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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Gestão Hoteleira bem Fundamentada

Em 2010, exatamente no dia 9 de Fevereiro, eu iniciei os cursos de Revenue Management pelo Brasil, uma Amiga me disse: “rui, não tinha melhor dia para você começar”. – Eu não entendi só depois me toquei que era dia do meu aniversário.
Tudo iniciou porque li, em um dos milhares de blogs da blogosfera um artigo que falava de Revenue Management, misturava-o com Yied e era uma salada sem pés nem cabeça e a compreensão instantânea de que a autora não entendia nada do que estava escrevendo, tinha ouvido o galo cantar e não sabia de onde isso vinha.
Nessa data e pela leitura do artigo eu tive respostas para dezenas de perguntas que me atormentavam, mas a principal era: A maior parte dos colegas (gerentes de Hotel) sabe tanto ou mais do que eu, gerenciam hotéis iguais ou melhores que o meu, têm muito menos rentabilidade que eu? – Ao ler sobre RM no abençoado artigo eu tive as respostas. O Brasil parecia desconhecer este filosofia de Gestão.
A gestão feita por quem conhece, não depende só do seu conhecimento, ela depende, isso sim, DO QUE VOCÊ FAZ COM O SEU CONHECIMENTO, da forma como você o usa e aplica, é isso que faz a diferença, é isso que Administrando Hotéis restaurantes e estabelecimentos afins desde os 19 anos de idade, me permite afirmar: “Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”.
Descobri que se usa o Revenue Management separado de um centro de custos que a maioria dos hotéis não tem e muitos dos gestores não sabem nem como fazer, posto que até me dizem, é impossível mensurar consumo de luz por UH ou de água. Tudo o que você paga, tudo o que custa dinheiro é mensurável. Tudo.
O que as pessoas não sabem é que um processo de RM começa operacionalmente os primeiros 3 passos são operacionais, só a partir do 4º entramos com finança, e outro detalhe, o Revenue Management trabalha sempre e só com preços de venda, mas como você vai vender, ou melhor por quanto você vai vender se não sabe quanto custa, você sabe qual a oscilação do seu preço de custo, sabe a proporção em que isso se dá, e meia dúzia de outras perguntas que 98% dos RM no Brasil não sabem responder, por estarem isolados do Yield Management.
Vamos entender onde nasceu o nosso Revenue Management, pois nosso interesse é hotelaria: em meados da década de 70 a AA-American Airlines, teve grandes problemas financeiros, então seus Diretores de Finanças debruçaram-se sobre intermináveis planilhas de custos para poder chegar ao veredito e descobrir o que poderia ser feito para que se revertesse esse processo de perca eminente. Descobriram nesse processo que se conseguissem uma redução de 5% nos custos teriam um aumento de 3% nos lucros finais.
Em todo este processo estava um sujeito vendo e pensando em tudo isso, pois este seria um processo que além de dificuldades teria uma conotação antissocial para um resultado que seria duvidoso em longo prazo pelo impacto social, este “caladinho” começou a fazer as contas ao contrário, o que aconteceria se ao invés de ficarem com estes três por cento de lucro eles enxugassem custos sem o impacto social e maximizassem suas vendas em 5% num total de todos os seus mercados e produtos, e o cálculo deixou claro que o lucro neste caso passaria de 3% para algo entre 20 e 50%. (Mesmo depois destes estudos ainda tem gente que fala em redução de custos, mas tá).
Nasceu aqui o Revenue Management, ou Gerenciamento de Receitas, ele partiu de estudos de e em Yield.
Como devem ter percebido tudo começou com planilhas de custos. É a este processo o de gerenciamento de custos se dá o nome de YIELD (custos, rendimentos), é o Yield Management que foi implementado e teve seu inicio recente com a administração científica de Taylor e Fayol. O Revenue Management que usamos data da década de 70 e a primeira empresa hoteleira a praticá-lo foi a Marriott, posto que no processo da AA havia uma pessoa ligada à empresa hoteleira que ao entender o processo implementou-o.
Quando você faz como se vê por aí, e tem um Revenue Manager com autonomia tem frequentemente o quadro abaixo:
REVPAR
Em sã consciência, alguém pode culpar o Revenue Manager de estar errado? Bem se traduzirmos ao pé da letra e fizermos como é da moda, o Revenue Manager tem autonomia, não pode ser recriminado, a Receita, que ele (seria) responsável por gerenciar, está ótima, mas como não há a integração correta o empreendimento dá prejuízo, e isso não é, nem raro, nem um caso isolado. Neste empreendimento não havia desvios.
Tarifas flutuantes. Há pessoas, “consultores” que predeterminam tarifa flutuante. Vamos dar o nome certo, a tarifa é dinâmica e muda à hora e na hora que se fizer necessário e não previamente determinada, o processo leva alguns segundos. Ela pode ser de 120,00 e de 1.200,00 no mesmo dia, claro que isso precisa estar: 1) fundamentado 2) dentro da lei, não vamos atrair fiscalizações desnecessárias.
Vamos entender o que é Revenue Management, eu explico no curso, mas li um destes dias num artigo escrito por um competente gestor e achei o máximo, por ser verdade, uma simples e grande verdade: “É a arte de melhor maximizar resultados em qualquer tipo de administração em que possa ser implementado.” E isso é apenas e tão somente – verdadeiro.
O maior problema é que Revenue Management não é para todos, pois que ele é:
Uma Cultura (envolve toda a empresa);
Uma filosofia de Gestão (não algo isolado);
É estatística e matemática (tudo é mensurável e tem que ser);
É uma prática diária e continua (todos os dias há pequenas rotinas a seguir);
É muito analítico e pouco comercial (o departamento comercial é o maior beneficiário);
É pragmatismo e assertividade (Nós não reagimos aos mercados eles trabalham para nós);
Paralelo a esse quadro temos algumas características indispensáveis à implementação desta filosofia de Gestão, mas todos os empreendimentos ligados à hotelaria têm essas características, então a filosofia mais lucrativa para nossa gestão é a do Revenue Management pleno indiscutivelmente.

Além da hotelaria, podem beneficiar-se desta filosofia:

Companhias aéreas (onde nasceu) – Locadoras de Veículos – Empresas de Eventos – frigoríficos – fábricas de massas e biscoitos – fabricas de manufatura, Etc.

Nossos próximos cursos são: –

São Paulo 29.07
Jaraguá do Sul - 31.07

terça-feira, 14 de julho de 2015

E as Remunerações...

Fui Gerente Geral de Hotel; comercial; Operacional e Gerente de A & B. E em todas estas gerências o meu maior ganho sempre foi sobre resultados. Há casos e eu participei desse tipo de prática em que o Gerente Geral e o Subgerente, ou no sistema Americanizado outros gerentes ganham sobre faturamento geral bruto. Sou contra essa prática fora dos cargos que enumero GG – Subgerente, Gerente Comercial e Gerente de A & B só devem ser remunerados sobre GOP ou LUCRO.

No caso do GG isso foi muito comum, nenhum de nós que sabia o que era hotel e gerenciava hotéis acima de 150 UHS aceitava uma comissão sobre faturamento superior a 3%, pois nós sabemos exatamente o que isso representa, nestes casos era natural o Sub ter comissões até 70% das do GG. Agora Gerente Comercial e Gerente de A & B jamais são comissionados sobre faturamento total, eles são remunerados sobre o GOP. Em outras palavras se não há lucro eles não ganham, só assim é possível ter profissionais competentes e realmente interessados no empreendimento “profissional” que ganha sobre faturamento na melhor das hipóteses dá prejuízo. E isso é Matemático.

Há tempos uma rede me perguntou se eu queria a direção de operações, eles queriam me remunerar sobre o faturamento Geral Bruto, mas tinham certo número de hotéis muitos dos quais não davam lucro. Ofereceram-me 3% sobre o faturamento da rede. Não precisamos dizer que não aceitei. E propus 15% sobre o Lucro e 0,5% sobre o faturamento das unidades em dificuldades, e assim que estas saíssem entraríamos nos 15% fosse sobre que valor fosse. Mas, sobre lucro. E Jamais sobre faturamento. Deixem-me lembrar:

“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”.

e isto independe de CRISE, depende de competência conhecimento e dedicação.

Não há como um profissional competente tentar fazer sua remuneração sobre faturamento geral bruto, e este valor ser superior a 3%, e isto apenas e tão somente para GGs.

Mas isso não se estranha, já que estamos na era do “venha a nós o vosso reino” o que é muitíssimo estranho é um empresário aceitar pagar a um individuo que se diz profissional, sobre o faturamento bruto, já que:

1º O “dito profissional” nesta condição não tem a menor necessidade de saber o que é lucro ou deixa de ser, o que ele quer é fazer volume.

2º Alguém que vem com uma proposta dessas é tudo menos profissional. E São aceites, depois falam de crise rsrsrsrs é… Assim tem crise, só que sempre.

domingo, 21 de junho de 2015

Gestão de Hotéis e Restaurantes


Há muito escrevo sobre isso de forma separada, mas vamos lembrar que é impossível separar o inseparável, afinal o restaurante ou a “restauração” faz parte da hotelaria, o que muitos esquecem, ou mesmo dizem não esquecer, mas seus atos não confirmam suas palavras, é que além de ser uma empresa dentro de outra mesmo que ligadas ao mesmo CNPJ, é necessário que as administrações sejam separadas, completamente separadas e assim entendidas.

     Um bom motivo para isso, e é um dado para administradores experientes, então muitos dos que vão ler não conseguem entender, em Hotelaria o custo fixo é muito alto e o variável é baixo e essa distância é constante, em restauração o custo fixo também é maior, mas ele pode ser atingido pelo variável, ou seja, em restauração o custo variável é altamente flutuante e ao contrário do que se possas pensar isto é bom, desde que tenha por trás um gestor ciente disso. Mas como disse anteriormente é uma gestão complexa e precisa ter muitas certezas e bons conhecimentos além de ter feito muito cálculo para se saber que isso é uma verdade fundamentada.

   Vamos à nossa razão de ser: o Senhor Hospede, em Hotelaria ou você tem Hospedes ou você não tem nada, Hospede a gente fideliza, já em restaurantes você sempre tem clientes, quando temos um restaurante de Hotel, este tem os dois tipos de pessoa o Senhor Hóspede e o Cliente, notem eu não disse que não se fideliza cliente, mas em restaurante, em Hotel não.O Cliente em Hotel é volátil, troca você com muita facilidade, em restaurante é fidelizável, e ou você o fideliza ou troque de ramo.
  Embora expandido eu fiz estas considerações para que seja possível falar e entender sobre a terceirização de restaurantes em Hotel. O explorador na maioria das vezes não é hoteleiro e isso fica muito sério porque ele não está ali visando o Senhor Hospede e sim o “sr. Bolso dele” Administrador, por vezes isso nem chega a ser má vontade, mas é com certeza falta de saber que:  1º O Senhor Hospede não quer saber se o restaurante é ou não do Hotel, para ele é.

  2º A última impressão pode estragar ou consertar tudo, porém porque estaria o responsável pela exploração do restaurante consequentemente pelo café da manhã preocupado com isso? O restaurante é o negócio dele, o Hotel é seu.
  Temos a solução desse problema quando a empresa que explora o restaurante é composta por administradores e chefias que têm uma vida ligada há hotelaria, nós sabemos não só da importância do restaurante para o Hospede como para nós, uma vez que estamos integrados ao Hotel e o Senhor Hospede é por nós atendido, quanto melhor ele se sentir mais pessoas do mesmo nível atrai, é um jogo de Ganha/Ganha, e como eu disse à pouco, cliente de restaurante também se fideliza, e se estamos lidando com Cliente/Hospede esta necessidade é ainda maior. No entanto, quando este quadro não está claro o Grande prejudicado é o Hotel, o que aparentemente não é problema da administradora do restaurante.
É neste senário que a Áquia Hotéis, com seu Now How de mais de 40 Anos com alguns continentes do Mundo no currículo, com experiências que juntam quadros que fizeram parte operacional e Administrativa de cadeias como a Ritz a Marriott, a Carlton, Sheraton e outras, passaram a atuar na Gestão e operação de restaurantes de Hotéis que precisem ou desejem terceirizar sua área de A & B. Para isso contamos em nossos quadros Operacionais, Profissionais como o Chefe Marcelo Santos, responsável pela implantação dos primeiros quatro Marriott da América do Sul profissional com esta e outra grande experiência em equipes profissionais sempre voltados para as áreas operacionais e sua otimização. Junte-se a ele Andrea Lewinsky Renomada Chefe executiva com várias premiações internacionais e honrando nossa cultura -  http://goo.gl/0Kfjzu uma das mais relevantes verificou-se há menos de um ano em Oman onde não só foi premiada como o fez depois de montar e colocar em Operação vários restaurantes e com três meses de Operação era comtemplada pelos trabalhos apresentados por uma das casas que dirigia. São estas e outras pessoas com mesmo nível que compõem nosso quadro de responsáveis pela operação, teremos entre nós em breve uma Ítalo-brasileira que trabalhos com profissionais como Trois Gross, isto por si só dispensa qualquer outra apresentação, a manutenção e segurança da qualidade e integridade do produto usado para confeccionar nossos cardápios é prioridade absoluta.
É com um quadro como este e com a gestão de quem sabe exatamente como proceder para que de cada empreendimento se tirar a satisfação e atendimentos que o Senhor Hóspede/Cliente merecem que a Áquia Hotéis inicia pela Bela Capital Paranaense a sua gestão de restaurantes podendo ou não incorporar a Gestão da Unidade Hoteleira correspondente.
Hoje nosso slogan está mais forte que nunca e nossa equipe é preparada para ganhar nas crises, porque fora delas qualquer um ganha.

“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”.
Isto vale para restaurantes. E isso não tem nada a ver com crise, tem a haver isso sim com competência conhecimento e Gestão adequada.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Bandeiras Hoteleiras: – é ou não interessante


Como tudo na vida, tudo é uma questão de depende, eu jamais faria um investimento de 50 ou 100 milhões sem saber:

1º Quanto isso me rende;

2º Em quanto tempo terei meu Capital de volta;

3º O que preciso para Administrar isso...

Bem esta lista é longa, mas nada que um estudo consciente e competente de avaliação de mercado não possa responder detalhadamente, às vezes os futuros pretensos empresários acham caro pagar 30 ou 40 mil por um serviço consciente e profissional e empatam milhões, poderiam com certeza, economizar muito mais que isso se iniciassem com o Estudo de Viabilidade. A maioria que esquece isso, cinco anos depois se arrependimento matasse já estariam gelados, mas ainda assim mesmo há quem diga: “eu não preciso”.

Depois veem as Administradoras, que em sua maioria nunca entregam o que prometem, e quanto mais famosas são, mais especialistas se tornam em ganhar dinheiro com o que não lhes pertence e assim que o lucro começa a diminuir, ou que o risco aumenta elas entregam o seu prédio e passar bem. Isso é desonesto? Não sei afinal tem tanta gente aceitando que parece um bom negócio, só que é um bom negócio unilateral, e eu nunca vi um contrato que só contemplasse uma das partes, como nestes casos.

Tenho conversado com empresários que por outros afazeres entregaram seus hotéis a Administradoras que são especialistas em Marketing de imagem, vendem gato por lebre e estes dizem constantemente: “Nunca vi e não consigo entender como exigem tanto aporte de capital”. Para nós isso soa como um termo bonito para extorsão, não fazem o que tem que ser feito, têm contratos que os ajudam a ser “incompetentes” em tese, porque as administradoras ganham e se não ganham elas entregam, só quem não ganha é o “empresário, ou alguém assim intitulado” – porque nas escolas por onde andei e nas Grandes biografias de excelentes administradores que conheço diz-se: “Negócio que não dá lucro se liquida”. E esta é a verdade. Então as administradoras ganham e os verdadeiros donos “Dançam”.

É por isso que só entendemos um tipo de contrato de administração, e é o único que entendemos por honesto, já que ele contempla sempre ambas as partes, ou seja, está no sistema Ganha/Ganha. Se Ganha sobre o GOP. Aqui todos ganham.

Nós Administramos qualquer Hotel que aceitarmos administrar com valores entre 15 e 70 mil reais, e quando se chega neste valor eu passo a falar de hotel ou Hotéis que somados ou individualmente tenham acima de 350 UHS. Vivo há 40 anos sob a sombra de um slogan que criei há vinte e quatro:

“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”.

Então se tem um ou mais hotéis na mão de uma administradora e esta precisa de aportes constantes de capital das duas uma ou só tem um ganhando, ou a Administradora está perdendo o seu dinheiro, assim fica fácil.

Administradora competente recebe os seus proventos sobre os resultados do GOP. Ou não há GOP não recebe. A Taxa fixa de que falei acima é uma taxa que suporta a parte comercial sem a qual não há como lançar o seu empreendimento, mas é bom que isso seja feito também por um ou vários profissionais qualificados, e eu sempre digo se você não sabe fazer, como pode mandar alguém fazer ou contestar o que um possível dito profissional diz estar correto?

O Profissional seja de que ramo for quando administrador precisa primar pela transparência de suas atitudes, e o grande executivo é aquele que por qualificar pessoas ao seu redor pode a qualquer momento se tornar dispensável.

Pense bem, os administradores de seu Hotel honram completamente as promessas da propaganda inicial? Se não, que tal conversar? Lembrem-se:

Não há hotéis que não deem Lucro. E ele é muito maior do que os leigos e às vezes os nem tão leigos imaginam. O Quadro abaixo é de um Hotel existente, não identifica o titular, é um consultado e acreditem dá para se fazer muito melhor:


Vamos incrementar os cálculos deste quadro, partindo do princípio que este hotel fosse administrado por nós e o proprietário recebe 30% do GOP. Teríamos então: GOP= 2.073.110,00-653.191,18=1.419.918,82

Valor do GOP1.419.918,82  (1.419.918,82 X 30%=425.975,65) Em um mês onde a operação do empreendimento custou 653.191,18 o Proprietário teve seu capital de volta e mais 425.975,65 ou seja 65,22% de lucro sobre o investimento do mês. Como nossas taxas de Administração variam entre 22 e 35% vamos para uma média 28% hipotética.

Administração pressupõe transparência:
Valor do GOP
1.419.918,82
Proprietários
425.975,65
Administradora
397.577,27
Caixa
596.365,90



“Vamos esclarecer algo que pode ter a esta altura passado despercebido, este hotel é administrado pelos proprietários, os cálculos que coloco preveem a hipótese de ser uma administração nossa.”

Alguém vai me perguntar: e esse 596 mil que sobraram?  Não sobraram, vamos administrá-los já que eu sei que neste caso os custos mensais, não incluem férias, 13º e respectivos encargos assim como não fazem provisionamento para trocas necessárias temporárias de roupas de cama mesa e Banho – minibares –colchões – aparelhos de ar condicionados, etc. 

Mas assim mesmo esses 596.365,90 valor que varia e vai acumulando a cada um a três anos é uma questão a convencionar serão entregues aos proprietários com as respectivas demonstrações.


Como veem a Boa Administração Hoteleira é um grande negócio, a pergunta é: Quem está Administrando seu empreendimento tem estes resultados? Este resultado depende no caso de um Hotel deste tamanho da sua localização. Pense, sempre podemos conversar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sério e Rentável: Revenue Management

Faz um tempo que não falo diretamente de RM, na verdade Revenue Management é apenas e tão somente uma Filosofia de gestão, e não é para todos:
Revenue Management é uma Cultura
 Revenue Management é uma filosofia de Gestão
 Revenue Management é estatística e matemática
 Revenue Management é uma prática diária e continua
 Revenue Management é muito analítico e pouco comercial (mas é desta análise que sai o fundamento para o comercial rentável e consciente)
 Revenue Management é pragmatismo e assertividade
 Revenue Management é por si só o inicio e o fim de toda a Política / Modelo de
negócio Hoteleiro e como tudo tem um início, mas neste caso não tem fim.
No nosso entender a mais completa que existe já que ela engloba todo o empreendimento e envolve todos os colaboradores, precisa, como boa filosofia de gestão partir de cima, ela tem que passar “de pai para filho”, assim fica mais fácil entender que a permissa é sempre da diretoria, superintendência, gerencias, supervisões até ao último dos colaboradores o que nada o impede de não vir a ser o gerente de amanhã.
Por comodidade ou conhecimento reduzido ou conveniência se fala muito que o Revenue Management é a arte de vender o produto certo, pelo preço certo ao cliente certo, no momento certo pelo canal certo. Só que isto é só um pouquinho do todo. Nos meus 42 anos de Revenue Management dois dos quais saí da hotelaria para montar o sistema no maior frigorífico da África do Sul, aprendi quais as empresas que podem se beneficiar desta filosofia de gestão, além das tradicionalmente enumeradas como cias aéreas, hotéis e agencias de aluguel de autos. Isto foi o começo, e exatamente nesta ordem. Mas por curiosidade deixo aqui quais as características que uma empresa precisa ter para poder nela ser implementado um sistema de RM, ela precisa atender seis quesitos principais, a saber:
  1. Capacidade finita
  2. Stocks perecíveis
  3. Micro segmentos de mercado
  4. Procura variável e incerta
  5. Produtos que podem ser vendidos ou reservados antes do consumo
  6. Baixas razões custos variáveis X custos fixos
Estas são as características básicas para se montar um sistema de RM, há umas pequenas variáveis, mas há aqui coisas imutáveis, e estas não se aplicam à hotelaria.
Na verdade o Revenue Management e: -
“Revenue Management é a arte do posicionamento estratégico, maximizando lucros com base da demanda e previsões, otimizando resultados fundamentados em cálculos econômico financeiros, disponibilidade e sazonalidade”.
Então causa-nos espanto, quando ouvimos alguém falar em Revenue Management e defini-lo, por exemplo, assim:
A aplicação de RM permite ao gestor lidar com as variações de demanda, aproveitando as ocasiões de maximização de receitas em cada cenário diferente, de alta ou de baixa, através do melhor gerenciamento dos seus inventários e preços e da utilização de estratégias de vendas e distribuição mais lucrativas”.
Porque isto nos espanta, explico: “aproveitando ocasiões” para o gestor que usa esta filosofia, as ocasiões independem de época e se fazem no dia a dia. É por isso que o gestor que usa esta filosofia rentabiliza muito mais que qualquer outro.
Fazem ainda referências à variação de ADR (Diária média) Versus (RevPAR) escrevi um dia destes num artigo uma pergunta sobre o resultado de um cálculo, (o correto e universal) da RevPAR. Precisa principalmente do conhecimento da aparição desta métrica.
Sabemos hoje que em hotelaria assim como qualquer outro segmento a melhor e mais fiel unidade métrica é o GOPPAR, os grandes gestores das maiores cadeias de hotéis do mundo estão altamente focados neste índice.
Quando se fala de tarifa dinâmica, flexível, flutuante ou qualquer outro nome que se queira dar às tarifas que realmente rentabilizam, é preciso não esquecer que tal como elas rentabilizam resultados são mais eficientes quanto mais andarem nos extremos, para isso é necessária uma bem fundamentada planilha de custos e sua correta manipulação pelo gestor competente, pois que em RM se trabalha sempre e só com o preço de venda, esse RM de que falam, pois o verdadeiro está ligado ao YELD e este sim tem os preços de custo o ideal e realmente rentável é usar os limites, ou seja, se você não sai da zona de conforto é mais um entre a maioria e ali vai ficar, quando algo acontece precisa imediatamente correr em busca de soluções, quando navegamos com menos conforto, mas com mais atenção e devidamente fundamentados, ganhamos tempo e dinheiro na hora que os outros, (concorrentes) vão atrás de soluções.
Num dos cursos fechados que ministramos um destes dias o presidente da empresa, quase no final disse: enfim, funciona, mas funciona porque requer mais atenção. Exatamente até que toda uma equipe saiba o que acontece, porque acontece e as vantagens, é preciso implantar a filosofia.
Enfim, 40 anos após a primeira aula, posso dizer que em hotelaria, ou melhor, em gestão hoteleira não há nada melhor no mundo, mas tem que estar devidamente fundamentado e não necessita de nenhum sistema automatizado caro e sofisticado, planilha de Excel rentabiliza bem até 1.600 (mil e seiscentos) apartamentos, daí para frente eu nunca fiz, mas acho que não teria problema em controlar 16.000 – claro ia dar um pouco mais de trabalho.
Conheça nosso curso, o livro didático fica com os participantes e inicie-se na arte de rentabilizar hotéis, algo que fazemos há 40 anos.
SUCESSO. Eu pude você também pode.

terça-feira, 20 de maio de 2014

OTIMIZAÇÃO

Águia Consultoria Especializada
nós sempre conseguimos
Algo a Mais,
Em parte é uma palavrinha que confunde muita gente, pelo corretor ortográfico somos alertados que pode ser considerada um neologismos, para nós faz parte de nosso dia a dia há mais de 40 anos. É nisso que somos especialistas, OTIMIZAR.

Como exemplo, o que acha de um Hotel com pouco mais de 100 UH’s que te liga para solicitar seus serviços porque tem uma situação que não entende, pois ela não parece correta.

Bem vamos descobrir o que se passa, e descobrimos que fatura mais de 700 mil/mês e não consegue pagar as contas. Mas isto não é o pior, aqui nós temos uma ocupação média de -50%, ou seja uma receita média por apartamento que realmente se encontrava um pouco acima de 400 reais. Mas no final do mês o dinheiro não dá para pagar as contas.

A situação é muito mais comum do que podem imaginar, e a maioria dos consultados diz – estão roubando, (pode) há a facção dos moderninhos que “entendem tudo de Revenue Management” e dizem – precisa de um “Revenue management” Por favor, em português isso é: (gerente de receitas), mas a receita está Ótima e está mesmo. Então!!!!

Então precisa de alguém que conheça realmente de Administração Hoteleira, e este profissional conhece todos os setores, todas as operações e como eu costumo dizer, conversa com os números, são estes que nos dizem o que deve ser feito e o que está acontecendo. E até mesmo se estão ou não roubando, sem interferências externas ou opiniões seja de quem for. Situação abaixo:

UH’S                               1656                                  2186
R$:                              765.072,00                        915026,11

O quadro acima tem dois meses um subsequente do outro, o que acham desses números? Acredite, há um crescimento nítido porém esses números preocupam ou alertam qualquer Administrador consciente e conhecedor de mercados e finanças. Quem quiser pode me dizer porque – se quiserem perguntem eu responderei, mas como o meu sócio deve ler isto ele acabará esclarecendo – ou não.

Acredite, podemos otimizar qualquer Hotel em Operação e num período curto podemos chegar a uma otimização na casa dos 30%. Isto Analisando e treinando seu “staff” para que a operação siga no sentido de maximizar, Otimizar e não deixar que aconteça a situação acima, e se acontecer temos consciência plena da que ACONTECERÁ -  acreditem é uma situação de Alerta.

O meu hotel vai sempre render mais que o seu, desculpe mas eu faço isso há quarenta anos, em todos os mercados onde passo SEI FAZER, e tem mais, a consulta inicial tem um preço – os 6 a 12 meses seguintes nós fazemos um contrato de risco e nós ganhamos sobre o resultado que apresentarmos.

Lembrem-se:

“Não há hotel que não dê Lucro, há hotéis mal administrados”.

Há sobre o Revenue Management muitos estudos, uns de estudiosos outros efetuados por pessoas que já o praticaram ou praticam. Num desses estudos feito em 2013 em Fortaleza li um desses especialistas dizendo: “um aumento de 3% no preço, sem perda de volume, pode aumentar o lucro final em até 20%”. Permitam-me observar, nos meus estudos há mais de 30 anos já vimos isso e estes dados vão muito mais longe, se este aumento em vez de 3% for de 5% - o seu lucro pode e deve aumentar entre 30 e 50%. Isto é REVENUE MANAGEMENT PLENO e consciente.
Há!!! Aumentar a diária média de R$: 180,00 para 189,00 o que parece ser simples, não dá esse resultado, ele é bem mais complexo, mas absolutamente viável. E o aumento do resultado não é linear e exponencial. Interessa?

domingo, 10 de novembro de 2013

FORTALEZA - Final da 1ª etapa do Tour Brasil

UMA TURMA EXCELENTE - ou diria MARAVILHOSA
Curso de Revenue Management Pleno - Fortaleza










AQUI NA BELA CAPITAL CEARENSE TERMINA A PRIMEIRA ETAPA DO TOUR BRASIL DE CURSOS DE REVENUE MANAGEMENT PLENO PROMOVIDO PELO IGH- Instituto de Gestão Hoteleira.
Tivemos o prazer de ministrar o Curso para uma das turmas mais esclarecidas que já encontramos, e acreditamos que isto se deva ao fato da conscientização de que Revenue Management é uma FILOSOFIA de Gestão, e não apenas um aparato para otimizar vendas, é de Bom tom que Gerentes e diretores comerciais conheçam? sim, e neste caso tínhamos presentes GRANDES PROFISSIONAIS DA ÁREA, porém partiu deles a frase: "Quem devia estar aqui era nosso Diretor, seria de fundamental 
importância para que nosso trabalho fosse otimizado". Assim vamos continuar divulgando o Revenue Management em Toda a Sua Plenitude. 
Aos participantes o Nosso Muito Obrigado assim como ao meu Amigo "irmão" e consultor Hoteleiro Cezar Nogales que veio fazer o favor de nos ajudar nesta etapa.
OS CURSOS DA 2ª ETAPA
Dias 22 e 23 - Belo Horizonte
25 e 26 em MACEIÓ
03 e 04 em SALVADOR.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Qualidade de seu hotel

Águia Consultoria - Consultoria Hoteleira
Plena & Revenue Management
Artigo de Cezar Nogales:
Na hotelaria estamos vivenciando uma época em que podemos chamar de “vacas gordas”, afinal de contas não há hotéis nos quatro cantos do país que posam reclamar de suas taxas de ocupação.
Aprendemos a duras penas, que devemos sempre estar atentos com os dados estatísticos, índice de eficiência (como RevPAR), índices de retorno a tal ponto que as noticias que vemos sempre nos levam para este lado da hotelaria o que nos motiva a melhorar a hospedagem e a hospitalidade com produtos de qualidade, colaboradores prestativos e treinados e alta tecnologia.
 Contudo, deixamos de lado o que é mais valioso na hotelaria que é a satisfação de nossos hóspedes uma vez que há pouquíssimas ou nenhuma noticia a respeito, apenas temos as avaliações dos hóspedes pelo tripadvisor ou alguma que outra On line Travel Agencie (OTA) apontando alguns índices e as informações que recebemos ainda demonstram que estes estão em queda.
Os hotéis mais atentos a esta questão tem seus formulários de avaliação de hóspedes, contudo, o grande problema sempre é fazer com que o hóspede queira deixar a sua opinião a respeito em um formulário, mesmo que seja este um questionário realizado pela internet.
 Há várias ferramentas de análise da qualidade na hospedagem e na satisfação dos hóspedes, uma delas, muito eficiente e eficaz, é o chamado hóspede oculto. Este serviço é realizado constantemente nas grandes redes, afinal de contas, o hóspede oculto nada mais é do que um especialista em hotelaria que se hospeda como um hóspede comum e que realiza uma analise profissional e mais apurada dos serviços existentes com a vantagem de estar incógnito na unidade avaliada para que a experiencia obtida seja a mais natural possível.
 Este serviço, contudo, não é visto com bons olhos pela grande maioria do mercado hoteleiro (excetuando-se as redes), justamente porque os preços praticados não são nada convidativos e ainda há o preconceito de que a pessoa que fará a analise estará ganhando uma hospedagem grátis e receberá uma remuneração para isto, ora, eu pensaria da mesma forma se não tivesse o conhecimento que tenho da importância de uma avaliação honesta sobre o hotel que administro, e afinal de contas, ninguém gosta de ser avaliado (nem mesmo na escola), porque justamente esta ação pode mostrar aqueles defeitos que acreditamos que não os temos.
 Fazer esta analise não é nada fácil, uma vez que não é uma hospedagem de fato, o analista que realiza o serviço oculto deve estar atento a todos os detalhes do hotel, seja em relação aos equipamentos existentes, seja em relação aos serviços e produtos oferecidos sem que seja uma “caça as bruxas” e ainda não pode demonstrar que está realizando uma analise minuciosa, ele deve passar despercebido desde o momento de sua reserva, até a sua finalização no check-out.
 Para que possamos depender de nossos hóspedes para este tipo de avaliação, necessitamos ter aquele hóspede habitual que sempre está reclamando, afinal de contas, o hóspede que reclama diretamente no hotel e ainda volta quer que seus serviços melhorem, pois sabe que o hotel em que está hospedado tem a qualidade que ele deseja e necessita apenas alguns ajustes, porém, quantos hóspedes de fato existem nos dias de hoje que façam exatamente isto? A resposta é: quase nenhum.
Por este motivo e com o intuito de melhorar a qualidade na experiência em se hospedar nos hotéis pelo Brasil, a SN Hotelaria em conjunto com a Águia Consultoria (ambas as empresas de consultoria especializada em hotelaria) se colocam a disposição para realizar a analise de Hóspede Oculto em forma de cortesia a todos os leitores deste blog para qualquer meio de hospedagem no período de outubro de 2013 até maio de 2014, os hotéis participantes receberão uma analise detalhada da qualidade dos serviços que estão prestando e ainda estarão ajudando no desenvolvimento de um relatório de qualidade na hospedagem nos hotéis. Todas as informações terão tratamento sigiloso e nenhum hotel será colocado na mídia por ser excelente ou por estar necessitando de ajustes, afinal de contas a avaliação é algo pessoal e exclusiva do hotel que participar, contudo estaremos desenvolvendo uma estatística sobre a qualidade nos serviços hoteleiros o que poderá ajudar em muito na qualidade e cuidado com a experiência que o hóspede deseja.
 Para receber a sua cortesia e participar basta acessar a pagina www.snhotelaria.com.br para saber mais detalhes.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Em Natal A Surpresa

Como anunciado no nosso Banner dia 15 Outubro nosso curso foi em Natal, havia ali pessoas que fizeram 300 km, para participar. Muito obrigado pela vossa presença. 

Não foi um curso onde só havia diretos e Gerentes Gerais que são o alvo do Revenue Management, este, para ser implementado com sucesso precisar partir de cima, mas foi um curso com uma peculiaridade diferente e muito interessante. Estava presente o maior percentual de pessoas com conhecimento de cálculo que já encontrei. Depois se fala que o Brasil do RJ para cima não tem mão-de-obra qualificada. Bom o Brasil não tem mão de obra qualificada para as necessidades de hoje e isso a Rede Globo diz a toda a hora. Mas no nosso caso que circulamos entre o meio gestor hoteleiro podemos afirmar com seguranças que nele falta qualificação e isso não tem importância, você não conhece ou não sabe – estuda e aprende. Agora quando você não conhece acha que é o melhor do mundo e não faz nada para mudar, aí sim faz a diferença, infelizmente negativa. A minha maior surpresa foi descobrir que, tinha entre os participantes 43% de reais conhecedores de cálculos. O que derruba a premissa de que o Sul tem mais qualificação. Para fazer uma ideia já tive cursos com 20 participantes todos de Gerente Geral para cima onde ninguém sabia calcular o valor a cobrar por uma diária para atingir as expectativas. E isso aqui não aconteceu. É o mesmo cálculo com o qual fiz uma brincadeira neste blog e como prometi só publiquei o resultado certo, a postagem teve quase cem acessos e o resultado é lastimável. Natal está de Parabéns, em que pese o fato de a mão de obra de segundo escalão ser menos qualificada isso não se verifica no primeiro, pelo menos essa foi a demonstração que tive.
Depois não sabem por que a rentabilidade dos hotéis é baixa ou inconstante, e culpam sempre os mesmos, o mercado, os impostos, a sazonalidade – Que tal Qualificarem-se e parar de arranjar desculpas para algo gritante: O pouco conhecimento sobre questões fundamentais de gestão?
Os Meus Parabéns aos participantes do curso, e como sempre continuo aberto para sanar qualquer dúvida que possa surgir em suas trajetórias.




quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Revenue Management É muito sério.

Para quem acompanha as minhas postagens, o título desta não é novidade, e se não é com as mesmas palavras é com certeza com o mesmo sentido.

As palavras abaixo são a transcrição na integra no melhor estilo copia e cola, escritas por um profissional com formação superior em Hotelaria e que como muitas outras pessoas recebeu um e-mail marketing de uns "marketeiros", especialistas em Marketing. e que, não mais que de repente resolveram aparecer no mercado como Especialistas em Revenue Management como se isso fosse simples assim. Leiam então as palavras de quem conhece:

“Estou simplesmente chocado com a tamanha cara de pau das pessoas... Rui...sincera e honestamente falando: NÃO HÁ COMO SER SUTIL E ELEGANTE NESSAS HORAS.
É notório a carona que estão pegando no projeto que a INTRODUÇÃO AS APLICAÇÕES DO RM QUE VC PASSA NO CURSO - sendo uma platéia formada por gestores eles entendem o recado com clareza, - sendo eles OPORTUNISTAS, fazem de conta que captaram a mensagem e acham que vão saber repassar as técnicas, e MERGULHAR FUNDO NAS TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO POR RM.....gente!!!!! Que absurdoooooooooooo!!!!!!!!!!!
Nos meus 4anos e meio dentro da Aupin Beau Soleil - RM é dado em 6 meses.... ou pelo menos conhecemos os elementos que levam a uma RM eficiente.... para CONSIDEREAR-SE ESPECIALISTA OU PROFISSIONAL DA ÁREA....é necessário mais um ano de estudos e mais um ano de estágio e aplicação mercadológica e análise de gráficos dos empreendimentos hoteleiros - com quadro comparativo antes da alimentação e gestão eficiente e depois que as técnicas de conhecimento numérico e gestão que o RM provoca nos números do hotel.... isso para falar de maneira genérica.... pois a o nível de exigência para o Revenue Management, é de fato bem mais elevado.... Conhecer as ferramentas é uma coisa, saber o que fazer com elas é outra, mas saber para onde ir e onde se quer chegar com o RM...isso é uma coisa que necessita uma MUDANÇA GERAL DE ATITUDE.... MAS ESTA PRECISA VIR DO TOPO DA PIRÂMIDE DA ADMINISTRAÇÃO/HIERAQUIA HOTELEIRA....

A PROPOSTA AQUI APRESENTADA, PASSA MUITO, MUITO, MAS MUITO LONGE DAS SALAS FRIAS E ANALÍTICAS DO REVENUE MANAGEMENT DE VERDADE - ..... Sinceramente Rui, EU ME SENTI OFENDIDO, E COLOCARIA UMA POSTAGEM NO AR.....Se der resultado bem, se não, pelo menos as pessoas estão sendo alertadas....
Sinceramente....
Colocar a boca no trombone é uma condição IMPERATIVA 

Sinceramente..... DETONA ELES RUI!!!!!!!” - 


Mais um e-mail, prece que os marketeiros de plantão estão na minha rota - o problema é enganarem pessoas esclarecidas, mas sempre há os que caem nesses contos do vigário. Não é este caso.
Outro E-mail de um profissional abordado:

Caro Rui!

Eles nada mais querem que fazer dinheiro!

Escrevem e falam bonito pra atrair ignorantes.... (Infelizmente, em determinado momento paga o justo pelo pecador, mas passa.)

Não precisa Amigo, dizem em Portugal: é mais fácil pegar um mentiroso que um cocho," em breve as pessoas vão entender que os princípios deles são puramente Marketing e Vendas pois é no que são realmente Ótimos profissionais.
Mas como as suas colocações sobre Revenue Management estão irrepreensíveis, e isso meus quase trinta anos de uso dessa filosofia me permite dizer, vamos aguardar eles caírem sozinhos, e os motivos são dois, 1º o Revenue Management é muito analítico e pouco comercial - 2º vc não sustenta ferramentas sem um sistema, e eles apresentam no máximo ferramentas..

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O Revenue Management


Gerenciamento de Receita(Revenue Management)
A gestão de receitas é uma função através da qual se pretende maximizar as receitas de um negócio, utilizando estratégias e tácticas que permitam identificar micro-segmentos de mercado, otimizando-se a disponibilidade do produto e o seu preço, para cada um dos segmentos identificados. Esta função é, por isso, uma forma sofisticada de gestão da oferta e da procura, através da manipulação do preço e da gestão da capacidade disponível. Existem diversos autores que referem que a aplicação de um programa de gestão de receitas ajuda as empresas a vender o produto certo, na altura certa, ao cliente pretendido e ao preço certo.(Se partirmos o princípio simplista destes autores, ainda fica a pergunta – como se chega nisso?)
Os programas de gestão de receitas começaram a ser desenvolvidos no final dos anos 80, especialmente em empresas hoteleiras “a Mariott” e companhias aéreas, tendo o seu uso conduzido à obtenção de resultados bastante positivos. Por exemplo, a American Airlines apresentou, num período de três anos, benefícios de 1,4 biliões de dólares, correspondentes a um aumento de 4 a 5% nas receitas globais, devido à implementação de um sistema deste tipo.

Por outro lado, é tipicamente referido em diversos estudos que a correta implementação de um sistema de gestão de receitas produz 3 a 7% de receitas adicionais, sendo o custo desta implementação muito reduzido quando comparado com os benefícios resultantes da sua aplicação. Mais recentemente, no sector do turismo, a utilização destes sistemas tem-se expandido a outras empresas, sendo de destacar as da área da restauração, eventos e do aluguer de viaturas. Por exemplo, a Hertz Rent a Car indicou um aumento médio de 5% nas receitas de cada automóvel alugado devido ao seu programa de gestão de receitas.

Características das empresas com programas de gestão de receitas
Este tipo de programas tem sido implementado nas empresas referidas, porque o negócio apresenta algumas características particulares, que as tornam apropriadas para aplicação das técnicas e ferramentas utilizadas em programas de gestão de receitas. Assim, estes sistemas são adequados para empresas que apresentam:
capacidade finita (por exemplo, um hotel tem um determinado número de quartos disponível para vender, um restaurante tem um determinado número de lugares...);
stocks perecíveis (no caso de um hotel os quartos não vendidos em determinado dia não podem ser aprovisionados);
micro segmentos de mercado com diferentes sensibilidades ao preço;
procura variável e incerta;
produtos que podem ser vendidos ou reservados antes do consumo;
baixas razões custos variáveis versus custos fixos, por vezes o aumentar a capacidade de serviços de Restaurantes e ou Buffets,não aumenta proporcionalmente seus custos, ou melhor nunca aumenta..
Um programa de gestão de receitas para ser implementado com sucesso deve ser focalizado no preço de venda e não nos custos, porém... Para equilibrar a oferta e a procura, deve substituir o preço baseado no custo pelo preço baseado na procura do mercado, deve reservar uma quantidade suficiente do produto para os clientes de maior valor, deve explorar o ciclo de valor do produto e deve reavaliar continuamente as oportunidades para gerar receitas.
Vários estudos mostraram que um aumento do volume de vendas ou do preço de venda tem um impacto maior na rentabilidade de um negócio que a redução dos custos. Geralmente, uma redução de 5% nos custos aumenta o lucro em 3%, enquanto um aumento de 5% no volume de vendas ou no preço de venda resulta num aumento do lucro de 20 e 50%, respectivamente. Mesmo assim, muitas empresas, para otimizar o lucro, continuam a desenvolver sistemas baseados na redução de custos e não nos ganhos de receitas.(Cada um escolhe o que sabe, ou entende por bom)
A base de aplicação dos programas de gestão de receitas
Na prática, a aplicação desta função implica definir os preços do produto de acordo com os diferentes níveis de procura, de tal modo que os clientes mais sensíveis ao preço e que estão dispostos a comprar ou reservar o produto quando a disponibilidade é maior (ou a procura menor), o possam fazer a preços mais baixos; pelo contrário, clientes menos sensíveis ao preço que pretendam comprar ou reservar o produto em momentos de disponibilidade baixa (ou procura elevada) também o poderão fazer, mas a um preço mais elevado.
A lei da oferta e da procura, a sensibilidade ao preço que os clientes apresentam e a disponibilidade do produto, são por isso, a base de aplicação de um sistema de gestão de receitas.
Há que atendermos para o fato de que mercados estão para nos servir, então grande parte do que eles nos trazem, depende apenas e tão somente de como os tratamos e como nos posicionamos no meio deles.
A sensibilidade ao preço é medida pela elasticidade, que indica a variação percentual da procura quando o preço varia em 1%. Utilizando a teoria económica associada a estes conceitos, pode afirmar-se que o aumento de 1% no preço de venda vai provocar uma redução na procura que em termos percentuais é igual ao valor da elasticidade. Isto significa que, quanto maior é a sensibilidade ao preço, menor é a procura, quando se verifica um aumento desse preço. Por este motivo, um hotel vende usualmente os seus quartos a segmentos de lazer (clientes mais sensíveis ao preço) a um preço inferior ao que vende ao segmento de negócios (clientes menos sensíveis ao preço). Da mesma forma, os restaurantes e casas de eventos teem o seu publico segmentado ou pelo menos devem ter e a diversos segmentes se aplicam várias faixas de preço. (Isto é uma técnica que passamos em cursos de RM)
Um programa de gestão de receitas utiliza, por isso, como estratégias principais a discriminação do preço e a gestão da capacidade disponível, utilizando conceitos como o overbooking, as restrições ao uso e ao tempo de utilização do produto. Por exemplo, as companhias aéreas oferecem uma variedade de tarifas aos seus clientes, algumas com bastantes restrições, ao contrário do que acontece com a tarifa máxima. Estas últimas estão associadas a estadias em que não é obrigatório passar o fim de semana no destino - os bilhetes podem ser adquiridos em qualquer altura, sem penalizações de cancelamento, etc. As tarifas mais baixas, pelo contrário, estão sujeitas a todas estas restrições. O desafio consiste em identificar correlações entre os preços de reserva de diferentes segmentos de mercado e as suas preferências em alguns dos atributos do produto. Se a empresa conseguir identificar estas correlações, então pode definir preços diferentes para diferentes níveis desses atributos, permitindo ao cliente que este compre o nível do atributo que pretende.
Métodos e técnicas
Os métodos e técnicas adoptados num programa de gestão de receitas podem ser extremamente sofisticados, como aqueles que são utilizados atualmente em empresas hoteleiras e companhias aéreas, ou podem utilizar-se aproximações mais simples como algumas desenvolvidas por hotéis no final dos anos 80. Quando os hotéis começaram a adoptar técnicas deste tipo utilizavam um gráfico de controle da procura, no qual se representava a procura esperada para determinado período em função do número de dias em que a reserva era efetuada. Se para determinado dia o hotel recebia mais reservas que o esperado, a procura era considerada elevada e o desconto no preço dos quartos reduzido ou eliminado. Pelo contrário, quando o hotel recebia menos reservas que o esperado, eram lançadas campanhas promocionais e descontos no preço para tentar aumentar a procura. No início dos anos 90, o Holiday Inn utilizava uma variante interessante desta técnica, classificando a procura em hot, warm e cold. Os gestores eram encorajados a desenvolver estratégias e tácticas para lidar em determinado momento com o correspondente nível de procura.
Os métodos utilizados atualmente podem como já se referiu ser bastante sofisticados e têm como base modelos de previsão e optimização, utilizando conceitos de probabilidade, que são desenvolvidos com base nas novas tecnologias de informação. Existem vários tipos de software disponíveis que podem ser utilizados para efetuar previsões e simulações. Estes permitem analisar os dados históricos da empresa para identificar segmentos de mercado, para prever a procura e para identificar ações que permitam maximizar as receitas. As simulações com optimização são cada vez mais utilizadas neste processo, já que permitem modular a influência de diferentes níveis de preço e de procura no volume de receitas.
No âmbito do seminário de ferramentas de apoio à tomada de decisões do MBA, utilizam-se exemplos de alguns sistemas deste tipo, implementados em empresas de hotelaria e turismo. O desenvolvimento e análise dos modelos que permitem otimizar as receitas, é efetuado com várias ferramentas informáticas de previsão e simulação disponíveis no mercado, sendo de realçar os métodos de Monte Carlo.
Entenda porque o Revenue Management não é para qualquer um:


Ø  Revenue Management  Não É PARA TODOS
Ø  Revenue Management  é uma Cultura
Ø  Revenue Management  é uma filosofia de Gestão
Ø  Revenue Management  é estatística e matemática
Ø  Revenue Management  é uma prática diária e continua
Ø  Revenue Management  é muito analítico e pouco comercial
Ø  Revenue Management  é pragmatismo e assertividade
Ø  Revenue Management é por si só o inicio e o fim de toda a Política / Modelo de negócio Hoteleiro como um todo e como tudo, tem um início, mas neste caso não tem fim.
Ø  O Revenue Management não depende do Gerente Comercial, nem do gerente de Marketing, não tentem reinventar a roda REVENUE MANAGEMENT é de Obrigação e atribuição do Gerente Geral, Diretor de Operações, ou Administrador. (Desde que estes sejam realmente profissionais, conhecedores do sistema e não de ferramentas isoladas). Mas não podem nem devem esquecer os outros Gerentes e respetivo “staff” em todo o processo.

É necessário e imprescindível que seja definido certo respeito pelo Revenue Management como uma ferramenta de gestão, eficiente, Crítica e fundamental para o $uce$$o do negócio.

Ø  Revenue Management é uma prática que tem que ser o início de tudo e para que as coisas sejam realmente positivas, ele se inicia e nunca termina. (entendam um coisa, se eu for iniciar hoje a construção de um Hotel, junto com a primeira pedra, e início o processo de RM e este nunca mais para)

Conclusão
Como conclusão, importa referir que o sucesso de qualquer programa de gestão de receitas depende do compromisso e do apoio da alta direção da empresa, bem como do envolvimento e participação de todos os recursos humanos no desenvolvimento, implementação e controle do programa. Quando uma empresa implementa um sistema de gestão de receitas, está a adotar uma nova perspectiva sobre a forma como o seu negócio será conduzido. Este processo implica uma mudança significativa no foco da empresa, o que enfatiza a Publicar postagemimportância de planejar atentamente cada elemento do programa. O grau de sucesso a atingir com o mesmo dependerá do esforço efetuado nesta fase inicial.