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sábado, 18 de maio de 2013

Sazonalidade na Hotelaria: desculpas e muitas falhas


O Artigo abaixo publicado pela Revista Hotéis teve por finalidade esclarecer entre competência e mediocridade e responder ao a um outro artigo anteriormente publicado na mesma revista. - E para combater a SAZONALIDADE - PROFISSIONALIZE-SE.
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A Revista hotéis sempre trouxe para o nosso meio assuntos de elevada relevância e ou eu tenho sido mais ativo e usuário, ou os artigos estão cada vez melhor, o que mostra que nossos Amigos da edição não esperam, vão onde a notícia está.

Acabo de ler na Revista Hotéis: “Sazonalidade na hotelaria: Como combatê-la de forma rentável”

QUALIFIQUE-SE. 
Tenho certa dificuldade com delicadezas em certos assuntos e muitos dizem: “é grosso”, minhas desculpas, mas eu prefiro ser direto e incisivo, afinal os artigos são lidos por adultos e muitos deles profissionais, e ou administradores, então não há porque ficar passando a “mão na cabeça”.

A Sazonalidade afeta a todos a uns mais e a outros menos. Desculpem a Sazonalidade afeta menos os Hoteleiros e mais os Hospedeiros. O HOTELEIRO sabe que cama é o de menos, é um pretexto para, o que importa são ATENDIMENTO E SERVIÇO de Excelência, e criar condições para que o Hospede venha e usufrua delas.

Não vou poder discordar de forma alguma quando alguém coloca um entrave no famoso e pelo jeito perpetuo “custo Brasil”, reduções medíocres de taxa de energia, para inglês ver, pois que na contra mão aumentaram os combustíveis, não só não leva a nada como piora as coisas. Na verdade o custo subiu o resto é embromação.

Tudo isto leva as pessoas a preferirem o exterior, de cada 10 executivos ou pessoas com certa cultura com quem converso e estão para sair e férias, vão para fora e de cada 10 (11 dizem – Fica mais barato) claro lá fora se explora uma Indústria que o Mundo inteiro sabe que é rentável e se chama TURISMO, os Brasileiros, e os Senhores ditos Hoteleiros também, preferem explorar o turista. Resultado, ele faz uma “banana” e vai embora, não é o turista que vai embora é o Brasil seus impostos absurdos e o despreparo dos gestores do setor que o enxota, são situações diferentes, eu sei que como se trata da verdade, poucos gostam de ouvir.

Isto em grande parte vem de Gestões deficientes em todos os níveis, e principalmente nos gestores dos setores de turismo e hotelaria. Que para justificarem a incompetência culpam o Governo, ora bem, todos sabemos que o governo é incompetente e inoperante então capacite-se e deixe-os de lado. Quanto custa o seu Quarto? Sabe? Se sabe; essa pergunta gera mais uma meia dúzia de perguntas eu vou lhe dizer o Senhor não passa da terceira, isto em 95% dos casos, sem isso não há Revenue Management.

Para ser rentável. E para fazer ou Gerir sob a Filosofia do Revenue Management que como dizem no artigo, “... Segundo ele, a entidade costuma incentivar seus associados a combaterem a sazonalidade de maneira rentável a partir da prática do Revenue Management — gerenciamento de receitas, onde se aplica uma diária maior em determinados períodos de alta ocupação para contrapor ao período de baixa ocupação...” Isto é uma Mínima parte de um sofisticado e eficiente sistema de gestão e as tarifas não oscilam conforme a sazonalidade ou pelo menos não só nela.

Mas isso seria o de menos. O Importante é que NÃO É RM. Saibam um pouco mais num artigo que escrevi há alguns dias nesta revista: “Revenue Management e enfoque errado no mercado, o Oportunismo”

Bem em tempo fui gestor de um dos empreendimentos citados no artigo e claro que ele não sofre sazonalidade, ali foi Implementado Revenue Management de verdade e por um mestre.

Mas a implantação do sistema de Revenue Management em si não acaba com a sazonalidade, mas o Gestor que conhece esta filosofia ele é dono e senhor do mercado o mercado trabalha para mim e não eu para ele esta á a fundamental diferença.

Conheço um ditado que diz: “quem tem a dor de dentes, é que vai ao dentista”. Quero com isto dizer que os Senhores “hoteleiros” ficarem empurrado uns para os outros ou para entidades de classe a falta de ocupação deste ou daquele empreendimento não vai resolver o problema, só vai passar atestados de incompetência. É preciso ações e acreditem os Resorts Brasileiros não dão prejuízo e os que dão é porque a administração está falhando, quando a gente diz abertamente a verdade há sempre quem não goste. Nenhum precisa dar prejuízo. E muito menos sofrer um diferença tão gritante por conta de clima. Desculpas servem todas para não se chegar onde quer – ou seja todas são boas, e afinal o clima não vai reclamar mesmo, culpe-se ele.

O Revenue Management de formação, e os mais de 35 anos de gestão e consultorias me permitiram criar o slogan que uso na Águia Consultoria: 
“Não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados” – O Bom é que há hoteleiros Brasileiros que também concordam com ele.

Eis a triste realidade. 
Vosso empreendimento não dá lucro? Ótimo eu o coloco sob nossa Bandeira 5 anos e recebo a parte importante sob o G.O.P. – O que acha?? – Para quem não sabe, sem lucro não há G.O.P.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

HOTELARIA OU HOSPEDARIA?


Hotelaria é uma indústria cujos principais pilares são SERVIÇO E ATENDIMENTO.
Sua finalidade principal era o fornecimento de hospedagem, e alimentação, isto quando de seus primórdios, nos idos de 450 a 760. A.C.,segundo registros – e vamos deixar claro que este período não é tão fácil assim de determinar, quando, no sopé do monte Cromos, em Olímpia, na Grécia, foi construída a primeira hospedaria com finalidade específica de hospedar e alimentar os visitantes que ali compareciam para assistir aos jogos olímpicos. É o primeiro "hotel" de que se tem notícia.
Somente após a Segunda Guerra Mundial, com as grandes transformações tecnológicas, o crescente desenvolvimento industrial, a hotelaria passou a se aperfeiçoar e criar conceitos próprios, distinguido-se por suas diversas categorias cada uma com as suas características muito próprias, mas que para o bem, tanto dos hoteleiros como dos hospedeiros, e principalmente do Senhor Hospede, bom fosse que não se deixasse de lado a grande máxima – Atendimento e Serviço.  Assim e com o passar do tempo foram-se criando regras e normas que direcionassem suas atividades. Dependendo muitas vezes do tipo finalidade e situação geográfica do empreendimento.
No início, os estabelecimentos tinham estruturas muito menos complexas e em sua maioria familiares. O proprietário do estabelecimento era o gerente, o mensageiro o recepcionista a esposa ou ele mesmo o cozinheiro a arrumadeira e tínhamos então caracterizada a estrutura dita familiar.

As famílias também eram mais numerosas e a informação mais demorada o que favorecia este tipo de estrutura.
A França dispunha de leis reguladoras dos estabelecimentos e dos serviços hoteleiros desde a segunda metade do século XIII os idos de 1254, enquanto na Inglaterra isso aconteceu, segundo notícias por volta da primeira metade do século XV segundo pesquisas, no ano de 1446.
Em 1514 (inícios do século XVI), Londres reconhecia oficialmente os seus hoteleiros passando estes do status e “hostelers” Hospedeiros para a categoria de “Inholders” os nossos conhecidos e tradicionais hoteleiros.
Digamos que a introdução ficou maior do que eu gostaria, mas eu quero que entendam que existiu uma evolução natural, o Hospedeiro deixou de ser um vendedor de camas ou espaços para descanso e chegou ao STATUS de HOTELEIRO (Um prestador de serviços cada vez mais sofisticados).
É inconcebível que mais de seis séculos depois estejamos assistindo a um retrocesso assustador, pois se nada for feito voltaremos em breve aos anos 500 A.C.
Tem “profissionais” (com as minhas desculpas aos Reais Administradores de HOTEL) apoiando o desmanche do HOTEL, fracionando este e terceirizando serviços essenciais e altamente lucrativos como a área e Alimentos e Bebidas. Mas o maior problema disso não é a demonstração de falta de conhecimento já nem falando de profissionalismo, o maior problema está no que isso representa para o Senhor Hospede para mim, pura e simples falta de respeito.
Pois que, com a terceirização quando algum dos serviços terceirizados não foi prestado de acordo, e o Senhor Hospede (A NOSSA RAZÃO DE EXISTIR) vai reclamar, vem aí a desculpa: “Sabe é que é? esse serviço não é prestado por nós, então vou levar o assunto ao responsável pelo restaurante ou seja lá que serviço for.” Bem se eu sou o Hospede nunca mais volto. E cuido para que as pessoas amigas e conhecidas não usem mais aquele arremedo de Hotel, já que não passa de uma hospedaria ou lugar onde se vende espaços para dormir, era assim à 2500 anos atrás.
O Que eu quero colocar é que precisamos que os PROFISSIONAIS de verdade mostrem para os empresários que estão entrando no ramo e voltando umas dúzias de Séculos no tempo, entendam que Hotel é o melhor negócio do Mundo desde que seja tratado e Administrado como tal. O Grande segredo do LUCRO HOTELEIR É: Mantenha seu Cliente o maior número de horas dentro do empreendimento, deixe que ele diga o que quer e atenda-o tudo tem um preço e o Hospede sabe disso. – Simplificando: O cliente diz o que quer e nós cobramos por exceder as expectativas.
Tenho conhecimento de empresas do ramo que terceirizaram e já entenderam o tamanho da incoerência que cometeram. Por favor, não paguem tão caro por uma atitude absolutamente Anti-profissional, procurem profissionais, deixem que estes os assessorem e acreditem: É mais barata um boa assessoria do que um ato que invariavelmente trás transtornos, muitos dos quais irreversíveis.