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domingo, 7 de dezembro de 2014

Tempos e Movimentos

Sou defensor de que de nada adiantam as tecnologias, se não conhecemos bem os fundamentos, e há alguns que estão mais do que comprovados e são defendidos por grandes e respeitados filósofos.

      1) “Não há como dois corpos      ocuparem um mesmo espaço”.

      2)  “Viva cada minuto com se fosse o último”.
      3) “Sua vida e as respetivas tarefas precisam ser encaradas como a função de uma ampulheta”. (um grão de areia de cada vez, uma tarefa de cada vez).

Que tal lembrarmos-nos destes ensinamentos para o dia a dia de nossas vidas e tornar tudo mais suave?

É do conhecimento geral, que o mercado está cada vez mais “mulher”, Elas deixaram de lado aquelas passeatas exageradas de meados do século XX de lutar por algo que não existe, “os direitos de” com o qual nunca chegariam a lugar nenhum e passaram a usar e inteligência e o preparo, se profissionalizaram e começaram a conquistar mercados e isso com competência e não com direitos – mas estes vieram por consequência.

Vamos ver porque a luta pelos direitos não deu e não daria certo: Direito é algo que não existe. O que realmente existe são obrigações, e assim que cumprimos as nossas estas geram então obrigações de outrem, quando este outrem falha, aparece o direito que nada mais é que um “árbitro” para resolver um desvio de conduta.

Mas a verdade é que as Mulheres, esse ser sublime, se profissionalizou e claro encontrou e vem se fixando nos mercados, por “any” motivos, mas principalmente pela dedicação, delicadeza e sutileza, isso não impede de vez por outra aparecerem “desastres” como vemos infelizmente no nosso dia a dia. Mas foi profissionalizando-se e chamando a Si as responsabilidades que a Mulher ganhou espaço e MUITO BEM, parabéns.

Em que pesem as afirmações de estudiosos de que a mulher pode exercer várias funções, isso nós também, porém vem a história de várias funções ao mesmo tempo e aí é que tudo se complica, porque essa de várias coisas ao mesmo tempo ninguém faz, até pela impossibilidade de fazer o que está retratado nas alíneas 1 e 3.

É cada fez mais comum ouvirmos o homem e mesmo a mulher dizer, não tive tempo, e é este que precisamos ter. Eu prestei assessoria para pessoas muito ricas e importantes que realmente trabalhavam e eles têm tempo para tudo e vez por outra assumem uma nova responsabilidade, percebi qual é o segredo deles.

1º - eles levam sua vida como a Ampulheta – Uma tarefa de cada vez, assim como os grãos de areia da ampulheta só passa pela garganta um de cada vez.
2º - Efetuam suas tarefas, por inteiro. Quando iniciam terminam. – você começar tarefas e deixar sem terminar para começar outra que não vai terminar e assim sucessivamente te torna um depressivo e isso é questão de tempo, a menos que com sorte você se torne apenas um desempregado.

Quando há tarefas que não podem ser concluídas porque é indispensável algo de que não temos e pelo que temos que aguardar analise as duas situações – 1) se fizer tudo e depois anexar o que está para chegar deixa a tarefa terminada? Faça. Caso contrário aguarde ter tudo o que precisa inicie e termine.

A depressão em grande parte vem da sensação de incapacidade, ou de dever não cumprido o que é real, e tanto a Mulher como o Homem têm capacidade de fazer o que se propõem, é certo que a Mulher pela sua natureza deixa as coisas mais perfeitas, ou mais bem feitas, porém não deve entrar nem aceitar a história de que pode fazer mais que uma coisa de cada vez. Eu sou partidário de que efetivamente Elas fazem coisas que o Homem nem deveria tentar, o que é necessário é que tudo seja realmente separado todas as tarefas em qualquer área precisam começar a acabar senão você não tem tempo para nada. E isso desgasta o mais calmo dos mortais.

Eu estou vendo a mulher dizendo “vem cuidar de filho pequeno, arrumar a casa e fazer o almoço”, bem eu não vou, eu não sei se saberia fazer, mas de uma coisa eu sei, posso cuidar do pequeno e fazer o almoço. Já a casa eu não vou opinar rsrsrs.

Mas é impossível você atender ao telefone e se concentrar num reunião, graças a Deus que a maior parte das reuniões de emergência são dispensáveis, mas se há alguma que seja realmente importante, deixe o telefone com a secretária – desligue-o livre-se dele, em última análise lembre-se, eu, por exemplo, no começo de carreira ainda não existia celular, nunca me fez falta. Porque o leva para a reunião? Então não vá. Em última análise é uma falta de respeito.

Faça uma apresentação de produto importante para grandes empresários. Interrompa-a para atender o celular. Você é um gênio quando a ligação terminou você perdeu a conta, se fosse minha teria perdido.

A agenda: elabore a sua agenda diária em primeiro lugar com O SEU TEMPO, uma agenda que não tenha reservado o tempo para o dono, vai trazer-lhe graves problemas de Saúde e claro antes disso de rendimento profissional, o que equivale a dizer que, se for empregado pode muito bem perder o emprego, e só então vai descobrir que perdeu por culpa sua, pois que somos responsáveis por tudo o que nos acontece. Perdem-se bons empregos, perdem-se ótimas companheiras, aliás, as mais dedicadas, sem atenção somem, e pessoalmente acho que fazem é bem. Administre o seu tempo.

Um dia dei consultoria particular, pois era um assunto que ele não queria que soubessem que estávamos analisando, a um Grande empresário que nos deixou recentemente, um dos dias em que acompanhei o dia todo dele, aquele Senhor trabalhou 17 horas e um pouquinho – nunca deixou de atender uma ligação, nunca deixou de atender alguém que o procurava nunca o ouvi dizer que não teria tempo para. O tempo Dele, é o mesmo do nosso – o dia tem 24 Horas o seu o meu todos então porque uns ganham 100.000 nessas 24 horas e outros só ganham 25,00? É o que fazemos nelas e com elas que é importante. E não as horas em si.

No mundo moderno onde a entrada de competentes mulheres se faz cada vez mais presente deparam-nos com outro fenômeno, estas vêm com menos tempo que os homens, ou seja, herdaram dos professores os defeitos, e não só as qualidades que Elas em sua maioria aprimoraram.

Eu deixei de gerenciar hotéis como funcionário há 23 anos, na época havia meia dúzia de gerentes de hotel mulheres, hoje eu não sei, mas se não são logo serão em maior número que os Homens e são, pelo menos as que tenho tido o prazer de conhecer mais competentes que a maioria dos colegas masculinos. Mas estão sem tempo.

Tenham muito cuidado com isso, já se perguntaram qual é a função real de um Gerente de Hotel?... São meia dúzia de letrinhas (fazer com que o cliente volte) isso só se consegue pensando, e se não tem tempo para executar as tarefas, não vai poder pensar em outra coisa a não ser no que deixou de fazer logo não está cuidando do que devia. Nunca na minha vida gerenciei um Hotel que não conhecesse o custo real do apartamento no momento, para quem não sabe custo de UH de hotel muda dezenas de vezes por dia.

Trace sua rotina, escolha o que realmente é importante, delegue, cobre e fidelize seu Hospede, caso contrário eu vou tomar ele de você, e não, não é no preço.

O nosso curso de Revenue Management ajuda muito a organizar seu tempo como gestor e, a saber, o que fazer para otimizar o dos seus colaboradores. Hoje a gente aperta uma tecla e troca tudo, há 42 anos quando eu iniciei era tudo manual e havia tempo para tudo e pior, Muito Mais Eficiência.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Administrar, Dirigir, Gerenciar. (lucrando)


Capacitando Pessoas
Administração ou (ad.mi.nis.tra.ção)

sf.

1. Ação ou resultado de administrar

2. Gestão de negócios, atividades, projetos públicos ou particulares.


É o que diz o Dicionário de Aulete, mas é uma definição mais ou menos Universal, porém é uma arte que vem se desenvolvendo e aprimorando ao longo dos Anos e vamos ficar perto e iniciar este texto há cerca de 160 anos, ou seja, idos de 1850, nasce na época “FREDERICK WINSLOW TAYLOR”, este senhor iniciou os primeiros estudos essenciais à otimização da administração.

Para ele os elementos fundamentais para a chamada Administração científica são:


  1. Estudo de tempo e padrões de produção;
  2. Supervisão funcional;
  3. Padronização de ferramentas e instrumentos;
  4. Planejamento das tarefas;
  5. O princípio da exceção;
  6. A utilização da régua de cálculo e instrumentos para economizar tempo;
  7. Fichas de instruções de serviço;
  8. A ideia de tarefa, associada a prêmios de produção pela sua execução eficiente;
  9. Sistemas para classificação dos produtos e do material utilizado na manufatura;
  10.  Sistema de delineamento da rotina de trabalho.

Como podem ver este estudioso Administrador tratou do problema “chão de fábrica” produção – para usarmos um dos “inglesísmos ou americanismos” da moda é aqui que ganha corpo o tão falado e muito confundindo Yield Management. Que como parte da um processo de administrativo se torna pelos seguidores uma Filosofia de Gestão, mas um processo virado para custos otimização destes e produção.


Após este Senhor o seu sucessor visa aprimorar o que já existia e “HENRI FAYOL” contemporâneo de Tayor desenvolve o que foi chamado de (Teoria Clássica Administrativa - 1916) criam-se aqui o que chamamos de “FUNÇÕES UNIVERSAIS DA ADMINISTRAÇÃO”, a saber:



  1. Previsão/Planejamento: envolve avaliação do futuro e aprovisionamento em função dele. Unidade, continuidade, flexibilidade e previsão são os aspectos principais de um bom plano de ação.
  2. Organização: proporciona todas as coisas úteis ao funcionamento da empresa.
  3. Comando: leva a organização a funcionar. Seu objetivo é alcançar o máximo retorno de todos os empregados no interesse dos aspectos globais.
  4. Coordenação: harmoniza todas as atividades do negócio, facilitando seu negócio e seu sucesso. Ela sincroniza coisas e ações em suas proporções certas e adapta os meios aos fins.
  5. Controle: Consiste na verificação para certificar se todas as coisas acorrem em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. O objetivo é localizar as fraquezas e erros no sentido de retificá-los e prevenir a ocorrência.

Como podemos ver aqui há um aprimoramento de todo o sistema administrativo, porém ainda fundamentado no Yield, ele aprimora “o trabalho de casa” para ter mais sucesso com os mercados. Outro dos feitos de Henri Fayol foi o legado explícito da identificação das principais funções da humanidade na tabela acima e que ele intitulou de (POCCC).


Quando perguntado sobre de onde vinha o seu sucesso, ele dizia: ”O meu bom desempenho vem principalmente não do que eu aprendi, mas do uso que faço das coisas que sei”. Ou seja, se você sabe e não pratica é como se não soubesse.


Um dia destes em um de meus cursos fechados, um diretor de empresa disse quase no final do curso: “Claro que funciona, mas é trabalhoso”. Bem de graça só do Céu e só chuva e essa mesmo anda escassa.


Mas falar de muito trabalho eu posso cuidar de qualquer grupo Hoteleiro Nacional e me fundamentar para as decisões do dia a dia sem que isso me tome mais que 1 hora e meia, p/dia, deu muito trabalho? Como na maioria das vezes, não é o que você faz mas sim o "Como você faz", aqui está a diferença


De qualquer forma ainda não saímos do Yield Management, mas eles juntamente com Henri Ford, são a bem dizer os Pais da Administração moderna, Henri Ford já fez algo a que hoje alguns se atrevem (ou por modismo ou por desconhecimento) a chamar de Revenue Management, mas não é, posto que Revenue Management é uma Filosofia de Gestão e não um sistema de distribuição, que foi o que Henri Ford fez, ele identificou no mercado a necessidade de um carro, forte, barato, fácil de dirigir e que todos queriam e poderiam comprar, e vendeu 15 milhões em 19 anos, mas para mim o grande segredo de Henri Ford está no que chamo de: respeito pelo consumidor – onde quer que o proprietário de um Ford precisasse de uma peça, ela lá estaria. Aqui reside o maior sucesso, se assim não fosse não teria vendido como vendeu. Bem, iniciamos este texto no século XIX já estamos no Século XX e nada da Filosofia do Revenue Management em sua plenitude, apenas ensaios.


Foi só na década de 70 que ela apareceu, e criou-se devido a um estudo de Yield (custos) que a ser aplicado e precisava, traria problemas de cunho social grandes. Isso porque os especialistas de AAirlines após dias de exaustivos cálculos chegaram à triste conclusão que uma redução de custos na casa do 5% traria um lucro final de 3% isto é digamos deprimente, porém alguém estava fazendo cálculos paralelamente e por conta própria e mostrou que não precisaria haver cortes tão drásticos e se trabalhassem no sentido de ampliar as vendas gerais em 5% os lucros poderia significar uma grande vantagem algo entre 20 e 50%. Isto é sabido na Administração atual, mesmo assim ainda há quem olhe sempre e só para redução de custos. Custos são como unhas, controlam-se e cortam-se para não deixar crescer. (que tal dar uma lixadinha – leia-se diluir) evita cortes e nos mantem crescendo sustentavelmente.


Mas foi este executivo anônimo (pelo menos para mim) da AAirlines que sugeriu pela primeira vez que se Gerenciassem as Receitas. Então do vindouro Yield e das práticas administrativas estudadas e colocadas em prática surge o gerenciamento de receitas como solução para se sair do prejuízo. 


Nasce então, tal como temos hoje o Revenue Management pleno, uma Filosofia de Gestão séria, eficiente, crítica e analítica. (como li um destes dias: “A Filosofia de gestão que permite transformar qualquer negócio num grande negócio”), como tal ela não depende de Gerente Comercial, gerente de Marketing ou qualquer um destes elementos, mas sim da Direção ou Gerência Geral e envolve toda a empresa, longe de um simples sistema de distribuição como é tratado na maioria das vezes. .


É uma Filosofia de Gestão que vem tomando corpo já de longa data – dos idos de 1800.

Não se faz Revenue Management com distribuição, mas TAMBÉM COM DISTRIBUIÇÃO – em que pese Revenue Management trabalhar sempre e só com preços de Venda, não se pode determinar preço de venda, SEM CONHECER A FUNDO OS CUSTOS e o que os faz variar como e quando. Não se faz Revenue Management sem uma politica otimizada de negociação onde a permissa tem que ser o Ganha/Ganha e não você me dá e eu vejo o que faço.


Vamos entender que os grandes sites de vendas Online não estão nem aí para os hoteleiros engana-se quem pensa o contrário, a preocupação deles é a manutenção de posições privilegiadas em NASDAQ, pois é lá que estão suas ações e é de lá que os investidores cobram resultados, eles são treinados para fazê-los acontecer e eu até concordo, desde que os meus subam junto com os deles e não eu aumentando meu custo de distribuição em nome de uma pseudo filosofia de Revenue Management que não é RM, e sim uma “perna” dele mal fundamentada e com uma visão tacanha e destorcida já que diminui minha margem de lucro, Revenue Management bem implementado OTIMIZA SEMPRE, ficam olhando para a RevPAR e esquecem-se que o importante não é esta, esta é para os investidores, mas tanto o Gestor quanto o investidor que saiba o que está fazendo se preocupa isso sim com o GOPPAR – A diferença entre quanto custa e quanto recebo, e não apenas a ponta do quanto faturou - Revenue pressupõe rendimento, não faturamento.


Vou citar apenas um exemplo de elevação da RevPAR e perca de rentabilidade:

Venda seu apartamento pelo preço de single, para duas pessoas. Aqui você tem o dobro do custo de lavanderia, o dobro do custo de café da manhã, o dobro do custo de Amenities, isto para falar só dos que dobram há outros que aumentam, ou melhor, todos aumentam, você provoca com a “promoção” um aumento de taxa de ocupação, e de RevPAR, mas diminui sua rentabilidade. Cuidado com que frequência com que isso é feito ou em quantas UH. Pois vai diminuir rentabilidade e dependendo se sua planilhas de custos vai inverter, ou seja, você paga para alguém usar seu empreendimento. Que RevPAR é esta? E isto é uma prática comum por aí.

Conheço casos de RevPAR em empreendimentos pequenos, menos de 100 UHs, com ocupação inferior a 50% que ultrapassa a casa dos trezentos reais, proporciona um faturamento beirando os setecentos mil, não há desvios e ao final do mês não há dinheiro suficiente para pagar as contas. Vamos valorizar o que tem que ser valorizado e analisar fundamentado. 

Procuramos Rentabilidade.


Um dia ainda escrevo porque a RevPAR nasceu e para e como é usada, ela tem seu fundamento, tudo o que vem do mundo das finanças (ciência exata) tem fundamento.


Quando vejo alguém propor um sistema de distribuição e sugerir o seguinte calculo: - UH = CF ano / (DM - CV dia) - Onde:

unidade Habitacional=(custo fixo Ano)/(diária média - custo variável)

Ou mesmo a afirmação: Receita=Diária média X UH (Apartº Vendidos) que é isso?


Num hotel de médio porte tipo midle scale completo você tem obrigação de proporcionar pelo menos 45% de venda paralela. Vem a pergunta e o restante? Não se fraciona pelo menos para resultados finais, tratamos de uma empresa.


Percebo imediatamente que haverá uma queda na rentabilidade e se tudo correr bem a empresa vai entrar no vermelho. Embora seja defensor incondicional de “tudo o que é bom é simples”, não se pode, quando Administradores fracionar uma parte do todo sem que este seja obedecido. As coisas sempre têm a forma correta de se fazer e hoje os piores erros que encontro são: 1º Fracionar e desmembrar uma parte do todo – 2º A falta de habilidades e conhecimentos para negociar 3º (e talvez o mais importante) a falta de uma planilha séria e atualizada de custos.


Não se rentabiliza nada que não se saiba quanto custou, sob pena de descobrir tarde demais que não se ganhou, ou pior, se perdeu.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Yield & Revenue Management

Consultoria Plena Especializada
e 40 Anos de Revenue Management
Yield e Revenue – Não são a mesma coisa, e não fora pelo YIELD seria impossível a existência do Revenue Management. Realmente tudo começou pelo primeiro e é nele que tudo se fundamentou, é dele e só dele “Yield” que tratou Taylor e Fayol, e então Henri Ford, sem que assim o nominasse iniciou a parte do Revenue Management de que o Brasil fala e que os “especialistas” brasileiros ensinam, (mas isto é uma pequenina parte do Revenue Management) vendeu o carro certo para o motorista certo no momento certo e pelo canal certo, e vendeu muito 15.000.000 –(15 Milhões) -  e isso ele fez em 19 anos. Menos de duas décadas.

Porém em minha opinião o grande segredo dele foi outro, e é uma magica a que eu chamo de (respeito pelo consumidor) chamamos na hotelaria de “fidelização de cliente”. E ele fez isso da melhor e mais consistente forma que eu conheço, onde quer que um carro da marca Ford andasse e tivesse qualquer defeito mecânico, ali seria encontrada a peça. Ele respeitava o público.

Mas o YIELD nada mais é que o estudo dos custos, da rentabilidade a partir dos custos, da análise do chão de fábrica, da maximização de tempos e padronização de funções logo, portanto do gerenciamento dos mesmos, daí o termo Yield Management ou Gerenciamento de custos, de rentabilidade.

E foi lá pelos meados da década de 70 que surgiu então, e a partir do Yield o Revenue Management.

Nesta época a AA – American Airlines teve sérios problemas de rentabilidade e a equipe econômica da empresa se debruçou sobre longas e intermináveis planilhas de custos, após muitos e exaustivos estudos chegaram à triste conclusão que se conseguissem reduzir os custos em 5% no final o resultado seria interessante, pois que lucrariam mais 3%. (mesmo depois deste conhecimento há quem diga que é preferível reduzir custos).

No meio desta equipe havia alguém mais calado e analista que começou a usar o mesmo raciocínio e descobriu que era muito trabalho e iria afetar a imagem da empresa com muitos cortes para pouco resultado. Porém se eles conseguissem enxugar os custos e maximizar as vendas em 5%, ou seja, precisavam crescer nos respectivos mercados em 5% eles passariam a ter lucros interessantes já que o aumento destes ficaria num patamar entre 20 a 50%.

Passamos então a descobrir que o correto é o Revenue Management – Vamos então com este aumento de receita (diluir os custos). Gerenciando as Receitas. Entendem agora porque Revenue manager é só uma parte?

Nesta época e por afinidade com esta equipe havia uma pessoa ligada ao Marriott e por isso esta foi a primeira rede hoteleira no Mundo e praticar o RM.

Há mais ou menos quatro décadas no Brasil uma fabriquinha de massas e biscoitos trabalhava num galpãozinho com cara de garagem grande de 160m² tinha uma maquina e 6 homens que a operavam na época contratou um rapazote, que era técnico de contabilidade, e este novo colaborador cônscio de seus afazeres registrou tudo como manda a boa disciplina e no final do primeiro mês fechou o balanço (era na mão) e mostrou para os então patrões que o empreendimento era deficitário.

Eles tinham ideia pediram para ele ajudar a cuidar e continuasse a fazer seu bem efetuado trabalho. No segundo mês a sena se repetiu e no 3º não foi diferente, aqui temos que lembrar que quando você quer que alguma coisa mude, precisamos mudar para a coisa, senão – nada acontece.

No final do 4º mês, este técnico de contabilidade já sabia que não podia cortar mais custos, a maquina precisava dos seis homens para operar, a água a luz e a farinha eram indispensáveis, com o balancete do 4º mês em mãos e tal como os outros negativo, o nosso amigo foi se demitir.

Esta demissão mudaria para sempre a história de sua vida, os Amigos que o haviam contratado disseram (M) fica aí vê o que você consegue que esse mercado é promissor e a partir de agora você não é mais nosso funcionário é sócio em partes iguais com a diferença que, como você está ativo vamos manter seu salário. Saiu a sorte grande a este pequeno grande empresário agora sócio de uma empresa falida ou a falir.

Este senhor parou e começou a pensar, sabia que os custos estavam em ordem não podia mexer em mais nada e começou então a olhar para o mercado.

Saímos então do Yield e passamos para o Revenue Management.

Bem, como ele fez eu explico nos nossos cursos, (foi realmente o mais puro simples e complexo Revenue Management) mas 20 anos depois ele era dono de uma marca líder no mercado tinha uma fábrica com 900 funcionários num terreno de 30.000m², e como eu sei de tudo isto que este rapaz hoje um senhor com oitenta e alguns Anos fez um de meus cursos, e no final me contou sua história e disse: Senhor Rui coloque aí nos seus slides que Fábrica de Massas e Biscoitos também deve ser administrada pela filosofia do Revenue Management. 

Tanto coloquei, como coloquei ali a foto e o nome da fábrica, o começo dela lá no galpãozinho de 160m². Foi uma honra dar um curso para um dos homens mais bem sucedidos que conheci pessoalmente.

Contei a história por dois motivos – 1) para que entendam que Yield e Revenue são coisas diferentes. 2) para que fique claro que sem um bom sistema de Yield o RM não funciona, vou mais longe, nada funciona.

Como veem, a menos que exista no mercado algum sistema de gerenciamento de hotel que tenha um centro de custos integrado ou onde seja possível colocar este com todas as suas subdivisões, não há sistema que dê suporte ao verdadeiro e rentável Revenue Management, então sem fantasias. É uma Filosofia de Gestão séria, Crítica funcional competente e simples, mas não é fácil e nem se consegue com milagres, exige CONHECIMENTO.


Eu por exemplo como gerente de grandes hotéis e aqui falo de hotéis com mais de 500 apartamentos, trabalho com tabelas dinâmicas ao que vocês chamam comumente de tarifas flutuantes, mas se uma tarifa que pode variar, e na minha mão varia 200 vezes por dia num hotel de 800 UHs é flutuante, vamos mudar o Aurélio. É sim uma tarifa DINÂMICA. No meu tempo de gestão sem informática eu fazia duas contas numa calculadora qualquer, com o Excel eu mudo o dado em uma célula e isso é DINAMISMO VELOCIDADE E AÇÃO. Só é possível num sistema de Revenue Management devidamente fundamentado, e este independe de sistemas caros e na sua maioria obsoletos – Para mim sempre obsoletos, chego lá mais rápido e bem fundamentado que qualquer sistema que conheço. E o que é melhor - Meu sistema não falha. (posso eu falhar ele não)

domingo, 10 de novembro de 2013

FORTALEZA - Final da 1ª etapa do Tour Brasil

UMA TURMA EXCELENTE - ou diria MARAVILHOSA
Curso de Revenue Management Pleno - Fortaleza










AQUI NA BELA CAPITAL CEARENSE TERMINA A PRIMEIRA ETAPA DO TOUR BRASIL DE CURSOS DE REVENUE MANAGEMENT PLENO PROMOVIDO PELO IGH- Instituto de Gestão Hoteleira.
Tivemos o prazer de ministrar o Curso para uma das turmas mais esclarecidas que já encontramos, e acreditamos que isto se deva ao fato da conscientização de que Revenue Management é uma FILOSOFIA de Gestão, e não apenas um aparato para otimizar vendas, é de Bom tom que Gerentes e diretores comerciais conheçam? sim, e neste caso tínhamos presentes GRANDES PROFISSIONAIS DA ÁREA, porém partiu deles a frase: "Quem devia estar aqui era nosso Diretor, seria de fundamental 
importância para que nosso trabalho fosse otimizado". Assim vamos continuar divulgando o Revenue Management em Toda a Sua Plenitude. 
Aos participantes o Nosso Muito Obrigado assim como ao meu Amigo "irmão" e consultor Hoteleiro Cezar Nogales que veio fazer o favor de nos ajudar nesta etapa.
OS CURSOS DA 2ª ETAPA
Dias 22 e 23 - Belo Horizonte
25 e 26 em MACEIÓ
03 e 04 em SALVADOR.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Administração seus Meandros e Fundamentos

Há em Administração, e Hotéis como milhares de outros empreendimentos têm que ser Administrados, de preferência Muito bem, quatro fundamentos, e quando falhamos em algum destes quatro o fracasso é o caminho, não tem essa de dizer, bem este deixamos um pouquinho depois retomamos, agora temos outras prioridades. Qual é a sua prioridade como Administrador? 

A minha é foi e será RENTABILIZAR até porque como profissional quem sabe meu preço sou eu e vou atrás dele se rentabilizo ganho se não rentabilizo não ganho, simples assim. Isso me faz rentabilizar muito sempre.
Temos em nossas vidas quadro áreas básicas que vão definir nossa carreira, são elas:

Física
(área Econômica da empresa)
Mental e ou Psicológica
Reconhecimento
Desenvolvimento
E Uso do Talento
Sócio Econômica
Relações Humanas
Espiritual
Descoberta do proposito através do objetivo e contribuição da organização bem como sua Integridade.

Não importa qual, mas se uma destas áreas falha todas as outras vão seguir o mesmo caminho, resultado da equação = FRACASSO.

O Hotel não é diferente O Senhor Cliente/ (possível futuro hospede) entra pela recepção e esta é sua primeira impressão. É conduzido aos seus aposentos pelo mensageiro, em alguns casos também, camareira (o) e aqui falamos da hotelaria de Luxo em que o serviço de governadoria é acionado na chega do Senhor Hospede e a camareira (o) está do lado de fora da porta do apartamento com esta fechada esperando a chegada do Senhor hospede, com a única finalidade de e dispor a desfazer a sua mala, e caso necessário passar ou mesmo lavar peças que o Senhor Hospede queira destinar a tal serviço. Falamos em Hospitalidade/Hotelaria – muito diferente de hospedaria.

O Senhor Hospede depois de devidamente orientado fica no aconchego de seus aposentos e resolve pedir vários serviços de que o Hotel diz dispor. Quando algum destes serviços falha o Senhor Hóspede esquece imediatamente tudo o que de bom lhe aconteceu e liga indignado para a recepção diz: Nada funciona nesta porcaria de Hotel. Para ele toda a sofisticação até o momento de nada valeu porque o misto quente que ele pediu em pão sem casca veio frio e em pão com casca.

Isto não é novidade para hoteleiros, é desconhecido para muitos dos “gerentes” de hoje e infelizmente para a maioria das direções, senão vejamos: Porque você vai incrementar seu departamento comercial usando sistemas modernos e caros por vezes até grandes profissionais de mercado quando cada 10 clientes que foram ganhos cinco você vai perder, não se consertam coisas pela metade, e quando precisamos consertar há que priorizar, e a prioridade ao contrário do que querem fazer entender não é o que vai dar maior movimento, mas a sustentação correta a todo esse fluxo.

Primeira conclusão Pague por um diagnóstico profissional e não acredite em milagres o diagnóstico profissional pode levar entre 10 e 30 dias, mas além de lhe dar uma radiografia clara do empreendimento lhe sugere os caminhos a seguir devidamente fundamentados, não é exatamente um trabalho acadêmico e não confundamos com o famoso hospede oculto que nada mais é que uma pontinha do todo.


O quadro acima eu poderia fazer um verdadeiro Jornal para traze-lo para a hotelaria com cases conhecidos, mas acho que não é necessário até porque promovemos treinamentos em que todas as quatro áreas são abrangidas e explicamos exatamente como conduzir ao sucesso seu Empreendimento. Ou não, ou seja, a diferença principal está em o que vc vai ou não colocar em prática do que lhe ensinamos. Decisão sem ação. É NADA.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Vamos acabar com os enigmas e mistérios em torno do Revenue Management.


Além do Revenue Management já todos ouviram falar de Yield Management, ao contrário do que se professa em algumas filosofias de gestão são coisas diferentes e se completam, mas em qualquer dos casos quem sempre apareceu primeiro foi o Yield, quando usamos a Gestão fundamentada no Revenue Management o Yield é indispensável, para que o desempenho seja ainda mais eficaz. 
Os pais do Yield são os pais da administração cientifica Taylor e Fayol – foram eles os primeiros, e Taylor foi o primeiro que elaborou os primeiros estudos essenciais à aplicação do Yield, a saber:

  Quanto aos resultados provenientes do desenvolvimento do pessoal: Taylor defendia a sistematização e que esta fosse passada com clareza aos colaboradores. Ele tinha como certo que estes procedimentos devidamente acompanhados redundavam em uma produção melhor e de maior eficiência.

  Nos processos Planejamento e Atuação: Acreditava que nenhum trabalho deve ser iniciado sem um estudo preliminar, que mostraria qual a melhor forma para a execução deste. Criando assim uma metodologia própria e que gerasse o máximo de desenvolvimento e produção.

  A Produtividade e a participação dos colaboradores: Defendia a coparticipação entre o resultado financeiro e os produtores (colaboradores) o resultado deste entendimento reduz custos e eleva salários, mas o melhor deste entendimento é o crescimento e a qualidade da produção que se reflete invariavelmente em rentabilidade.

  Autocontrole das atividades desenvolvidas, normas e procedimentos: Criou controles que tinham por fim, manter a sequência dos trabalhos da forma com planejado, assim havia controles de tempos e movimentos para minimizar ou mesmo terminar com o desperdício de mão de obra operacional.

  É o pai da Supervisão funcional: Garantindo assim que todas as fases de um trabalho têm o acompanhamento que garante que tudo siga conforme estabelecido sem que haja desvio das funções previamente programadas. Definiu que todas as instruções programadas devem ser distribuídas por todos os colaboradores.

  Instituiu o sistema de pagamentos por produtividade "peça produzida no padrão": O processo conseguiu que o rendimento de cada colaborador fosse melhorando gradativamente, pois estes tinham interesse em se esforçar para atingir velocidade e perfeição. Foi assim que Taylor conseguiu rentabilização. = Yield.

Fayol juntamente com Taylor e Henry Ford, são considerados os “pais” da administração cientificam. Foi Jules Henri Fayol que instituiu o que achava serem as principais funções da Humanidade: 

  Planejar; Organizar; Controlar; Coordenar Comandar ou (POCCC). E dizia ele em 1888 o que eu digo hoje, e que me garante resultados superiores aos da maioria. “O meu sucesso não é fruto só das qualidades pessoais, mas dos métodos que eu uso”, E embora eles tenham sido os pais da Administração cientifica, nenhum deles nominou o Revenue Management. Que veio a nascer com este nome a partir do Yield na década de 70/80.

Como podemos ver nenhum destes Senhores era Hoteleiro, dono de Cia Aérea, de Locadora de Automóveis, de restaurante ou qualquer outro tipo de empresa onde se fala de Revenue Management.

"Pessoalmente tenho experiência com este tipo de Administração em: Hotéis de todos os tamanhos categorias e todos os seus derivados; Frigoríficos, fabricas de manufatura, facções, empresas de Logística e transportadoras".

Num dos últimos cursos que fiz, fui presenteado com a presença de uma personalidade do meio Industrial Brasileiro, um Senhor de 80 anos que iniciou uma fábrica de massas e biscoitos com 160m² e 6 funcionários, vendeu-a cerca de trinta anos depois, com 28000m² 43 sócios e 900 funcionários, ele veio para aprender como funcionava, e ao final do curso me disse: "O senhor faça-me o favor de quando disser em seu curso quais as empresas que podem ser Administradas com um sistema de Revenue Management, acrescente Fábrica de Massas e Biscoitos". E pelas características também pode sim e deve ter implementado um sistema de Revenue management.

E ainda hoje a ex-fábrica dele é líder em seu segmento de mercado. Há!! hoje ele é hoteleiro.

Fiz toda esta explanação para que as pessoas entendam que Revenue Management é uma filosofia de Gestão, altamente eficiente, extraordinariamente bem fundamentada, está fundamentada totalmente numa ciência exata. Matemática e economia e não é apenas prerrogativa da área de Turismo e Hotelaria. Esclarecendo melhor seguem abaixo as características que uma empresa precisa ter para que o sistema de Revenue Management possa ser implementado:

  Capacidade finita: (O seu limite de produção existe)
  Estoques perecíveis: (Seus produtos em stock perdem o valor, estragam ou saem de moda).
  Micro segmentos de mercado: mercados com diferentes sensibilidades ao preço; procura variável e incerta;
  Produtos que podem ser vendidos ou reservados antes do consumo
  Baixas razões custos variáveis X custos fixos.

De qualquer forma uma coisa é certa, nenhum sistema administrativo o leva ao sucesso se não souber exatamente quanto a sua empresa custa no seu dia a dia.

 O que é então Revenue Management? “É a arte do posicionamento estratégico, maximizando lucros com base da demanda e previsões, otimizando resultados fundamentados em cálculos econômico financeiros, disponibilidade e sazonalidade”. (Melhora se souber controlar o Yield Management).

Espero ter deixado claro que Revenue Management não é só ritmo e distribuição de reservas, mas é também, e Ele é tudo o que diz respeito à Alta gestão e tudo o que a ela está ligado.

Devem participar dos nossos cursos:  profissionais de Administração e finanças, de Hotelaria ou NãoGerência Hoteleira, Direção Hoteleira, o profissional de Vendas e reservas vai aprender como esta parte lhe diz respeito e como ele pode otimizar tendo este conhecimento. Vai evitar os aumentos absurdos de preços em data específicas, e isto é muito importante porque o sistema vai permitir entender que esse tipo de diferença é praticada no dia a dia e como isso se faz, e não para datas específicas. Assim não deixa a hotelaria sujeita a ameaças, estas existem porque a gestão não é adequada, portanto é muito menos rentável e muito mais antipática a quem está olhando de fora.

Qualquer gestor de empresa que reúna 3 das características colocadas acima, deve participar e entender como isso é aplicado ao seu negócio. Acreditem:

Revenue Management é uma Filosofia e Ciência de Gestão que:

  1.   Não lhe permite ter prejuízo.
  2.   Mostra-lhe quando algo “VAI DAR ERRADO” permitindo assim ajustes sem apavoramento, com o tempo necessário.
  3.   O mercado está a seu serviço, e não você sujeito aos altos e baixos dele.
  4.   Quando dominar estas técnicas, vai ter um sério problema, vai ter ganhos de capital como nunca antes sonhou. (diz a psicologia que o aumento repentino da renda é prejudicial) rsrs.


Nos meus cursos levo e mostro planilhas feitas à mão, em papel quadriculado e esferográfica, e algumas têm 30 anos, quero com isto informar que não é necessário nenhum sistema sofisticado e caro, nem mesmo a planilha de Excel (recomendo usar) para se implementar um sistema de RM. Tudo o que se necessita é Papel, lápis conhecimento e uma calculadora, e não importa o tamanho da empresa, importa sim e muito o Nível de conhecimento, e o domínio dos números.

Nosso próximo curso será em Guarulhos SP logo em seguida estaremos no Estado do Rio de Janeiro, ainda podem fazer suas inscrições.

Por curiosidade anexo uma planilha que tem cerca de 28 Anos.