terça-feira, 23 de outubro de 2012

Da Hospedaria à Hotelaria

Nós Também temos história e tudo é uma questão de evolução, ou não...


Para chegarmos aos dias atuais com grandes redes hoteleiras no Brasil e no Mundo, tivemos que passar pelas idades antigas, como tudo tivemos um começo. A descrição abaixo demonstra qual foi o caminho de nascimento do que é hoje chamado “a profissão do futuro”.


Jogos Olímpicos
Marco inicial da hospedagem, para a maioria dos autores, os Jogos Olímpicos foram de imensurável importância ao desenvolvimento do Turismo Mundial. Na Grécia Antigas, visitantes de várias localidades iam à Olímpia assistir aos jogos Olímpicos, competições essas que duravam dias. A dimensão dessa competição é descrita com exatidão pelo Almanaque Abril (1997):
O evento era tão importante que interrompia até mesmo as guerras em andamento e deslocava milhares de pessoas. Os nomes dos vencedores das competições só começam, no entanto, a ser registrados a partir de 776 A.C. As Olimpíadas perdem prestígio com o domínio romano da Grécia.
Para esses eventos, foram construídos o estádio e o pódio, onde se homenageavam os vencedores e ficava a chama olímpica. Mais tarde foram acrescentados os balneários e uma hospedaria, com cerca de 10 mil metros quadrados, com o objetivo de abrigar os visitantes. Essa hospedaria teria sido o primeiro “hotel” que se tem notícia.
As estradas romanas
Para que haja uma hospedagem é necessário que haja primeiro um deslocamento. Baseando-se nesse conceito, muitos autores identificam os grandes deslocamentos do povo Romano como outro marco de extrema importância para o desenvolvimento dos meios de hospedagem.
Povo esse sempre adiante de seu tempo, os Romanos, no início da expansão de seu Império, iniciaram a construção de estradas entre as cidades conquistadas. Essas eram basicamente utilizadas como meio de comunicação, onde um funcionário do correio romano sempre levava consigo correspondências de uma cidade a outra através destas vias. Essas não eram muito utilizadas para transporte de mercadorias por suas precárias construções, o que transformava o transporte fluvial e marítimo Essas vias com o passar dos anos foram se expandindo, fazendo a ligação mais eficientes.
Entre cidades cada vez mais distantes. Isso gerou a necessidade de hospedagem desses funcionários que levavam as correspondências. Essa hospedagem era, a princípio, realizada em lugares particulares ou abandonados, como descreve LA TORRE (1982, p. 9):
No século IV A.C. Roma governava a Itália Central, o que trouxe a necessidade de construir caminhos para que os homens transitassem, e para tanto o imperador romano Apio Claudio construiu nesse século a Via Appia, que se constituiu no primeiro caminho romano.
Posteriormente, a rede de caminhos estendeu-se até o sul da Itália, de onde advém a frase “Todos os caminhos levam a Roma”.
Esses deslocamentos humanos de seu ambiente de vida a outras terras implicavam na necessidade de alojar-se em algum lugar, e os Romanos geralmente se alojavam em casas particulares, em templos pagãos das cidades ou em acampamentos fora desta.
As redes foram com o tempo se alastrando por toda a península Itálica, ao final do século I a.C. já existiam 19 estradas que interligavam toda a península.
As estradas romanas foram, sem dúvida, o princípio da hospedagem com fins lucrativos ou de benefícios. Diferentemente das hospedagens das Olimpíadas, as pousadas romanas faziam parte do sistema econômico das cidades, gerando um comércio entre os viajantes e os moradores e até mesmo a troca de mercadorias entre cidades. Essa transformação ocorreu, principalmente, após o grande “boom” de meios de hospedagem nessas estradas. Como MASO (1974, p. 112) descreve:
Conforme GONÇALVES; CAMPOS (1999), a organização era tanta nas estradas romanas que para se transitar por elas as pessoas deveriam possuir um documento, muito parecido com o passaporte, como já citado também por MASO (1974, p. 112):
Como naquela época os meios de transportes não percorriam mais do que 60 quilômetros diários, as viagens quase sempre duravam alguns dias. Disso resultou à criação das hospedarias que, em Roma, obedeciam a regras muito rígidas; por exemplo, um hoteleiro não poderia receber um hóspede que não tivesse uma carta assinada por uma autoridade, estivesse ele viajando a negócios ou a serviço do imperador. A famosa Via Appia, por exemplo, era um local repleto de pequenas pousadas, ao tempo do Império Romano e naqueles estabelecimentos ocorria toda a sorte de orgias, crimes e desordens.
As Olimpíadas podem ter marcado o início da Hotelaria, (naquela época apenas hospedaria como veremos a seguir) mas com certeza foi a expansão do Império Romano que criou o hábito nas pessoas de se hospedarem em locais que não os de moradia. Foi também essa expansão do Império que alavancou a construção de várias pousadas ao longo das vias. Mas essa expansão sofreu, a princípio, resistência dos moradores locais, uma vez que na maior parte das vezes, os viajantes que passavam pelas cidades eram “invasores” romanos que estavam levando ordens do Imperador ou estavam recolhendo informações para levar a ele. Como descreve GONÇALVES; CAMPO (1999, p. 37) descreve:
Isso levava as autoridades a colocarem os donos de pousadas em sua folha de pagamento, para que eles relatassem tudo que ouvissem de seus hóspedes. A lei obrigava a manter vigília à noite, visando a segurança dos hóspedes, de quem era obrigatório anotar os nomes, a procedência e a nacionalidade. Esse panorama continuou mais ou menos inalterado até o final da Idade Antiga.
Com a queda do Império Romano, as estradas vieram a ser menos usadas, em razão da falta de segurança. Esse fato diminuiu o número de hóspedes, prejudicando seriamente as pousadas.
Essa resistência existiu até o advento do Cristianismo, religião essa que prega o “amor ao próximo”. Criou-se assim uma certa segurança nos moradores quanto aos viajantes e também gerou nos próprios viajantes segurança quanto ao lugar onde se hospedavam, pois esses agora estavam protegidos por Deus.
O Cristianismo
Por volta de 324 D.C o imperador Constantino, após várias guerras civis, unifica mais uma vez o Império Romano, que estava dividido entre dois governantes: Galério, Imperador do Oriente e Constâncio, Imperador do Ocidente.
Foi a conversão de Constantino ao cristianismo que tornou essa a religião da unificação do Império como coloca CORNELL (1982, p. 190):
Tanto na época de Constantino como ao longo de todo o século IV a corte imperial deu impulso decisivo ao processo de cristianização do Império, a conversão de Constantino, embora fosse em si mesma um acontecimento inesperado, não exerceu a sua influência no vazio, mas sim por meio do que viria a ser uma das mais importantes instituições sociais de finais do Império.
Após uma divergência com o Senado e com a sociedade Romana, Constantino coloca a cidade de Constantinopla, cidade localizava-se no oriente, como capital do Império Romano. Levando a religião cristã ao Oriente.
Os preceitos de amor ao próximo do Cristianismo é que influenciaram as visões das pessoas quanto aos peregrinos, como expõem LA TORRE (1982, p. 10):
O Cristianismo trouxe consigo os novos preceitos de amor ao próximo, fazendo com que os moradores de muitos lugares do mundo oferecessem melhor tratamento aos peregrinos, tornando-os hóspedes especiais ao dar-lhes pousada. Devido à sociedade cristã haver nascido onde convergiam dois mundos, o oriental e ocidental, isso proporcionou sua rápida expansão.
Para a “Hotelaria”, esse episódio da história é de extrema importância, pois gerou uma proximidade entre hóspedes e donos de hospedarias. A qualidade no atendimento começou a ser considerada de extrema importância. Diferentemente da qualidade que empregamos hoje no mercado hoteleiro, onde a qualidade no atendimento é tratada como um aspecto mercadológico, nesse período esse diferencial estava mais ligado à religião e suas pregações. Mesmo com essa diferença conceitual, a qualidade pode-se dizer passou a ser estudada e empregada. Como BENI (1998, p. 187) coloca, esse diferencial é de extrema importância no mercado de hoje:
O produto hoteleiro é estático. O consumidor deve ir até ele. Já nas empresas industriais ou comerciais fazem chegar o produto até o cliente (…) A empresa hoteleira, quando comparada a outros tipos de empresa, é menos propensa à automação, pois o tratamento pessoal e o calor humano fazem parte essencial da prestação dos serviços hoteleiros.
As Cruzadas
Outros fatos históricos que influenciaram muito no desenvolvimento da Hotelaria e da hospedagem foram as cruzadas, guerras essas que ocorreram entre territórios dominados pela Igreja Católica e territórios dominados pela religião Islâmica. Depois de séculos de guerras, as religiões começaram a recuperar os lugares santos com objetivo de proteção de peregrinos. Esses locais eram chamados de hospitais, como escreve LA TORRE (1982, p.10): “Esse fato propiciou a fundação de hospitais (cuja raiz latina é hospes, que significa hóspede), que se multiplicaram posteriormente entre os povos ocidentais da Europa.” .
Inicialmente esses Hospitais, que abrigavam velhos, enfermeiros e peregrinos, não possuíam fins lucrativos. Mas com o passar dos anos os hospitais (que eram, muitas vezes mosteiros) passaram a cobrar para estadia dessas pessoas. Muitos desses mosteiros até os dias de hoje são meios de hospedagem muito utilizados e visitados, principalmente na Europa Ocidental.
Primeiros estabelecimentos de hospedagem
Como visto nos tópicos anteriores, os meios de hospedagem possuem sua origem nos balneários e na hospedaria de atletas durante os jogos Olímpicos e seu desenvolvimento durante a expansão do Império Romano e do Cristianismo. Esses meios de hospedagem até agora descritos, não possuíam como função principal a hospedagem, por isso as hospedarias. Muitos deles eram casas particulares onde os viajantes se acomodavam em pequenos quartos, estábulos, ou alguns meios eram somente utilizados esporadicamente, em datas comemorativas ou durante guerras. Então a funcionalidade principal destes estabelecimentos seria a moradia e não a hospedagem. O mesmo acontecia com os mosteiros aonde as funções religiosas vinham em primeiro âmbito.
Os primeiros estabelecimentos de hospedagem com o propósito exclusivamente comercial surgiram no final da Idade Média na Europa. Eram as tabernas e as pousadas. Como coloca LA TORRE (1982, p. 12):
As pousadas eram públicas com fins lucrativos, localizadas em povoados onde se ofereciam alimentos, bebidas e albergues a viajantes, cavaleiros e carruagens. As tabernas tinham o mesmo objetivo das pousadas, mas geralmente estavam localizadas nas estradas ou fora dos povoados, a uma distância que poderia ser percorrida a cavalo durante o dia.
Nesses abrigos, os hóspedes eram obrigados a cuidar da própria alimentação, da iluminação (velas, lampiões, etc.) e das roupas de dormir. De acordo com GONÇALVES; CAMPOS (1999), o desenvolvimento das estradas por toda Europa e o crescimento do comércio entre os países, fez com que a hospedagem começasse a possuir parte significativa da economia local:
No século XII, as viagens na Europa voltavam a se tornar mais seguras, e rapidamente as hospedarias se estabeleceram ao longo das estradas. Aos poucos, diversos países implantavam leis e normas para regulamentar a atividade hoteleira, especialmente a França e a Inglaterra. A França, por exemplo, já dispunha de leis reguladoras dos estabelecimentos e serviços hoteleiros no ano de 1254 (século XIII), enquanto na Inglaterra isso aconteceu em 1446 (século XV). No ano de 1514 (século XVI), os hoteleiros de Londres foram reconhecidos legalmente, passando de hostelers (hospedeiros) para innholders (hoteleiros).
O Desenvolvimento da Hotelaria na Europa
Como já exposto, o desenvolvimento da Hotelaria está intimamente ligado ao desenvolvimento dos meios de transportes. Até o surgimento das ferrovias, em torno de 1840, por 200 anos os meios de hospedagem foram se desenvolvendo no que diz respeito à quantidade, mas não a qualidade e tampouco a modernização.
As diligências de carruagens eram hóspedes garantidos para as pousadas e hotéis. Tamanha era a importância destes, que os meios de hospedagem mais preparados possuíam até cocheiras e estábulos para acomodar os cavalos que puxavam essas carruagens.
Essas pousadas mais preparadas já trabalhavam como agenciadores de diligências, uma vez que se tornavam ponto de saída e de chegada dos viajantes e ofereciam passagens para essas viagens. Como diz GONÇALVES; CAMPOS (1999, p. 41):
Algumas das maiores pousadas daquele período foram projetadas especificamente para se integrar com esse meio de transporte (carruagem) (…) Dispunham de escritório de reservas e salas de espera; além disso, muitas “estações” possibilitavam ao viajante fazer reservas e comprar passagem de diligências, de várias rotas, a partir da pousada – o Hotel Royal, na Inglaterra, por exemplo, tinha um total de 23 linhas.
Mas o mundo se modernizava rapidamente. No começo do século XIX surgem as primeiras ferrovias na Europa. Como RONÁ (1999, p. 38) descreve:
Em 1802, Richard Trevinthick construiu uma carruagem a vapor que não desenvolveu grande velocidade devido as péssimas condições das estradas inglesas então, em 1825, George Stephenson inaugurou a primeira ferrovia do mundo, ligando Darlington a Stockton. O primeiro comboio (trem) era misto: transportava 60 toneladas de carga e 600 passageiros, em 34 carros e vagões.
A chegada das ferrovias foi um duro golpe para os meios de hospedagem existentes na época. Como não se modernizaram e não se adaptaram as novas tecnologias, muitos estabelecimentos fecharam as portas. Os meios de transportes estavam ficando mais rápidos e eficientes e não mais criavam a necessidade de grandes períodos de hospedagem ao longo dos caminhos.
Mais uma vez os meios de hospedagem se adaptaram aos novos meios de transporte. Hotéis e pousadas foram construídos nas redondezas das estações de trens e não mais ao longo das vias por onde passavam as diligências, pois nessas muitas hospedarias já estavam estabelecidas e muitas outras estavam fechando suas portas.
Não ignorando o fato de que as estradas de rodagem também demonstravam grande desenvolvimento na época. Como descreve o autor RONÁ (1999, p. 33):
Em 1775, o engenheiro da généralité de Limonges, Tresaguet, inventou um novo processo de consolidação do piso das estradas, substituindo as várias camadas de pedra pela utilização de cascalho com um leve arqueamento do piso. Quase que concomitantemente, o engenheiro escocês John Loudon Mc Adam desenvolveu um sistema bastante semelhante, que recebeu o nome de macadame, que barateou a construção de rodovias na Grã-Bretanha.
Enquanto a hotelaria que se desenvolvia nas beiras das estradas sofriam com o desenvolvimento do transporte, nas regiões portuárias a quantidade de hotéis e pousadas que surgiam era assustador. Isso porque nesse momento da história os viajantes a negócios passavam mais tempo nas cidades desenvolvendo projetos ou fechando negócios do que viajando, propriamente dito. Como expõe DUARTE (1996, p. 10):
Na medida em que foram construídas estradas de rodagem e ferrovias que ligavam os grandes centros às cidades portuárias, houve um grande aumento na quantidade de hotéis, principalmente nessas cidades portuárias.
Para se ter uma ideia, podemos citar como o marco inicial do desenvolvimento do Turismo Ferroviário a venda antecipada, em 1841, de 570 passagens para o percurso entre Leicestere e Loughborough, pela agência Cook de Londres.
O Turismo já se desenvolvia, assim como havia na Europa um desenvolvimento, pelo menos nas questões quantitativas, dos meios de hospedagem.
Outro meio de transporte que influenciou muito no desenvolvimento do turismo, consequentemente da Hotelaria, foi o barco a vapor. Como descrito por RONÁ (1999, p. 43):
Os primeiros barcos construídos para o transporte de passageiros através do Atlântico foram ingleses e norte-americanos. Ficou para trás o tempo em que esses passageiros eram mais considerados intrusos a bordo do que como clientes pagantes. Em 1858, foi lançado ao mar o Great Eastern, construído inteiramente de ferro e podendo levar até 10.000 passageiros nos seus 210 metros de comprimento e 25 de largura.
As distâncias ficavam menores, o turismo agora não existia somente regionalmente, as deslocações eram feitas agora a nível mundial, atravessando fronteiras, rios, mares e Oceanos. A grande pioneira no desenvolvimento da Hotelaria, a Europa (destacando a Inglaterra e a França), começou a ficar estagnada, ultrapassada no que se diz respeito a qualidade e modernização. Começou a perder sua supremacia para a nova potência que surgia no final do século XIX e início do XX, os Estados Unidos.
Um dos últimos marcos da história da hotelaria no século XIX foi a construção, em 1870, o primeiro estabelecimento hoteleiro em Paris, considerado o início da hotelaria planejada. As inovações foram o banheiro privativo em cada quarto e a uniformização dos empregados. O pioneiro foi o suíço César Ritz.
Essa estagnação Europeia e esse desenvolvimento norte-americano são citados por DUARTE (1996, p. 10): “(…) sem dúvida, enquanto os hoteleiros ingleses se acomodaram e permaneceram em estado de apatia, seus equivalentes norte-americanos mostraram não ter inibições. Estes eram radicais, aventureiros e expansionistas.”
Com estudos mercadológicos e de aperfeiçoamento no atendimento, os Estados Unidos passaram a ser a nova referência da Hotelaria Mundial.
Aguardem semana que vem vamos para os EUA.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Em Natal A Surpresa

Como anunciado no nosso Banner dia 15 Outubro nosso curso foi em Natal, havia ali pessoas que fizeram 300 km, para participar. Muito obrigado pela vossa presença. 

Não foi um curso onde só havia diretos e Gerentes Gerais que são o alvo do Revenue Management, este, para ser implementado com sucesso precisar partir de cima, mas foi um curso com uma peculiaridade diferente e muito interessante. Estava presente o maior percentual de pessoas com conhecimento de cálculo que já encontrei. Depois se fala que o Brasil do RJ para cima não tem mão-de-obra qualificada. Bom o Brasil não tem mão de obra qualificada para as necessidades de hoje e isso a Rede Globo diz a toda a hora. Mas no nosso caso que circulamos entre o meio gestor hoteleiro podemos afirmar com seguranças que nele falta qualificação e isso não tem importância, você não conhece ou não sabe – estuda e aprende. Agora quando você não conhece acha que é o melhor do mundo e não faz nada para mudar, aí sim faz a diferença, infelizmente negativa. A minha maior surpresa foi descobrir que, tinha entre os participantes 43% de reais conhecedores de cálculos. O que derruba a premissa de que o Sul tem mais qualificação. Para fazer uma ideia já tive cursos com 20 participantes todos de Gerente Geral para cima onde ninguém sabia calcular o valor a cobrar por uma diária para atingir as expectativas. E isso aqui não aconteceu. É o mesmo cálculo com o qual fiz uma brincadeira neste blog e como prometi só publiquei o resultado certo, a postagem teve quase cem acessos e o resultado é lastimável. Natal está de Parabéns, em que pese o fato de a mão de obra de segundo escalão ser menos qualificada isso não se verifica no primeiro, pelo menos essa foi a demonstração que tive.
Depois não sabem por que a rentabilidade dos hotéis é baixa ou inconstante, e culpam sempre os mesmos, o mercado, os impostos, a sazonalidade – Que tal Qualificarem-se e parar de arranjar desculpas para algo gritante: O pouco conhecimento sobre questões fundamentais de gestão?
Os Meus Parabéns aos participantes do curso, e como sempre continuo aberto para sanar qualquer dúvida que possa surgir em suas trajetórias.




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

GRAMADO - TAREFA CUMPRIDA

Em Gramado mais uma tarefa cumprida e esta teve um sabor especial - agora vamos para Natal onde a hotelaria é uma realidade diferente, e onde o Revenue Management pode fazer por aqueles profissionais muito mais do que eles já imaginaram:  Até dia 15 Nessa Linda cidade.


Os Hoteleiros de Natal interessados em inverter a situação façam sua inscrição - e deixem-me traduzir (inverter a situação) quando vc pratica o Revenue Management não precisa se preocupar com o mercado é o Mercado que vai reagir às suas atitudes. 
Faça Aqui sua inscrição

Alguns pequenos detalhes nos dão a certeza de estarmos no caminho certo
Muito Obrigado pelas vossas Palavras. $UCE$$O

sábado, 29 de setembro de 2012

O Curso em Manaus


Decisões sérias e informações corretas só são boas quando estão bem fundamentadas não se determina por querer e sim por SABER.


Mais uma vez aprendi tanto ou mais do que ensinei, as pessoas teem esse dom, extravasar. Foi o curso mais longo que dei e não era o de maior número de participantes, mas ele tinha pessoas INTERESSADAS em aprender e isso faz a diferença.

Vamos agora a outras coisas que como esta também fazem grandes diferenças e nos levam a “Shakespeare ser ou não ser eis a questão”.
Soube que teve pessoas que não fizeram sua matrícula e disseram: “isso não pode ser Revenue Management, (mais um dos que acha que Revenue é como receita de bolo) Revenue Management é como um MBA, e não pode ser ensinado em um dia”. Não, nos dias de hoje não é como um MBA – é um MBA, por favor, entendam de uma vez algo que eu vivo repetindo e a frase não é minha é de um Doutor em Revenue Management e tudo o que o cerca, eu apenas concordo com isso e repito o que com Ele aprendi:
Revenue Management é por si só o inicio e o fim de toda a Política / Modelo de negócio Hoteleiro e como tudo tem um início, mas neste caso não tem fim.
O Revenue Management não depende do Gerente Comercial, muito menos do gerente de Marketing, não tentem reinventar a roda REVENUE MANAGEMENT é de Obrigação e atribuição do Gerente Geral, Diretor de Operações, ou Administrador. (Desde que estes sejam realmente profissionais). Mas não podem nem devem esquecer os outros Gerentes em todo o processo.”
É esta a Filosofia que me permite afirmar com toda a segurança: “Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal Administrados” – e eu provo e sem investimento inicial significativo por parte dos interessados.

Mas respondendo à pessoa que disse que não podia ser RM, é sim minha Senhora é Revenue Management de Verdade sério e rentável, só que eu ensino como se implanta o sistema e como se desenvolve com fundamentos e consistência sem milagres ferramentas mirabolantes ou marketing já que Revenue Management para todos os que sabem é Muito Analítico e pouco comercial e nada Marqueteiro – Não é abstrato é real e se fundamenta em dados, análises e trabalho direcionado. Para aprender precisa, não só gostar de números como saber o que fazer com eles. E na maravilhosa capital do Amazonas tive o prazer de deixar mais algumas pessoas que realmente sabem como se implementa o sistema e como este se desenvolve e pasmem no meio havia pessoas que não eram da hotelaria, nem da aviação, nem de nenhum outro ramo que imaginam, mas de uma das outras dezenas de empresas que se podem beneficiar com esta Filosofia de gestão.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Revenue Management É muito sério.

Para quem acompanha as minhas postagens, o título desta não é novidade, e se não é com as mesmas palavras é com certeza com o mesmo sentido.

As palavras abaixo são a transcrição na integra no melhor estilo copia e cola, escritas por um profissional com formação superior em Hotelaria e que como muitas outras pessoas recebeu um e-mail marketing de uns "marketeiros", especialistas em Marketing. e que, não mais que de repente resolveram aparecer no mercado como Especialistas em Revenue Management como se isso fosse simples assim. Leiam então as palavras de quem conhece:

“Estou simplesmente chocado com a tamanha cara de pau das pessoas... Rui...sincera e honestamente falando: NÃO HÁ COMO SER SUTIL E ELEGANTE NESSAS HORAS.
É notório a carona que estão pegando no projeto que a INTRODUÇÃO AS APLICAÇÕES DO RM QUE VC PASSA NO CURSO - sendo uma platéia formada por gestores eles entendem o recado com clareza, - sendo eles OPORTUNISTAS, fazem de conta que captaram a mensagem e acham que vão saber repassar as técnicas, e MERGULHAR FUNDO NAS TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO POR RM.....gente!!!!! Que absurdoooooooooooo!!!!!!!!!!!
Nos meus 4anos e meio dentro da Aupin Beau Soleil - RM é dado em 6 meses.... ou pelo menos conhecemos os elementos que levam a uma RM eficiente.... para CONSIDEREAR-SE ESPECIALISTA OU PROFISSIONAL DA ÁREA....é necessário mais um ano de estudos e mais um ano de estágio e aplicação mercadológica e análise de gráficos dos empreendimentos hoteleiros - com quadro comparativo antes da alimentação e gestão eficiente e depois que as técnicas de conhecimento numérico e gestão que o RM provoca nos números do hotel.... isso para falar de maneira genérica.... pois a o nível de exigência para o Revenue Management, é de fato bem mais elevado.... Conhecer as ferramentas é uma coisa, saber o que fazer com elas é outra, mas saber para onde ir e onde se quer chegar com o RM...isso é uma coisa que necessita uma MUDANÇA GERAL DE ATITUDE.... MAS ESTA PRECISA VIR DO TOPO DA PIRÂMIDE DA ADMINISTRAÇÃO/HIERAQUIA HOTELEIRA....

A PROPOSTA AQUI APRESENTADA, PASSA MUITO, MUITO, MAS MUITO LONGE DAS SALAS FRIAS E ANALÍTICAS DO REVENUE MANAGEMENT DE VERDADE - ..... Sinceramente Rui, EU ME SENTI OFENDIDO, E COLOCARIA UMA POSTAGEM NO AR.....Se der resultado bem, se não, pelo menos as pessoas estão sendo alertadas....
Sinceramente....
Colocar a boca no trombone é uma condição IMPERATIVA 

Sinceramente..... DETONA ELES RUI!!!!!!!” - 


Mais um e-mail, prece que os marketeiros de plantão estão na minha rota - o problema é enganarem pessoas esclarecidas, mas sempre há os que caem nesses contos do vigário. Não é este caso.
Outro E-mail de um profissional abordado:

Caro Rui!

Eles nada mais querem que fazer dinheiro!

Escrevem e falam bonito pra atrair ignorantes.... (Infelizmente, em determinado momento paga o justo pelo pecador, mas passa.)

Não precisa Amigo, dizem em Portugal: é mais fácil pegar um mentiroso que um cocho," em breve as pessoas vão entender que os princípios deles são puramente Marketing e Vendas pois é no que são realmente Ótimos profissionais.
Mas como as suas colocações sobre Revenue Management estão irrepreensíveis, e isso meus quase trinta anos de uso dessa filosofia me permite dizer, vamos aguardar eles caírem sozinhos, e os motivos são dois, 1º o Revenue Management é muito analítico e pouco comercial - 2º vc não sustenta ferramentas sem um sistema, e eles apresentam no máximo ferramentas..