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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RESPEITO PELO REVENUE MANAGEMENT POR FAVOR.

Aqui estamos nós com o meu velho e bom, eu diria lucrativo Revenue Management, e digo velho porque eu nasci já iniciando essa prática na hotelaria enquanto nós no Brasil estamos engatinhando e ouvindo todo o tipo de barbaridade sobre ela. Os que leram minha apostila e fizeram meu curso já entenderam que nada é bem como parece e muito menos como se diz por aí. Só uma coisa é verdadeira, REVENEUE MANAGEMENT é o que há de melhor e mais sério em Gestão, e não só hoteleira. Como apregoam artigos como este, sobre um sistema inglês que está entrando no Brasil.

Começamos pela velha discussão que Revenue Manager é um cargo da cartilha os desavisados. Os operadores desses sistemas online são gestores de canais online na melhor das hipóteses. A maioria estaria “nu” sem um computador.

Depois não posso deixar de contestar o artigo onde ele diz:
 Aqui, algumas redes já estão se conscientizando da importância deste trabalho e dando início a isso", diz Giorgi, apontando que, para operar o sistema de RM, é necessário que o hotel conte com um profissional como o Revenue manager ou um colaborador da área de Vendas."

Olhem abaixo porque Revenue management não é para todos e vejam o tamanho da incoerência nessa colocação do Sr. Giorgi.
Para operar um sistema de RM precisa ser um gestor de canais, e ter quem alimente o sistema. Um gerente geral de Hotel com a devida formação em Administração Hoteleira conhece RM é uma disciplina do curso, ela tem algumas peculiaridades, a saber:



Revenue Management Não É PARA TODOS
·         Revenue Management é uma Cultura
·         Revenue Management é uma filosofia de Gestão
·         Revenue Management é estatística e matemática
·         Revenue Management é uma prática diária e continua
·         Revenue Management é muito analítico e pouco comercial
·         Revenue Management é pragmatismo e assertividade


Onde foi mesmo que vimos a interação entre o homem de vendas da reportagem e o Revenue Management? Não tem. Notem precisamos dos Homens de Venda e dos de Marketing também, e muito. Mas eles não são e demorará para serem um Gerente Geral de Hotel de fato.
O que está acontecendo é que há vendedores de sistemas que até agora ninguém me provou que fosse um sistema de RM para hotelaria, que ficam dando palpites e dicas porque o capital investido é dos outros e eu não posso e não vou concordar com esse tipo de postura.

Revenue Management é uma cultura, é Gestão no seu mais alto nível é pragmatismo e assertividade, e não um sistema que vai dar certo. Não, ele é um sistema CARO e que não vai dar certo se não tiver por trás um gestor que realmente saiba o que é Revenue Management.

Revenue Management é coisa séria. Então vamos tratá-la como tal, por favor.
Será que o Senhor que forneceu material para o artigo, saberia implantar um sistema desses se não tivesse a automação? Acho que não.

Embora eu tenha algumas divergências em certos pontos de vista com a Sra. Gabi a Gabriela Otto, é a pessoa de quem ouço falar em Revenue Management com mais respeito e porque não dizer conhecimento. Ela diz: “antes do sistema sofisticado e caro, faça um bom curso de Excel avançado e inicie”. Isto sim são palavras conscientes e são Dela. Dna Gabriela Parabéns.

Os comerciantes de softwares que me desculpem, mas já algum de vcs conseguiu multiplicar por seis a rentabilidade de um hotel em um ano sem o sistema? Eu já fiz mais do que isso e mais que uma vez. Vamos respeitar o REVENUE MANAGEMENT, acreditem senhores empresários a Ferramenta merece respeito. Mas precisa ser com dignidade, e aprendizado. Um sistema não vai mudar seu Hotel, só vai complicar sua vida em um primeiro momento, crie-se embasamento para o sistema. Isso requer conhecimento, e não está em nenhum software.
Acreditem é o Melhor sistema de gerenciamento hoteleiro que existe, principalmente se conjugado com o Yield Management, mas não há necessidade de sistemas a preços astronômicos todos podemos aprender e se adaptar ao que necessitamos.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A copa e os empreendimentos em Minas Gerais


É louvável a notícia dada numa reportagem de uma revista especializada, que vou passar a comentar, diz a reportagem: (ABIH-MG), aponta que para o período da Copa do Mundo de 2014, novos 30 meios de hospedagem devem ser construídos no Estado”. Nesta reportagem podemos entender o otimismo de dona Silvana Capanema, presidente da ABIH local quanto ao crescimento para a hotelaria no Estado.
Em seu otimismo A presidente da ABIH apresenta argumentos que a deixam otimista e isso é sempre bom de ver. O Otimismo vindo das lideranças.
Evidencia ainda e creio que muito bem um foco voltado para o turismo de negócios o que queiram ou não é o mais rentável eu diria até fiel.
Mas na continuidade da reportagem, por exemplo, neste pequeno trecho: Hoje já temos um gargalo muito maior que a alta ocupação dos hotéis no meio da semana, que é a falta de locais para eventos de médio e grande porte. O Expominas e o Minascentro têm poucas datas disponíveis até 2012. “Desde que se construa a segunda parte do Expominas e o centro de convenções prometido pela prefeitura, poderemos construir hotéis com tranqüilidade”. Vemos a falta e planejamento por parte dos Administradores públicos, mas, trata-se de uma constante em nosso País e aqui não vem ao caso os porquês, se incompetência, despreparo ou simples descaso com as “coisas” que prometem administrar para o bem da população, mas como sabemos que é um pouco de cada e é uma constante, está errado mas acreditem não vai mudar. Está pelo que me é dado entender, mais que na hora da iniciativa privada, que constrói os empreendimentos e normalmente os planeja com antecedência passe a resolver este e outros “Gargalos” que é praticamente tudo o que depene do poder público, e há coisas que podemos consertar com muitas vantagens, esta é uma delas.
Há que se entender que a copa do Mundo são 30 dias e construir em nome de algo passageiro sem se criar a devida infra-estrutura é no mínimo UTÓPICO a menos que os empresários não estejam visando o retorno do capital por algum motivo que nem me ocorre. Mas poso antecipar hotelaria é altamente lucrativa, e com vantagens para quem vai construir um novo empreendimento, pode fazê-lo já como independente, ou com idéia de auto-suficiência. Então precisamos crescer sim mas criar a nossa própria estrutura tornando-nos cada vez mais independentes, e isso é possível, viável e recomendável.
Isto posto vamos a uma solução viável e inteligente para o problema que a administração municipal pode estar prestes a gerar, aliás, soluções há mais que uma, mas só uma.
*      Os empresários interessados na construção das trinta novos unidades hoteleiras juntem-se, construam 20 e paralelamente, e porque não nos espaço de algum ou alguns os hotéis supram a falta de espaços para eventos. Isto é viável principalmente neste momento amanhã pode ser muito tarde. Depois verem hotéis fechar, mas não se importarem com isso porque podem culpar a prefeitura, é o mesmo que dividir a incompetência e mediocridade mostrada por esta e já que alguém pode ser culpado, então tá tudo bem. Esta mentalidade é RETROGRADA.

*      “SE QUER QUE ALGO MUDE DEIXE QUE SEJA VOCÊ O AGENTE DESSA MUDANÇA, SENÃO NADA MUDARÁ.”
A Dna. Silvana aponta ainda que a falta de expansão de espaços para grandes eventos fará com que hotéis fechem, e não seriam estes hotéis de redes e sim empreendimentos independentes, e mais antigos.
Permitam-me discordar, embora o quadro apresentado seja plausível ele tem uma parte boa, é previsível, então “entra” quem quer, ou seja, há ações que podem e devem ser tomadas para que cada um se torne por si só muito mais auto-suficiente, e então não vejo porque seriam os hotéis de rede os menos atingidos. Muito antes pelo contrário e acreditem sei exatamente o que estou dizendo.
Planejem e façam-no como empresas independentes que são cooperativem-se ou centralizem uma administração para um bem comum e acreditem as vantagens são ENORMES.