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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Porque você investe e nunca vê seus dividendos?


Há no Brasil Administradoras que não distribuem dividendos há mais de dois anos, sabemos que: “não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”. Então porque não há dividendos por má gestão ou por contratos que só beneficiam um dos lados?

Jamais afirmaria que as duas, pelos menos as duas maiores administradoras do Brasil são incompetentes, eu conheço um pouco da história delas, e sei que o que não lhes falta é competência, mas então porque não distribuem dividendos? Simples, não sobra, mas isso é altamente questionável, se não sobra porque eles continuam pedindo aportes de capital quando na verdade vão continuar não distribuindo? Pior, porque vc dá em vez de trocar por uma Bandeira que só atua no sistema GANHA/GANHA.

Porque eles não fazem contratos como o da Áquia Hotéis, onde só recebemos se distribuímos dividendos se não há GOP a Áquia Administradora não recebe não achamos honesto receber usando a estrutura dos investidores e em troca apresentar relatórios cheios de números bonitos, mas que são altamente contestáveis e não suportariam uma auditoria feita por um Administrador da Áquia hotéis, ou por qualquer outro que conheça gestão e finanças hoteleiras.

A Áquia Hotéis administra seu empreendimento sem malabarismos numéricos, sem comissões sobre compras e outros serviços otimizando assim todos os resultados já que no final vai repartir dividendos com os seus investidores.

Conhecemos casos de administradoras que para completar o pool, ofereceram 1% ao mês a alguns dos investidores, e pasmem cumpriram, mas como o contrato prevê ao final de um ano apareceram “despesas necessárias” que levaram dos incautos tudo o que receberam e os recebimentos dos anos seguintes. Porque isso não acontece com a Áquia Hotéis? Simples, nosso contrato é vinculado a um planejamento anual onde consta tudo o que precisamos onde vão ser efetuados investimentos como e porquê e os valores previamente estimados. Sim isso é possível nós não somos mágicos somos administradores Hoteleiros, é diferente.

Pense bem onde está colocando seu investimento e se o resultado é satisfatório por favor continue, caso necessite mais esclarecimentos nossos profissionais estão ao vosso inteiro dispor. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Tem que ser uma Bandeira...

Quem já ouviu essa afirmação, e é uma afirmação que normalmente “entendidos” fazem de peito estufado.
Eu concordo, tem que ser uma Bandeira, afinal estar na mão de profissionais qualificados é muito importante, agora você quer profissionais qualificados - Ou - Profissionais Qualificados e comprometidos, e não pelas palavras, e sim pelas ações. Começa com o contrato.

Porque tem que ser uma bandeira tradicional? Onde isso está escrito e o mais sério e que parece que a imbecilidade da informação impede as pessoas de ver. Quem foi que disse que a bandeira lhe dá bons resultados? Onde isso está implícito no contrato que você firmou com eles? Lá garante 8% de resultado, depois este foi escamoteado em meio a números bonitos justificado, mas realmente não vem? Parabéns.

É muito comum ouvirmos alguns investidores normalmente de outro ramo dizer que ao construir um hotel, este tem que ser entregue a “uma Bandeira”. É mais comum ainda vermos essas bandeiras, ganharem dinheiro e deixarem o empreendimento porque segundo elas não ganharam tanto quanto acharam que ganhariam. E quanto mais famosa a bandeira, maior o risco de que isso aconteça.

A nossa pergunta é: Se conhecem tanto e se são bons administradores, porque não fazem um contrato como o nosso?  A “Áquia Hotéis” uma administradora dirigida por profissionais do ramo Garante seu lucro, e como isso se faz? Simples nós administramos o Seu Hotel, desde o minuto em que você decidiu construí-lo trabalhamos o mercado em que ele estará inserido, ou seja, o Hotel nasce fadado ao sucesso e não procurando “paradeiro” e cobramos uma pequena taxa até há inauguração e um percentual sobre GOP o (lucro operacional bruto) como remuneração após a inauguração, assim o lucro do investidor está garantido, já que se não houver lucro a Administradora realmente não ganha, uma vez que a taxa é realmente uma taxa e tem um destino desde o seu início e para isso será usada.
Fica a pergunta: - conhece alguma outra formula que garanta o lucro, ou o não pagamento à administradora de forma contratual caso este não exista? Pois que é exatamente isso que vamos escrever, somos premiados pelo que faremos e não por aquilo que o investidor vai acreditar que será feito.

Nos modelos de mercado o único que corre risco é o investidor. Ele paga à administradora que “lhe garante”, ou não uma determinada margem de lucro, que caso exista ainda pode ser embutida em “investimentos” no próprio empreendimento.

E por falar em margem de lucro, vou citar um exemplo que não é hipotético é real, mas por ele cada um faz a conta que souber e vê se o contrato com a administradora é ou não vantajoso.

Certo dia fui contratado para administrar um hotel que dava lucro, mas em função do capital envolvido o lucro era realmente pequeno, os números a seguir são reais, a operação deste empreendimento custava R$: 5.002.307,65 – este era o dado do mês anterior ao que assumi. Faturou neste mês R$: 5.598.239,50 – para fazermos a conta certa.
5.598.239,50 – 5.002.307,65 = 595.931,85/5.002307,65 = 11,91% - este era o lucro do hotel no mês anterior a eu ter assumido.

Eu tinha um contrato e um propósito fazer o empreendimento dar Lucro de verdade e só assim meu pagamento seria realmente o tratado, já que eu trabalhava com uma taxa, como neste caso a taxa era maior que o que cobro normalmente, a comissão final era menor e como sempre sobre o GOP. No dia em que fiz seis meses de empresa fui chamado pela Direção que se mostrava preocupada, pois os custos operacionais estavam subindo muito. Eu só disse: “isso é um número sozinho olhem o contexto e conversamos” nunca me chamaram para conversar, mas eu sabia.

No dia em que completei um ano renovaria ou não meu contrato dependendo da situação em que teria deixado o hotel. Chegou o dia e fomos para a grande reunião de onde sairia com o cheque pelos meus serviços segundo o contrato ou iria embora sem qualquer problema, era tratado e isso é sério, como disse uma vez um Senhor que me contratou: Só não vou assinar. “A minha assinatura vale tanto quanto o meu caráter, se você não confia nele, para que vai trabalhar para nós”. Honrou tudo o que tinha escrito, porém não havia assinado. Soube depois que a assinatura dele não valeria pela empresa e se algo acontecesse os responsáveis seriam outras pessoas.

Mas vamos voltar ao meu Administrado que dava 12% de lucro ao mês. No dia combinado lá estava à mesa com a tal água e cafezinho que nos faz perder tempo e não resolver nada e a diretoria de empresa. O hotel faturou no último mês deste meu primeiro ano de gestão R$: 33. 874. 725 10 – e realmente o custo operacional havia subido e eu sabia, e foram R$: - 11.462.330,76 dobrei o custo não admiti nenhum funcionário e o que será que eu fiz com o lucro, vamos ver:
33.874.725,10–11.462.330,76= 22.412.394,34/11.462.330,76 = 1,9553 ou 195,53%.

Bem eu vou deixar com os Senhores a decisão de renovar ou não meu contrato, mas eu ainda me reservo o direito de impor as novas condições.

Isto, segundo meu entendimento é a atitude de uma Bandeira Séria e consciente sabedora do potencial de mercado e como explorá-lo. Esta é Áquia Hotéis a Administradora que faz sua remuneração com desemprenho e dando a todas as partes igual oportunidade de ganho, sem malabarismos contábeis.

Não, nenhum hotel no mercado onde nós atuarmos tem sossego, eu normalmente quando me perguntam, mas a concorrência... sempre digo: espero que tenham uma drogaria por perto, porque eu vou dar-lhes apenas e tão somente, muita dor de cabeça.

É por isto que usamos e o tornamos cada vez mais forte o slogan que nasceu fazem 23 anos em Janeiro próximo:


“Não há hotéis que não dão lucro, há hotéis mal 

administrados”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CUIDADO COM AS MÉTRICAS


RevPAR

T RevPAR
Net RevPAR
(prejuízo)ou Ñ-?
GOP
GOPPAR
(Constatação)
(Métrica ou sopa de letrinhas)
Isso está com cara de “sopa de letrinhas”, e da forma como vem sendo apresentado eu acho que há uma boa razão.

Você já tentou se imaginar na cadeira de Warren Buffett ou de San Walter ou outro dos muitos Bilionários do Mundo?

Foi por eles, e para eles que nasceu a RevPAR, aproveitem e conheçam a definição vinda de lá, ou melhor, a forma de determina-la: porque a RevPAR existe?

Um dos Senhores mencionados acima, ou algum outro que anunciou certa feita ter meia dúzia de Bilhões de dólares para investir, foi ouvido por um corretor que sabia como convence-lo e disse-lhe, “chefe tem aqui um hotel. É um grande negócio”. (Deixe-me dizer ninguém que tem bilhões de dólares tem tempo para perder, por curiosidade grande investidor não usa poupança Brasileira, mas se usasse e perdesse tempo estaria perdendo R$-347,00 por minuto). Partindo desta permissa o investidor frente há possibilidade de investir num hotel perguntou: quanto cada apartamento desses me rende? Só isso, ele não é um Hoteleiro e pode ser que nunca seja, mas o resultado dessa equação: (quanto cada apartamento me rende) torna a decisão rápida e Boa para um investidor, porém para um gestor hoteleiro! Bem para o gestor eu vou deixar perguntas e quem quiser responde:

1)    Tenho um hotel com 200 – UHS acabo de receber um hospede que ficará por uma noite e ele paga R$: 200,00 pela diária, Ocupação=0,005% - ADR= 200,00 RevPAR – R$: 1,00 isto é bom ou mau?
2)     
UH
64
Tx. Occ
46%
Pax/M
1.572
Diária
R$ 399.873,00
Venda Paralela
R$ 289.694,00
Fat. TT Mês
R$ 689.567,32
RevPAR
R$ 374,56
ADR
R$ 438,15
Receita v//%
72,45%

Bem vamos entrar no mérito de como cada um se determina mais tarde, agora vamos ao que é importante o que acham dos dados acima? Eu acho que estão maravilhosos, afinal um hotel de 64 UHS tem um RevPAR real de R$ 374,56 e um ADR de R$: 438,15, numa ocupação de 46% é excelente. Mas isso não mensura nada em que pese os “especialistas” de plantão. Esse mesmo hotel gastou para operar, exatamente R$: 813.090,47, bem vamos completar agora um dado realmente importante o GOPPAR.


Como podemos ver, o Hotel gastou para operar mais do que faturou, logo todos aqueles números bonitos e bem parecidos representam um prejuízo se R$ 62,89 por apartamento disponível. A Realidade que não pode ser deixada de lado pelo gestor:

UH
64
Tx. Occ
46%
Pax/M
1.572
Diária
R$ 399.873,00
Venda Paralela
R$ 289.694,00
Fat. TT Mês
R$ 689.567,32
RevPAR
R$ 374,56
ADR
R$ 438,15
Receita v//%
72,45%
Despesa
R$ 813.090,47
GOPPAR
-R$ 62,26

Este é um dos perigos de se usarem para mensurar, medidas fracionadas que não apresentam realidade. (Infelizmente o quadro acima retrata muitos casos que atendemos, pois como especialistas em otimizar, somos chamados exatamente por isso e sempre com a pergunta: Tem conserto ou é melhor fechar)? Ocupação e Faturamento, eram da alçada do Revenue Manager do local, pode ser criticado? Eu diria que não, já que ele está com informações incompletas, pois os dados de faturamento estavam bons, bem eu fui informado de que as medidas adotadas deram, e sempre dão o resultado esperado, desde que implementadas e seguidas como deve ser, então desde final de Maio que não existem por lá mais números vermelhos.

Já que estamos mensurando resultados, outra das siglas da moda – AT – (Average Ticket) - ou - Ticket Médio – ou ainda couvert médio. No Meio de todas estas métricas a única que interessa ao excelente administrador é o RevPASH – (Receita por assento disponível por hora). Senão acompanhem.

No Almoço dificilmente a ocupação é superior a 45 minutos por pessoa no jantar isso se estende bem mais.

Teremos então um TM de R$: 40,21 quando na realidade o valor correto de receita é de R$: 28,15 este é o valor por assento disponível.

Vamos ter em mente que nós temos que pagar pelo espaço, então é este que tem que ser otimizado, e como isso funciona – atendendo o maior número de pessoas possível em determinado período de tempo.

DADOS
DIA
Quat. Lugares
100
Horas Uso
4
Med.Ocupação/Mts.
60
Capacidade Máxima
400
Atendimentos
280
Taxa Ocupação
70%
Receita Jantar
R$ 11.258,32
Couvert Médio
R$ 40,21
RevPASH
R$ 28,15

 Só para ilustrar se o tempo de permanência do cliente diminuir o seu RevPASH ou receita por assento disponível por/hora, também diminui, a menos que aumente o número de atendimentos.

DADOS
DIA
Quat. Lugares
100
Horas Uso
4
Med. Ocupação/Mts.
50
Capacidade Máxima
480
Atendimentos
280
Taxa Ocupação
58,33%
Receita Jantar
R$ 11.258,32
Couvert Médio
R$ 40,21
RevPASH
R$ 23,45

Por outro lado verificou no segundo quadro da postagem a sigla “Receita//” = “receita paralela” que é tudo o que se vende que foi em função de termos vendido a diária. E nos hotéis há índices ideais e factíveis de receita paralela, então se esta receita é em função do rooming night, porque deixa-la fora do cálculo da RevPAR, como vêm os sites de consultoria sérios de onde veio a sigla não a excluem e nem devem excluir. As faculdades Europeias onde o MBA em RM é oferecido MBA sim trata-se realmente de uma Filosofia de gestão, também não as excluem. Mas vamos aos casos em que pode e tem que ser excluída:

Na Hospedaria – Lugar que vende espaço para dormir.

Em “Hotéis” onde todos os serviços foram terceirizados. (hospedarias modernas ou hotéis sem identidade definida) Fora estes dois casos toda a receita gerada em função da diária ou pelo senhor hóspede tem que entrar no cálculo da RevPAR. Mas chamo a atenção para o exposto acima – RevPAR não deveria ser um número para gestor e sim para Investidor, como é na realidade, foi para isso que ela nasceu e RevPAR é RevPAR e não aquele monte de sopa de letrinhas inventado cada vez que alguém tem essa ideia. Existem outras siglas sérias e que determinam valores confiáveis e rapidamente compreendidos.


São de opinião que o gestor deve ter em mente, ou para fácil consulta valores percentuais ou mesmo numéricos que permitam decidir qualquer assunto em alguns segundos. É inconcebível parar um Hotel ou uma organização para se discutir o preço que se vai cobrar nas olimpíadas de 2015 por exemplo, ou um evento para 2018. Porém estes números finais necessários à comercialização ágil e saudável precisam estar fundamentados com muita seriedade e numa atualização quase diária, mas qualquer bom controler tem isso nos seus lançamentos diários trata-se de uma atitude quase automática que o bom gestor cria as condições necessárias para que aconteça.  

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Áquia Administradora de Hotéis

Administrando por Competência
Temos hoje no Brasil muitas administradoras de Hotéis e talvez a maior do Mundo, o modus operandi delas é mais ou menos compatível e suas características muito semelhantes. Conheço algumas de menos relevância que não conseguem sair muito do sistema “despindo um Santo para vestir outro”, ou seja, no conjunto dão lucro, mas se fracionar em alguns casos a maioria das Unidades não de mantem. Claro que para nós da Áquia é incoerente o Slogan que veio da Águia Consultoria está intrinsecamente ligado a tudo o que fazemos em Administração Hoteleira, “não há hotéis que não deem lucro. Há hotéis mal administrados”. E é assim e só assim que entendemos a Hotelaria, uma Indústria complexa, porém sempre lucrativa para Hotelaria não há crise. Há modelos de gestão que levem ao Lucro em situações diferentes.

Até por isto nós da Áquia não compactuamos com as remunerações naturais das administradoras hoteleiras tradicionais, o valor a desembolsar mensalmente pelo empreendedor é realmente irrisório jamais pagaria um Gerente competente, a diferença está em que nossos honorários proveem do GOP. Para quem não está familiarizado com as siglas se o Empreendimento não der lucro nós não recebemos. Por isso precisamos dar lucro.

Outra modalidade pouco difundida e cada vez menos usada são os arrendamentos, Não é exatamente o nosso forte, porém eventualmente estudamos possibilidades e até os viabilizamos. Porém os proprietários precisam ter alguns cuidados. Vamos tomar por base um desses milhares de Km de Litoral que temos e estão altamente sujeitos a sazonalidade, fazendo contas a ocupação média anual fica em torno do 40% e embora não precise ser deficitária é muito baixa. É comum estes lugares serem dotados de charmosos, mas pequenos empreendimentos tipo 20 ou 30 UH’s um concorrente aluga sua propriedade qual você acha que é a atitude normal de quem está e não pretende sair? Entrar em negociação. 

Afinal eu já tenho uma estrutura e 40% de Ocupação para que eu quero a segunda. Simples eu transformo a Minha em um estrutura com 80% de ocupação, desvio os Hospedes da Locada para a Minha. Depois tenho como sempre duas alternativas. Uma e a mais fácil a famosa lei do menor esforço. Pego a locada chego num acordo e devolvo. De lá tirei tudo o que me interessava. 2ª faço nova clientela para a propriedade locada, sem me preocupar que tipo tudo o quero é “livrar” o aluguel. Ou seja, na melhor das hipóteses eu baixo tanto o nível da propriedade locada que melhor fora entregar. Este é um dos grandes perigos da locação.


A Administração nos dá mais seriedade aos negócios, e no nosso caso remuneração é insignificante se não houver lucros.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

As Noções deturpadas e a GRANDE Diferença.


Já publiquei neste blog e em outros meus, assuntos sobre diluir ou reduzir custos e sobre gestão, e parece-me que não me expressei como devia, desculpem.

Um destes dias em conversa com gestores alguém se vangloriava de ter feito seus assessorados gastar menos X ou Y com determinados componentes.

Eu ensino nos meus cursos que redução de custos é mediocridade e já vou explicar isso, mas deixe colocar a REGRA DE OURO: Custos se DILUEM – Despesas se DIMINUEM e Receitas se GERENCIAM, este é o grande segredo, o Gerenciamento de Receitas pomposamente apelidado de (Revenue Management).

Eu tenho um recorde que mesmo no meu caso foi único, principalmente porque era um Hotel que não dava prejuízo. Em um ano de Gestão dobrei os CUSTOS e SEXTUPLIQUEI as receitas, isso representa um Lucro Líquido Final de 76,11% como falo de LÍQUIDO... interessa? Isso representa um GOP de 190,43% pois é, em momento algum, nesta gestão me preocupei em o que não gastar, mas onde Ganhar como quando e quanto.

O primeiro Hotel que gerenciei no Brasil, ao final de 8 meses de gestão o Presidente me chamou à sua sala, e pelo “jornal corredor” eu estaria sendo demitido.

Lá fui eu ver o que o SR. O.F. queria, e ele muito sério me disse: “Sr. Rui há oito meses atrás o nosso hotel gastou na operação R$. 289.134,18 este Mês, nos gastamos R$: 398.834,98 - , ou seja, o Senhor elevou em 37 quase 38 % nossos custos e isso é muito sério”.
Concordam que eu tinha que concordar com mais este “hoteleiro”? e concordei. Só que respondi com uma pergunta, aliás Duas.

** Senhor O. qual foi a diferença entre o que o Senhor gastou e o que o senhor faturou há 8 meses atrás? O Homem se assustou com a pergunta e disse. O Valor. – eu rebati, que percentual representa essa receita em relação ao faturamento? Ele levou uma eternidade para fazer uma continha óbvia o que em nada me assustou e depois de falar com um sobrinho economista me disse: A diferença era muito boa Sr. Rui, nós tivemos um Lucro de 89,98% (Não era Lucro, era diferença entre quanto custou para gerir o empreendimento  e o  faturamento) a diferença é muito grande. Mas como GOP estava certo.

Minha pergunta continuou Sr. O. - Fale com seu sobrinho e descubra qual é o percentual de diferença entre o que eu Gastei este Mês e o Que nós Faturamos? O Homem era careca e depois de ficar muito vermelho e coçar a careca disse, segundo o meu sobrinho o crescimento do nosso faturamento em relação aos custos foi 143,32% superior ao do mês em que o Senhor Iniciou, quase dobrou?

Passei a dominar a Conversa, Senhor O. – Qual é a sua dúvida o Senhor quer que eu reduza custos ou que eu Gerencie o Hotel e dê Lucro, porque qualquer gestor deve saber que um GOP de 90%  está muito próximo de não representar lucro real.

O Homem se enrolou todo disse que ia estudar melhor que não tinha olhado para isso.

É a mesma porcaria das tais RevPAR da moda. Me digam uma coisa, só uma perguntinha Você tem um Hotel de 200 UHs  sua diária é de R$ 200,00 Ocupa uma UH – sua ocupação é 1/2 % sua diária média é de R$. 200,00 Certo? Bem sua RevPAR é de R$. 1,00 – A RevPAR é boa ou ruim???? Alguém quer responder?

O que eu quero deixar claro é que faça o que tem que ser feito e caminhe para a frente e para cima. Custos não se Reduzem se diluem, receitas se Gerenciam, não tem o menor interesse o que eu reduzo de custos se não aumento a diferença entre estes e o Faturamento de forma consistente, e a única forma de construir essa forma sustentavelmente é DILUIR CUSTOS para isso precisamos MAXIMIZAR E OTIMIZAR RECEITAS - TODAS -.

A Regra é aumentar a diferença substancialmente entre o que Faturamos e o quanto custou para gerar esta receita. E Tudo isto sai sempre e Só da consciente Gestão de Receitas, aqui conhecido como Revenue Management.

Sucesso e cuidado com os caminhos trilhados, na maioria das vezes o ditado popular é uma triste realidade. Ele diz: “A economia é a base da porcaria”.