura, poderemos construir hotéis com tranqüilidade”. Vemos a falta e planejamento por parte dos Administradores públicos, mas, trata-se de uma constante em nosso País e aqui não vem ao caso os porquês, se incompetência, despreparo ou simples descaso com as “coisas” que prometem administrar para o bem da população, mas como sabemos que é um pouco de cada e é uma constante, está errado mas acreditem não vai mudar. Está pelo que me é dado entender, mais que na hora da iniciativa privada, que constrói os empreendimentos e normalmente os planeja com antecedência passe a resolver este e outros “Gargalos” que é praticamente tudo o que depene do poder público, e há coisas que podemos consertar com muitas vantagens, esta é uma delas.
Há que se entender que a copa do Mundo são 30 dias e construir em nome de algo passageiro sem se criar a devida infra-estrutura é no mínimo UTÓPICO a menos que os empresários não estejam visando o retorno do capital por algum motivo que nem me ocorre. Mas poso antecipar hotelaria é altamente lucrativa, e com vantagens para quem vai construir um novo empreendimento, pode fazê-lo já como independente, ou com idéia de auto-suficiência. Então precisamos crescer sim mas criar a nossa própria estrutura tornando-nos cada vez mais independentes, e isso é possível, viável e recomendável.
Isto posto vamos a uma solução viável e inteligente para o problema que a administração municipal pode estar prestes a gerar, aliás, soluções há mais que uma, mas só uma.
*      Os empresários interessados na construção das trinta novos unidades hoteleiras juntem-se, construam 20 e paralelamente, e porque não nos espaço de algum ou alguns os hotéis supram a falta de espaços para eventos. Isto é viável principalmente neste momento amanhã pode ser muito tarde. Depois verem hotéis fechar, mas não se importarem com isso porque podem culpar a prefeitura, é o mesmo que dividir a incompetência e mediocridade mostrada por esta e já que alguém pode ser culpado, então tá tudo bem. Esta mentalidade é RETROGRADA.

*      “SE QUER QUE ALGO MUDE DEIXE QUE SEJA VOCÊ O AGENTE DESSA MUDANÇA, SENÃO NADA MUDARÁ.”
A Dna. Silvana aponta ainda que a falta de expansão de espaços para grandes eventos fará com que hotéis fechem, e não seriam estes hotéis de redes e sim empreendimentos independentes, e mais antigos.
Permitam-me discordar, embora o quadro apresentado seja plausível ele tem uma parte boa, é previsível, então “entra” quem quer, ou seja, há ações que podem e devem ser tomadas para que cada um se torne por si só muito mais auto-suficiente, e então não vejo porque seriam os hotéis de rede os menos atingidos. Muito antes pelo contrário e acreditem sei exatamente o que estou dizendo.
Planejem e façam-no como empresas independentes que são cooperativem-se ou centralizem uma administração para um bem comum e acreditem as vantagens são ENORMES.